19 de outubro de 2015

Assisti: Que horas ela volta?


Oi gente! O post de hoje é muito mais do que uma recomendação, é um relato de como esse filme conseguiu me tocar de diversas formas. Vamos conversar sobre Que horas ela volta?.
Val é uma pernambucana que se mudou para São Paulo há 13 anos para trabalhar numa casa de família, deixando sua filha pequena na cidade natal. Depois de tantos anos a menina retoma o contato dizendo que pretende ir para São Paulo com o propósito de prestar um dos vestibulares mais concorridos do país, o da USP. Os chefes de Val a recebem de braços abertos, a princípio. Porém, quando percebem os pensamentos críticos que tomam conta da mente da garota, as coisas começam a se complicar.
Já havia tido contato com as emoções que o filme causa através de um vídeo no canal da Lau, o Ânsia na Fala, onde ela conta todo o desconforto que a história causou nela. E não foi diferente comigo: em menos de meia hora de filme uma agonia já tomava conta do meu peito ao me deparar com o que é realidade pra muitos brasileiros até hoje.

Val trabalha para uma família de classe alta, num bairro nobre de São Paulo. Todos na casa fazem questão de reafirmar o quão "da família" ela é, mas o único que parece realmente se importar com Val é Fabinho, o filho dos patrões que foi criado por ela. Val é responsável por todas as tarefas da casa e até mesmo detalhes mais supérfluos, como servir um copo de água para Bárbara, a patroa.

Quando sua filha Jéssica vem de Pernambuco para prestar o vestibular assim como Fabinho, as diferenças entre mãe e filha e os patrões são ainda mais acentuadas. Porém, a menina não é de aceitar as coisas de cabeça baixa: com uma visão crítica sobre o mundo que a cerca, ela bate de frente com diversas ideias da mãe, que acaba se indispondo com os patrões por conta da menina.



O filme é realmente muito tocante pra quem sente o mínimo de empatia com o próximo. A simplicidade de Val perante a arrogância de Bárbara, sua chefe, chega a doer na alma. Ele escancara sem rodeios a realidade que, infelizmente, ainda vivem milhares de mulheres que trabalham em casas de família no país todo. Como a Lau brilhantemente citou em seu vídeo, não é o tipo de filme que se assiste para passar o tempo e se distrair. Ele vai te fazer refletir, queira ou não. Ele vai plantar em você, durante suas quase duas horas, a pulguinha atrás da orelha que não vai te deixar descansar.

Enfim, filme muito mais do que recomendado.

(trailer oficial)

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