28 de março de 2016

[Resenha] Simon vs. a agenda homo sapiens - Becky Albertalli

Mas estou cansado de sair do armário. Tudo o que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo.

Simon vs. a Agenda Homo Sapiens vem pra ser mais um Young Adult pra quebrar com todo e qualquer tabu que ainda possa existir na literatura contemporânea para jovens. Seguindo os passos de David Levithan, a autora nos conta a história de Simon, um adolescente de 16 anos que acaba sendo desmascarado e chantageado por um colega de sala.

Simon é gay, mas não sabe disso a muito tempo e tampouco contou aos seus amigos sobre a descoberta. Tudo começou com uma postagem de Blue no tumblr na escola. O garoto - que nunca revelou seu verdadeiro nome - desabafou sobre como era difícil ser homossexual e não poder dividir as aflições e anseios com mais ninguém. Ao ler a postagem anônima, Simon agiu por impulso deixando um endereço de e-mail fake e aguardou. Desde então, Blue e ele trocam mensagens sem saber a verdadeira identidade um do outro.

O que tinha pra ser só uma história da descoberta desses dois adolescentes acabou por ser tornar turbulenta quando Martin descobre essa troca de e-mails e passa a chantagear Simon. O garoto quer que, em troca de manter os e-mails em segredo, Simon faça com que sua amiga Abby saia com ele. O problema é que o melhor amigo do protagonista também é apaixonado por ela.

Ao mesmo tempo em que se vê encurralado pela chantagem de Martin, Simon também se sente cada dia mais próximo de Blue, e a cada novo e-mail em sua caixa de entrada, o encantamento por um garoto que ele não sabe quase nada vai crescendo. Seria possível se apaixonar por um anônimo? Além de ter que lidar com todas essas dúvidas e pressões, ainda existe o que talvez seja o dilema mais difícil para um jovem não-heterossexual: "sair do armário".



Fazia tempo que um YA não me prendia tanto quando Simon conseguiu. A história é intercalada entre a narrativa em primeira pessoa do personagem principal e a transcrição dos e-mails trocados entre ele e Blue, o que nos faz realmente imergir não só nos seus pensamentos, como também ter um panorama geral de tudo que está acontecendo ao seu redor, podendo assim, ter um mínimo de noção do que ele estaria sentindo.

O livro quebra diversos tabus não só ao trazer um personagem principal assumidamente gay, mas também colocando a garota mais desejada da escola - Abby - fora do padrão que estamos acostumados a ver nessas histórias. Abby não é loira dos olhos claros e do corpo esbelto. Abby é negra, filha de imigrantes, e além da sua beleza natural, o que conquista até mesmo o leitor que está lendo o livro é a sua simpatia e o seu jeito espontâneo.

Simon vs. a Agenda Homo Sapiens é mais do que recomendado, e entrou pra lista dos meus queridinhos. Foi uma história que me prendeu do início ao fim, e não consegui largar o livro até descobrir quem era Blue e como a história dos dois se desenrolaria. É difícil não se apaixonar por Simon e Blue.

Infos:
Título original: Simon vs. the homo sapien agenda
Autora: ALBERTALLI, Becky
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580578928
270 páginas
Livro cedido para resenha pela editora
Para comprar: Submarino | Americanas | Amazon
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

22 de março de 2016

[Resenha] Como eu era antes de você - Jojo Moyes

O mundo ao nosso redor pareceu encolher, até que ele fosse somente o som da tempestade, o mar azul-escuro cor de malva e as cortinas finas delicadamente se inflando. (...) Alcancei a mão de Will e a segurei entre as minhas. Pensei, por um instante, que nunca mais me sentiria tão intensamente conectada ao mundo, a outro ser humano, como naquele momento

Louisa Clark tem 26 anos e, diferente de sua irmã prodígio, nunca fez nada de muito interessante na vida. Não era a primeira aluna da classe, não é exatamente inteligente, e acaba de perder seu emprego em um pequeno café que era seu mundinho particular.

Como Lou é uma das responsáveis por grande parte do dinheiro que entra na casa, ela logo precisa encontrar uma outra ocupação. Entre tentativas frustradas, como uma fábrica de frangos, e o desespero que não conseguir ajudar seus pais nas contas domésticas, a garota acaba aceitando um emprego um tanto quanto improvável: ser a cuidadora de um jovem rapaz tetraplégico.

O jovem em questão é Will Traynor - um ex-executivo de sucesso que acabou perdendo os movimentos dos braços e das pernas depois de um atropelamento. A família de Will parece não gostar muito da presença espalhafatosa de Lou (e por vezes, o próprio rapaz demonstra detestar tê-la por perto) o que torna o trabalho ainda mais árduo e esquisito para ela.

As coisas só começam a mudar quando, por acaso, Lou ouve uma conversa entre a mãe e a irmã de Will: o plano dele é, em dentro de 6 meses, dar entrada em uma clínica que promove o suicídio assistido, na Suíça. A notícia pega Louisa de surpresa e seu primeiro impulso é abandonar o emprego na mesma hora. Porém, após súplicas as de Camilla Traynor, ela resolve aceitar continuar no emprego com uma condição - a de tentar convencer Will a viver.

A partir daí são muitas semanas de planos mirabolantes e tentativas de tirar Will de dentro de casa, mostrar que a vida pode ser boa, apesar de sua condição. O que era pra ser uma tentativa apenas para ele, acabou sendo uma grande aula para Louisa Clark de como aproveitar o melhor de seus dias. Aos poucos, ele vai colocando na cabeça de Lou como viver naquela cidadezinha apenas sendo cuidadora é uma perda de tempo para alguém como ela, que tem todo um horizonte a ser desbravado.


É impossível não se apaixonar pela história de Como eu era antes de você e seus personagens. Clark não é o tipo de protagonista que estamos acostumados em histórias desse tipo. Ela é alegre, perseverante e muito autêntica - o que fica claro quando o assunto são suas vestimentas! Will, apesar de muito rabugento e mau-humorado no começo do livro também conquista nossos corações aos poucos, conforme vamos entendendo melhor motivos para cada atitude que é tomada.

Não achei que fosse gostar tanto desse livro. Sinceramente, o que atiçou minha curiosidade foi o fato da adaptação cinematográfica chegar aos cinemas em breve. Mas não me arrependo de forma alguma! Como eu era antes de você pode por vezes nos deixar com o coração apertado, mas também nos tira muitas risadas e sorrisos, e deixa uma mensagem muito real de como podemos aprender com cada acontecimento de nossas vidas, por piores que eles sejam.

Recentemente a editora Intrínseca lançou a continuação da história - Depois de você. Não vi críticas muito positivas a respeito da história e estou com muito receio de ler. Mas quem sabe, né? Se você ficou com um gostinho de quero mais e com saudades de Louisa Clark, corre conferir!
Infos:
Título original: Me before you
Autora: MOYES, Jojo
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573299
320 páginas
Livro cedido para resenha pela editora
Para comprar: Submarino | Americanas | Amazon
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9 de março de 2016

[Resenha] A Extraordinária Garota Chamada Estrela - Jerry Spinelli

Ela era fugaz. Ela era hoje. Ela era amanhã. Ela era o aroma mais suave da flor de um cacto, a sombra fugidia de uma coruja marrom. Nós não sabíamos o que fazer com ela. Em nossa mente, tentávamos fixá-la em um quadro de cortiça como uma borboleta, mas o alfinete simplesmente se soltava e ela voava para longe.

Ganhar esse livro foi uma surpresa e tanto: estava há séculos na minha lista de leituras do skoob, e acabei ganhando no amigo secreto de um grupo de booktubers no whatsapp, da Julia do Chuva Literária. Já tinha até me esquecido do quão curiosa eu estava com essa história!

Em A Extraordinária Garota Chamada Estrela, uma escola de ensino médio de Mica, cidadezinha no Arizona, é balançada pela chegada de uma menina um tanto quanto peculiar: não bastasse o nome Estrela, ela também se vestia de forma estranha, tocava ukulele e além de tudo andava pra cima e pra baixo com um rato de estimação no ombro.

A princípio a atitude da garota gerou espanto e até mesmo foi recebida com risadinhas e bullying; mas depois de um tempo seus colegas de sala começaram a perceber algo de diferente e encantador nela. No aniversário de cada pessoa da escola - mesmo que ela não a conhecesse - Estrela fazia uma serenata com seu ukulele no meio do refeitório. 

Em datas especiais, ou mesmo em um dia em que ela estivesse mais feliz, deixava pequenos mimos nas mesas das pessoas e não dispensava um sorriso ao cumprimentar, pelo corredor, quem quer que passasse por ela. Esse jeito acabou ganhando uns e desagradando outros, como Hillari, que decidiu fazer a vida de Estrela um inferno, e Leo, o garoto que se apaixonou por ela.

O livro é narrado justamente pela perspectiva de Leo, que desde o momento em que colocou seus olhos na garota enxergou algo especial e diferente nela. É através dele que vemos a ascensão e também a queda de Estrela. Os momentos em que todos da escola a admiravam, e como essa admiração mudou a convivência e o ambiente escolar, tornando as pessoas mais gentis e sociáveis, mas também o momento em que sua ingenuidade e seu jeito espontâneo levou tudo isso por água abaixo.

Confesso que a princípio detestei a Estrela. A personagem é a típica "diferentona", e da escola onde vim, quase todo mundo era assim. Mas aos poucos fui entendendo que aquilo não era forçado ou uma moda sendo seguida (como era o caso das pessoas com quem estudei) mas algo realmente autêntico da personagem. Estrela era Estrela, e não uma máscara.

A história de como pequenas sutilezas e gentilezas têm um poder gigantesco me ganhou de uma forma que eu não esperava. Estrela me ganhou, Leo me ganhou, e a história que esses dois personagens construíram também. Me fez pensar como todos precisamos de pessoas-Estrela em nossas vidas - mas pessoas verdadeiramente dispostas a fazerem do mundo um lugar melhor.

O final me tirou lágrimas consideráveis - o que também me deixou surpresa. Descobri a pouco tempo que o livro ganhou uma continuação - "Com amor, a garota chamada Estrela" - pela mesma editora. Fiquei um tanto quanto curiosa, mas não sei se leria. Para mim, os finais misteriosos são os melhores, que colocam nossa cabeça para pensar no livro além do momento em que o terminamos.

Infos:
Título original: Stargirl
Autor: SPINELLI, Jerry
Editora: Gutenberg
ISBN:  9788582351444
192 páginas

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4 de março de 2016

[Especial de aniversário] O que aprendi com "Quem é você, Alasca?"


Há 11 anos atrás, Quem é você, Alasca? ganhava sua primeira edição. O que poderia ser só mais um livro dentre tantos lançados diariamente, acabou se tornando o livro da vida de muitas pessoas, e isso inclui não só a mim, como também o próprio autor - John Green.



Já falei diversas vezes sobre ele aqui no blog: num vídeo especial contando um pouco de cada livro; no post que fiz dias antes de conhecê-lo e também depois, sobre como foi; nas diversas resenhas dos livros dele e principalmente na resenha da edição comemorativa de 10 anos do livro.

Essa edição me fez amar ainda mais a história que trago tatuada na pele e admirar ainda mais o autor que me fez viajar pra outro estado, 8h dentro de um ônibus. Essa edição me mostrou como esse livro foi importante não só financeiramente e na carreira do John, mas como foi importante para ele como pessoa.

John escreveu Alasca durante uma crise depressiva. E esse livro também se tornou o seu Grande Talvez, como ele mesmo cita ao final da apresentação escrita especialmente para a edição comemorativa: "Então, essa é a história do meu Grande Talvez. Obrigado por serem parte disso".

Essas são algumas coisas que você provavelmente não sabiam sobre o livro, e aqui vão mais algumas:

  • A cena do primeiro encontro entre Miles e Alasca foi reescrita diversas vezes, assim como uma outra cena muito importante e impactante do livro (que se você já leu, pode imaginar de qual se trata);
  • Detalhes como O Grande Talvez, as últimas palavras e o labirinto não faziam parte do manuscrito original. Foram adicionados posteriormente, durante as diversas edições que o livro passou antes da publicação;
  • "Misremembering Alaska" (algo como lembranças confusas de Alasca) foi um dos primeiros títulos a serem pensados por John Green;
  • Culver Creek, a escola onde toda a história é ambientada, foi baseada no colégio interno que o autor frequentou durante a adolescência;
  • John e sua editora Julie utilizaram uma contagem de tempo real do ano de 2005 para a divisão dos capítulos em "antes" e "depois";
  • O nome da personagem Alasca surgiu logo após o autor assistir ao filme Os Excêntricos Tenenbaums (do meu diretor favorito, Wes Anderson) e ouvir na trilha sonora um trecho da  música "Stephanie Days", do Velvet Underground. O trecho em questão era: "She's not afraid to die/The people all call her Alaska" (Ela não tem medo de morrer/Todo mundo a chama de Alasca).
Todas essas curiosidades foram retiradas da edição comemorativa de 10 anos, lançada no Brasil pela editora Intrínseca. Além de conter a nova apresentação escrita por John e detalhes sobre o processo de escrita, também tem uma sessão especial onde o autor respondeu a diversas perguntas com relação a história. É um trabalho que realmente merece destaque e faz o coração de todo fã da história tremer um pouquinho. 

Das tantas vezes que reli Alasca desde a primeira vez, lá em 2012, não foram poucos os ensinamentos que tirei. Parece que a cada releitura eu conheço um outro lado que eu não conhecia sobre a história: um outro lado sobre Miles, sobre Alasca, sobre Chip e sobre o próprio autor. Muitas vezes descobri lados em mim mesma que eu antes não conhecia, e eu só posso agradecer. 

Pode parecer esquisito agradecer a um livro, mas eu realmente devo muito a ele. De todas as vezes que não desisti do meu Grande Talvez e deixei que ele me movesse e moldasse os meus passos. De todas as vezes que me indaguei sobre qual seria o labirinto - e me descobri em tantos labirintos diferentes, que talvez não exista um só. De tantas e tantas vezes que pensei que "rapida e repentinamente" seria a forma mais fácil de sair de todos eles. De todas as vezes que fui Alasca. E Miles. E Chip. E John. De todas as vezes que fui o Grande Talvez e o labirinto, ao mesmo tempo, em uma única pessoa. De todas as vezes que esse livro me salvou.

É por isso que eu nunca vou me cansar de falar sobre ele, de ler cada linha de cada página. É por isso que esse sempre será o livro que vou indicar pra quem quer que seja, o livro que eu vou reler sempre que me sentir despreparada pra qualquer coisa na minha vida. É por isso que hoje eu escrevo esse post não só para comemorar os 11 anos de publicação, mas para agradecer mais uma vez, como já fiz pessoalmente um dia: obrigada, John Green.



3 de março de 2016

[Parceria] Ânsia na Fala, por Lau Pacheco

Olááá gente!
Faço esse post hoje pra contar uma novidade muito legal: agora, somos parceiros do Ânsia na Fala!


Já conheço a Lau há quase um ano e recentemente surgiu essa oportunidade deliciosa de me tornar parceria do instagram do blog dela! A Lau, além de blogueira e booktuber, também é professora, e eu amo o canal dela (mesmo, não é conversinha não hahaha já assisti tudo!).

Tenho certeza que essa parceria vai render coisas maravilhosas, principalmente porque conheço a mente criativa e incessante da Lau, que sempre busca levar o melhor pro seu público. Estou muitíssimo feliz, e em breve trago mais novidades sobre essa parceria para vocês!

Enquanto isso, seguem os links para conhecer o trabalho dela:
Canal: https://www.youtube.com/channel/UCigOygHl0X7-Tp1g7fMVr0g
Fanpage: https://www.facebook.com/ansianafala
Blog: http://www.ansianafala.com/
Instagram: https://www.instagram.com/ansianafala/

Aproveita e segue nosso instagram também pra ficar por dentro de mais novidades, é http://instagram.com/poesiadestilada

2 de março de 2016

[Resenha] O Confidente - Hélène Grémillon

Sempre achei que os segredos devem morrer com aqueles que os carregam. Você deve por certo estar dizendo que estou traindo as minhas próprias convicções, já que estou lhe contando essa história. Mas, para você, tenho que dizer tudo.

Recebi esse livro em dezembro através da editora Aeroplano. Confesso que a capa e a sinopse não me atraíram tanto, mas conforme a leitura foi fluindo, devorei a história em menos de dois dias. O Confidente se mostrou uma das grandes surpresas que o ano de 2016 me presentearia!

Camille trabalha em uma editora e é a responsável por receber os originais de autores interessados em publicar suas histórias. Após a perda de sua mãe, uma enxurrada de cartas de pêsames chega pelo correio, as quais Camille apenas anota o remetente para posteriormente responder com palavras genéricas em agradecimento.

Dentre essas cartas, uma lhe chama a atenção: é endereçada a ela, porém sem remetente. Ela abre e se depara com muitas páginas, assinadas como Louis. A princípio Camille pensa ter recebido por engano - quem sabe não é uma outra Camille quem devesse estar lendo aquela história? - ela então passa a procurar quem pode ser o destinatário original, mas as cartas continuam a chegar, provando que ela é realmente quem deve ler aquela história.

As cartas contam a vida de Annie, uma garota de um pequeno vilarejo na França que passa a frequentar a casa da misteriosa senhora M. A história é contada do ponto de vista do próprio Louis, que a conheceu durante a infância e mantinha uma paixão secreta por ela. Aos poucos, os acontecimentos na vida de Annie se misturam à invasão da França pelos Alemães na segunda guerra mundial.

A cada página vamos conhecendo mais da história de cada personagem - Annie, senhora M, Louis, Camille, sua mãe... São histórias dentro de outras histórias, contadas por cada um dos envolvidos. Esse foi o principal ponto que me fez não conseguir desgrudar do livro. Cada capítulo deixava um gancho para o próximo, sendo impossível fechar o livro antes de descobrir tudo!

Além disso, a forma como os episódios da Segunda Guerra são contados não deixam a história principal em segundo plano, sempre contextualizando a trajetória de Annie dentro dos acontecimentos históricos da época. Isso, de alguma forma, me ganhou!

Vale lembrar também que não só a história de Annie, Louis e senhora M. são contadas. Temos também, em paralelo e em capítulos intercalados, a históra de Camille, que vai aos poucos descobrindo que aquela misteriosa história entregue pelos correios tem muito mais a ver com sua própria vida do que ela imagina.

Enfim, esse livro foi uma das grandes surpresas que tive atualmente, e com certeza durante o ano de 2016, apesar de ainda estar no início! Foi emoção e surpresa a cada novo capítulo e o livro me surpreendeu até a última página - e digo isso literalmente mesmo! Quero agradecer à editora Aeroplano pela oportunidade de conhecer essa obra e com certeza recomendo a todos que gostam de histórias surpreendentes que fogem do normal.

Infos:
Título original: Le Confident
Autora: GRÉMILLON, Hélène
Editora: Aeroplano
ISBN: 9788578201203
253 páginas

Livro cedido para resenha pela editora

1 de março de 2016

Vencedor - sorteio 1 ano do blog + mil inscritos

Oi gente!
Vocês provavelmente se lembram do sorteio que estava rolando lá na fanpage em comemoração ao 1 ano do canal + os mil inscritos. Muito que bem: hoje o resultado já está no ar!


A vencedora foi Ana Késsia Lima :)

Muito obrigada a todos que participaram. Para os que não ganharem, não fiquem tristes: nesse mês o blog compelta 3 anos e claaaro que virão outros sorteios por aí! Fiquem ligados ;)