14 de agosto de 2017

Assisti: A Bailarina (2016)



Oi!
Depois de muito tempo, hoje venho dividir com vocês mais um filme que assisti. A Bailarina me chamou a atenção desde a primeira vez que assisti ao trailer e li a sinopse, e contei os dias para assistir no cinema. Infelizmente na época não consegui ver nas telonas, mas nessa semana a animação entrou para o catálogo da Netflix e eu finalmente pude descobrir se atendia ou não às minhas expectativas.

A Bailarina é a história de Felicie e o seu sonho de se tornar bailarina. Junto a Victor, seu melhor amigo, ela foge do orfanato em que vive e parte para Paris com o objetivo de conseguir um papel na grande ópera da cidade. Porém, para ser aceita na companhia é necessário muito mais do que a paixão pela dança, e isso é apenas um dos obstáculos que a garota encontra pelo caminho.


Muito que bem, já começo respondendo que não atendeu às minhas expectativas. O principal motivo para me interessar pela história foi o fato de que eu também sou bailarina desde criança, e tirando os filmes das Barbies bailarinas e Cisne Negro, ainda é difícil ver histórias sobre isso e mais ainda que tratem o ballet de uma forma não-romantizada.

No caso de A Bailarina, as coisas até começam bem: Felicie usa a dança como hobby no orfanato onde vive, e isso é o que a ajuda a superar os problemas. A partir do momento em que ela passa a frequentar os ensaios na ópera de Paris e descobre que o ballet exige muita técnica além do sentimento, o filme poderia seguir por diversos caminhos, mas sinto que seguiu pelo menos apropriado.

Veja bem, sem querer ser chata. Uma bailarina se constrói com sentimento, sim, mas também com técnica. E técnica só vem com o tempo e com muito, muito e digo mais uma vez muito treino. É por esse motivo que bailarinas as vezes dedicam suas vidas todas à dança e mesmo assim não acabam satisfeitas com a evolução que tiveram, ou não conseguem executar um passo específico com precisão.

Nessa animação, Felicie passa de uma garota sem técnica alguma, que não tinha conhecimento nem sobre as posições de braços e pernas no ballet, para a garota prodígio que chama a atenção do diretor da ópera. E tudo isso em questão de semana. Executando passos na sapatilha de ponta. Tendo um alongamento de dar inveja a qualquer bailarina profissional.



Ok, estamos falando de uma animação, um desenho, um filme. Mas é justamente esse o problema. Representar o ballet dessa maneira pode criar uma expectativa irreal nas crianças que, por ventura, assistirem e se interessarem em praticar.

Ninguém aprende ballet em duas semanas. Mesmo com anos de prática, algumas pessoas simplesmente não conseguem. E mostrar algo diferente disso em um filme voltado ao público infantil é, no mínimo, perigoso e irresponsável.

O mérito fica para a parte estática e trilha sonora do filme. As artes são muito bem feitas, com cenários bem construídos e que muitas vezes se confundem com a realidade. O trabalho de animação também merece destaque, pois foi capaz de reproduzir com perfeição a sutileza dos movimentos do ballet.

Já na trilha sonora, a música clássica se funde a canções mais próximas ao pop, com participação inclusive da música Confident, de Demi Lovato, criando um ambiente mais jovem sem deixar de lado o contexto do ballet.

Apesar das críticas, acredito que cada pessoa tenha condições de fazer uma leitura diferente do filme e que, principalmente aqueles que não tenham um contato tão próximo com a dança como eu tenho, possam aproveitar os pontos altos da animação.


0 comentários :

Postar um comentário

Obrigada pela visita e comentário!
Comentários com mera intenção de spam ou divulgação serão ignorados.

Todas as visitas são retribuídas (muitas vezes retribuo seguindo o blog em questão, para assim poder comentar uma publicação que seja interessante e acrescentar ao invés de só retribuir).

Beijos ^-^