11 de agosto de 2016

Projeto Jornalista: quinto semestre

Oi! Esse post faz parte da série Projeto Jornalista. Para conferir os anteriores é só clicar aqui


Esse último semestre da faculdade foi tão maluco que precisei de um tempo pra absorver tudo que aconteceu - por isso a demora pra esse post sair. Mas hoje, depois de discutir o assunto com alguns colegas (sim, fizemos o balanço sobre tudo que aconteceu), consegui chegar a uma conclusão. O quinto semestre não foi dos melhores, mas deu pra sair viva.

Posso dizer que esse semestre foi o das "primeiras vezes", onde venci muitos medos. A começar pela continuação do meu projeto de iniciação científica: pesquisador não tem férias não, e é por isso que pleno janeiro, verão, praia e diversão, lá estava eu terminando meu relatório parcial de atividades. Era a hora de colocar no papel tudo que fiz e não fiz naqueles primeiros meses de pesquisa. Confesso aqui que não foi tão difícil quanto eu imaginava (mas mal sabia eu o que me esperaria no relatório final!).

Logo no início das aulas já me vi diante do maior desafio que enfrentei, acredito, durante toda a graduação. Uma das etapas da minha pesquisa consistia em entrevistar o idealizador do Fluxo, o jornalista Bruno Torturra. Eu sabia que essa hora chegaria, mas não estava exatamente preparada. Larguei tudo e fui pra São Paulo tremendo o caminho todo, com o choro na garganta e com medo de tudo dar errado. Eu já tinha entrevistado outras pessoas durante o curso, obviamente. Mas aquela era minha primeira entrevista grande, com um jornalista que vem sendo um dos responsáveis por inovar no jornalismo brasileiro. Não era fácil. Mas fui muito bem recebida, fiz minha entrevista e fui embora muito, muito realizada, sentindo que estava no lugar certo, fazendo exatamente aquilo que sempre quis.

As aulas de fotografia eram meio que um refúgio, não vou negar.

E como saí dessa realização tão grande para, no momento seguinte, pensar em abandonar o curso? A pressão desse quinto semestre era extrema. Além da iniciação científica que tomava uma parte considerável do meu tempo, ainda precisei lidar a tensão de duas disciplinas um tanto quanto difíceis, com professores maravilhosos, porém muito exigentes; a produção das disciplinas práticas que exigiam muito tempo e dedicação e ainda toda a parte prática da pesquisa iniciada no semestre anterior, que estudava os critérios de noticiabilidade no boletim G1 em 1 minuto. Não vou negar que em muitos momentos esqueci toda aquela motivação e paixão que me moveram durante os semestres anteriores e pensei em desistir. Muitas vezes chorei ao chegar em casa e ver a quantidade de matéria acumulada, trabalhos, pautas... Sendo sincera, eu não consigo imaginar de onde tirei forças para chegar até o final.

Acredito que grande parte dessa força veio de um evento que participei. O Intercom é um congresso de profissionais e pesquisadores da área de comunicação, e a edição do Sudeste desse ano foi em uma cidade bem perto de Campinas. Me inscrevi e tive meu trabalho aceito! E lá fui eu falar sobre os resultados da minha pesquisa de iniciação científica. Mais um desafio gigante pra mim, que na hora pareceu tão pequeno, que só consegui me sentir mais realizada. Participar desse evento foi muito importante não só pro meu currículo lattes, mas também pro meu crescimento como jornalista. Acompanhei outros trabalhos incríveis na área, estreitei relações com meus professores e tive, mais uma vez, a certeza de que todo o sofrimento não tem sido em vão.


Dentre as disciplinas que contemplavam esse semestre, surgiram algumas novas paixões, como a diagramação. Sempre me interessei por design e poder aplicá-lo ao jornalismo foi incrível. Também revisitei amores antigos, como o jornalismo impresso e o online, e acabei descobrindo o fantasma do jornalismo de dados, que continua me assombrando mesmo depois do fim das aulas. Também tive a oportunidade de expandir e muito meu repertório cultural através das aulas de documentário (que infelizmente foram só teóricas) e de estética, que acabei me apaixonando.

Consegui concluir o semestre melhor do que imaginei, e acabei rindo de mim mesma por ter passado todo aquele tempo imaginando que não conseguiria. Mas a pior parte veio depois, durante as férias: o relatório final da iniciação científica e meu artigo para publicação. Sempre tive facilidade na escrita, e o relatório parcial tinha sido fichinha pra mim, logo, não teria como piorar, né? Ah, teria! E piorou. Não tive um dia sequer de descanso durante o mês de julho. Todos os dias foram dedicados à redação do relatório e do artigo, revisão da bibliografia para construir melhor o texto, e-mails e mais e-mails trocados com meu orientador, lágrimas e, por fim, a correção do texto por pelo menos umas 7 vezes. Achei que ia morrer? Achei que nunca mais na vida me meteria em pesquisa? Me senti uma analfabeta sem conseguir construir uma linha de texto? 'Sim' para todas as questões.

E agora pro segundo semestre dá pra esperar muita paz e sossego, já que a iniciação científica acabou, né? Nada disso. Finalmente consegui meu primeiro estágio! Os desafios só estão começando e eu tô pronta pro que vier ❤

2 comentários :

  1. Ana, fazer jornalismo muitas vezes é como se fosse um desafio, né? Tô ainda no segundo semestre, mas só de olhar os planos de aula, já fico tipo: socorro!
    Tem vários desses momentos de desistir de tudo, mas chegamos até aqui, né? Pra que desistir agora?
    Super sorte com a tua pesquisa e o novo semestre que vem pela frente!
    Beijão
    radioactivebookss.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Sim Jéssica, com certeza! A faculdade pegou todo o amor que eu tinha pelo jornalismo e transformou em medo e cansaço hahaha Mas nem penso em desistir mais, se cheguei até aqui eu com certeza aguento esse finalzinho.

      Boa sorte pra você também! ^-^ Beijos

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