4 de março de 2016

[Especial de aniversário] O que aprendi com "Quem é você, Alasca?"


Há 11 anos atrás, Quem é você, Alasca? ganhava sua primeira edição. O que poderia ser só mais um livro dentre tantos lançados diariamente, acabou se tornando o livro da vida de muitas pessoas, e isso inclui não só a mim, como também o próprio autor - John Green.



Já falei diversas vezes sobre ele aqui no blog: num vídeo especial contando um pouco de cada livro; no post que fiz dias antes de conhecê-lo e também depois, sobre como foi; nas diversas resenhas dos livros dele e principalmente na resenha da edição comemorativa de 10 anos do livro.

Essa edição me fez amar ainda mais a história que trago tatuada na pele e admirar ainda mais o autor que me fez viajar pra outro estado, 8h dentro de um ônibus. Essa edição me mostrou como esse livro foi importante não só financeiramente e na carreira do John, mas como foi importante para ele como pessoa.

John escreveu Alasca durante uma crise depressiva. E esse livro também se tornou o seu Grande Talvez, como ele mesmo cita ao final da apresentação escrita especialmente para a edição comemorativa: "Então, essa é a história do meu Grande Talvez. Obrigado por serem parte disso".

Essas são algumas coisas que você provavelmente não sabiam sobre o livro, e aqui vão mais algumas:

  • A cena do primeiro encontro entre Miles e Alasca foi reescrita diversas vezes, assim como uma outra cena muito importante e impactante do livro (que se você já leu, pode imaginar de qual se trata);
  • Detalhes como O Grande Talvez, as últimas palavras e o labirinto não faziam parte do manuscrito original. Foram adicionados posteriormente, durante as diversas edições que o livro passou antes da publicação;
  • "Misremembering Alaska" (algo como lembranças confusas de Alasca) foi um dos primeiros títulos a serem pensados por John Green;
  • Culver Creek, a escola onde toda a história é ambientada, foi baseada no colégio interno que o autor frequentou durante a adolescência;
  • John e sua editora Julie utilizaram uma contagem de tempo real do ano de 2005 para a divisão dos capítulos em "antes" e "depois";
  • O nome da personagem Alasca surgiu logo após o autor assistir ao filme Os Excêntricos Tenenbaums (do meu diretor favorito, Wes Anderson) e ouvir na trilha sonora um trecho da  música "Stephanie Days", do Velvet Underground. O trecho em questão era: "She's not afraid to die/The people all call her Alaska" (Ela não tem medo de morrer/Todo mundo a chama de Alasca).
Todas essas curiosidades foram retiradas da edição comemorativa de 10 anos, lançada no Brasil pela editora Intrínseca. Além de conter a nova apresentação escrita por John e detalhes sobre o processo de escrita, também tem uma sessão especial onde o autor respondeu a diversas perguntas com relação a história. É um trabalho que realmente merece destaque e faz o coração de todo fã da história tremer um pouquinho. 

Das tantas vezes que reli Alasca desde a primeira vez, lá em 2012, não foram poucos os ensinamentos que tirei. Parece que a cada releitura eu conheço um outro lado que eu não conhecia sobre a história: um outro lado sobre Miles, sobre Alasca, sobre Chip e sobre o próprio autor. Muitas vezes descobri lados em mim mesma que eu antes não conhecia, e eu só posso agradecer. 

Pode parecer esquisito agradecer a um livro, mas eu realmente devo muito a ele. De todas as vezes que não desisti do meu Grande Talvez e deixei que ele me movesse e moldasse os meus passos. De todas as vezes que me indaguei sobre qual seria o labirinto - e me descobri em tantos labirintos diferentes, que talvez não exista um só. De tantas e tantas vezes que pensei que "rapida e repentinamente" seria a forma mais fácil de sair de todos eles. De todas as vezes que fui Alasca. E Miles. E Chip. E John. De todas as vezes que fui o Grande Talvez e o labirinto, ao mesmo tempo, em uma única pessoa. De todas as vezes que esse livro me salvou.

É por isso que eu nunca vou me cansar de falar sobre ele, de ler cada linha de cada página. É por isso que esse sempre será o livro que vou indicar pra quem quer que seja, o livro que eu vou reler sempre que me sentir despreparada pra qualquer coisa na minha vida. É por isso que hoje eu escrevo esse post não só para comemorar os 11 anos de publicação, mas para agradecer mais uma vez, como já fiz pessoalmente um dia: obrigada, John Green.



6 comentários :

  1. Adorei a sua abordagem do livro, da história contada e das experiências adquiridas ao lê-lo e posso dizer o mesmo, talvez não da mesma forma mas, devo dizer que foi o livro mais marcante que li até hoje e mesmo depois de um ano ainda sinto os mesmo efeitos da leitura fantástica que foi! Obrigado John Green pelo livro e obrigado Ana Letícia pelo blog, parabéns!

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    1. Muito obrigada! A melhor coisa da literatura pra mim é esse poder que ela tem de tocar nossas vidas, e esse livro com certeza é a prova viva disso :)

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  2. Eu amo esse livro tbm... Sim livros como esses mudam vidas, lindo post! ��

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    1. Obrigada! Por muito mais livros que transformem nossa vida assim ♥

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