30 de outubro de 2015

[Especial Halloween] 3 thrillers pra te tirar o sono

Oi gente!
Como muitos de vocês sabem, terror não é um gênero do qual tenho muita proximidade. Tenho medo, sim, então prefiro me aventurar nos thrillers. Hoje, em comemoração ao Halloween, trago para vocês indicações de 3 livros do gênero que me deixaram com tanto medo quanto qualquer terror me deixaria. Se preparem para os sustos, e vamos lá!



1. Filme Noturno - Marisha Pessl
Um tornado derruba uma casa, matando o dono e é uma tragédia. Depois você descobre que um serial killer morava lá, e o mesmo acontecimento se torna um milagre. A verdade sobre o que acontece conosco neste mundo está sempre mudando. Sempre.
Filme Noturno foi o primeiro livro que me fez dormir de luz acesa e evitar minhas leituras que se estendiam madrugada a dentro. Ashley Cordova é filha de um dos mais misteriosos diretores de cinema que já existiu e acaba sendo morta de uma forma misteriosa. Scott McGrath pe um jornalista investigativo que sempre se interessou pela família Cordova, e depois da morte de Ashley passa a investigá-la mais a fundo. O livro todo tem uma aura de mistério e terror muito pesada, não tanto pela morte em questão, mas por todos os segredos por trás da família Cordova. (resenha aqui)



2. Misery - Stephen King
Parafraseando Tati Feltrin no seu vídeo sobre esse livro: o ser humano muitas vezes é mais assustador que qualquer história sobrenatural. E é isso que Misery nos mostra. Paul Sheldon é um escritor que alcançou o sucesso com sua série de livros sobre a protagonista Misery. Num dia de nevasca sobre um acidente de carro e é encontrado por Annie Wilkes, uma enfermeira que por pura coincidência (ou não) é uma das maiores fãs do autor e da série. Annie o leva para sua casa e passa a cuidar de Paul até que seus ferimentos se curem. Porém, com o tempo, Paul percebe que Annie não tem a menor intenção de deixá-lo ir embora, e a partir daí sua vida se torna um inferno. Essa foi minha primeira experiência com o autor, famoso por seus livros de terror e suspense, e com certeza irei retornar às suas histórias depois de conhecer do que ele é capaz quando o assunto é manter o seu leitor em pânico. (resenha aqui)


3. Lugares Escuros - Gillian Flynn
Como você pode matar algo com que se importou o suficiente para batizar?
Não é segredo pra ninguém que sou super fã da autora Gillian Flynn, mas prometo que Lugares Escuros aparecer por aqui não tem nada a ver com esse meu lado tiete. O livro mistura thriller psicológico e terror no momento em que introduz no massacre de uma família toda a ideia de que foi motivado por pactos demoníacos. Por isso, além do mistério para descobrir o que realmente aconteceu na fatídica noite de 3 de janeiro de 1985, também sentimos aquela vontade de dormir com a luz acesa por conta das diversas cenas retratando os possíveis rituais de adoração ao diabo. Mais uma vez: muito mais que recomendado. O livro também chegou às telonas recentemente! (resenha aqui)

27 de outubro de 2015

[Resenha] Sem Esperança - Colleen Hoover

Nos próximos minutos, ficamos completamente perdidos no que pareceu a perfeição absoluta. O tempo parou completamente e, enquanto nos beijamos, só consigo pensar que é isso que salva as pessoas. Momentos assim, com pessoas como ela, fazem todo o sofrimento valer a pena. 

Sem Esperança é o volume 2 da duologia Hopeless. Pode conter spoiler do volume 1, Um Caso Perdido (resenha aqui).

Sem Esperança não é exatamente uma continuação de Um Caso Perdido, mas sim a história de Sky e Holden contada pela visão do garoto.

Sky e Holden se encontram pela primeira vez na fila de supermercado, e o garoto simplesmente não consegue tirar os olhos dela. Durante os próximos dias, diversas situações os colocaram frente a frente novamente, e a partir daí os laços entre os dois vão se estreitando e um romance complicado e cheio de segredos vai surgindo.

A narrativa se inicia alguns meses antes do casal se conhecer, quando o incidente que tirou a vida de Less - irmã gêmea de Holden - acontece. A partir daí conhecemos qual a parcela de culpa do garoto pelo que aconteceu e entendemos porque ele se sentiu tão impotente em protegê-la.

Depois dessa breve explicação sobre a vida pré-Sky, nós já conhecemos grande parte do que irá acontecer, mas novos elementos são adicionados, como por exemplo um diário escrito por Holden para aliviar a morte da irmã, e que aos poucos vai sendo preenchido também com pensamentos sobre Sky.

Também ficamos sabendo um pouco mais sobre o que acontece com o casal depois do final do primeiro livro, mas de uma forma bem ampla e genérica.

A principal mudança na narrativa da história fica por conta dos sentimentos transmitidos. Lendo Um Caso Perdido conhecemos uma história de amor mas também de medo, de aprendizado, de construção de confiança da personagem principal para com Holden. Já em Sem Esperança a narrativa é muito mais carregada de culpa, mas também muito mais romântica.

Ter essa verdadeira mescla de sentimentos nos faz sentir que estamos lendo uma nova história, mesmo já sabendo o que acontecerá nos próximos capítulos, e é por isso que o livro é uma indicação ótima para quem gostou de Um Caso Perdido.

Muitas das obras que seguem esse estilo - um segundo livro contado por um personagem diferente, porém com a mesma história - acabam se tornando maçantes e em nada acrescentam. Porém, esse definitivamente não foi o caso desse livro, e podemos dizer que Colleen Hoover cumpriu com  louvor aquilo a que se propôs fazer (que também aparece em suas outras obras, como a trilogia Slammed, já resenhada aqui).

Fica mais uma indicação de young adult que conseguiu me surpreender positivamente, apesar da saturação do mercado editorial com histórias parecidas sobre o mesmo tema.

Infos:
Título Original: Losing Hope
Autora: HOOVER, Colleen
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501065124
319 páginas

Para comprar: Submarino | Americanas
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

25 de outubro de 2015

[Youtube] O mundo imaginário de..., por Keri Smith





"O Mundo Imaginário de..." é o mais novo livro interativo de Keri Smith, autora de "Destrua Este Diário", ambos publicados no brasil pela editora Intrínseca.

Para comprar:
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19 de outubro de 2015

Assisti: Que horas ela volta?


Oi gente! O post de hoje é muito mais do que uma recomendação, é um relato de como esse filme conseguiu me tocar de diversas formas. Vamos conversar sobre Que horas ela volta?.
Val é uma pernambucana que se mudou para São Paulo há 13 anos para trabalhar numa casa de família, deixando sua filha pequena na cidade natal. Depois de tantos anos a menina retoma o contato dizendo que pretende ir para São Paulo com o propósito de prestar um dos vestibulares mais concorridos do país, o da USP. Os chefes de Val a recebem de braços abertos, a princípio. Porém, quando percebem os pensamentos críticos que tomam conta da mente da garota, as coisas começam a se complicar.
Já havia tido contato com as emoções que o filme causa através de um vídeo no canal da Lau, o Ânsia na Fala, onde ela conta todo o desconforto que a história causou nela. E não foi diferente comigo: em menos de meia hora de filme uma agonia já tomava conta do meu peito ao me deparar com o que é realidade pra muitos brasileiros até hoje.

Val trabalha para uma família de classe alta, num bairro nobre de São Paulo. Todos na casa fazem questão de reafirmar o quão "da família" ela é, mas o único que parece realmente se importar com Val é Fabinho, o filho dos patrões que foi criado por ela. Val é responsável por todas as tarefas da casa e até mesmo detalhes mais supérfluos, como servir um copo de água para Bárbara, a patroa.

Quando sua filha Jéssica vem de Pernambuco para prestar o vestibular assim como Fabinho, as diferenças entre mãe e filha e os patrões são ainda mais acentuadas. Porém, a menina não é de aceitar as coisas de cabeça baixa: com uma visão crítica sobre o mundo que a cerca, ela bate de frente com diversas ideias da mãe, que acaba se indispondo com os patrões por conta da menina.



O filme é realmente muito tocante pra quem sente o mínimo de empatia com o próximo. A simplicidade de Val perante a arrogância de Bárbara, sua chefe, chega a doer na alma. Ele escancara sem rodeios a realidade que, infelizmente, ainda vivem milhares de mulheres que trabalham em casas de família no país todo. Como a Lau brilhantemente citou em seu vídeo, não é o tipo de filme que se assiste para passar o tempo e se distrair. Ele vai te fazer refletir, queira ou não. Ele vai plantar em você, durante suas quase duas horas, a pulguinha atrás da orelha que não vai te deixar descansar.

Enfim, filme muito mais do que recomendado.

(trailer oficial)

14 de outubro de 2015

[Destilando Palavras #7] Visitando velhos amigos

Nos últimos meses tenho relido e reassistido muitas histórias, principalmente as minhas favoritas. No último fim de semana, enquanto assistia As Vantagens de Ser Invisível, tive uma sensação muito gostosa e que me inspirou a escrever esse post: a sensação de estar visitando um amigo que não via há muito tempo.

Não é novidade pra ninguém que quando gostamos ou nos identificamos muito com uma história, seus personagens passam a ser nossos amigos também. Por exemplo: é impossível ouvir Heroes, do David Bowie, sem me lembrar de Charlie, Patrick e Sam e da maravilhosa cena no túnel. Mas a sensação que tenho vai além da lembrança, eu me sinto nostálgica e com saudades daquele momento, como se eu tivesse estado presente lá, como se eu também fosse parte daquela cena e ela fosse real, não apenas parte de um livro.


A sensação é muito parecida com quando nos reunimos com amigos antigos, como os da época do ensino médio, e relembramos as histórias que passamos juntos. Mas como é possível que um livro nos cause esse sentimento?

Já repeti diversas vezes aqui que, independente do enredo ou do gênero literário, sou apaixonada por livros que me fazem sentir coisas (boas ou ruins) e que tenho uma admiração enorme por autores que conseguem essa façanha. Hoje posso dizer que minha admiração foi multiplicada depois de conhecer esse sentimento tão maravilhoso.

12 de outubro de 2015

Filmes que marcaram minha infância!

Oi gente! Sei que faz muito tempo que não apareço por aqui, mas agora prometo que voltei. Passei várias semanas sem ter como postar por conta do meu notebook molhado, como contei lá no canal, mas agora está tudo certo e a frequencia de posts e vídeos voltará ao normal!

Para comemorar o dia das crianças, resolvi listar os filmes que mais marcaram a minha infância. Quando eu era pequena ainda vivi a época das fitas K7 e locadoras de filmes. Como ter as fitas não era tão acessível como hoje é comprar um dvd ou baixar na internet, passei minha infância toda assistindo aos mesmos filmes (e de vez em quando alugando alguns) que me marcaram bastante, e hoje vou dividir essas histórias com vocês. Vamos lá?!

1. 101 Dálmatas (1961)



Sempre fui apaixonada por animais desde pequena - e esse filme é uma prova viva disso! Uma das poucas fitas que tinha quando criança era 101 Dálmatas, na sua primeira versão animada. Assistia a ela todos os dias e meus familiares se lembram até hoje de todas as músicas do filme (assim como eu rs) de tantas vezes que assisti. Pra quem não conhece, trata-se da história de 101 filhotes de dálmatas que são roubados de sua família por Cruela com a intenção de transformá-los em casacos. O filme se desenvolve através da busca pelos filhotes. Assista ao (nostálgico) trailer.

2. Jack (1996)


Não me lembro exatamente qual a primeira vez que assisti a esse filme, mas se tem algo que me lembro bem é da fita onde ele estava gravado, de uma transmissão do filme no SBT durante a programação especial de dia das crianças de algum ano. Foi a primeira história a me fazer chorar nas telonas! Jack conta a história de... Jack. Ele nasceu prematuro no início da gravidez, desafiando tudo que a ciência antes conhecia. Durante toda a sua infância sua aparência era a de um homem de 40 anos - perfeitamente interpretado por Robin Willians. Esse filme tem uma história linda e sensível, que na infância eu não entendia porque mexia tanto comigo, mas que depois de crescida continua me tocando profundamente. Tive a sorte de há dois anos encontrar o filme em dvd e finalmente poder revê-lo. Assista ao trailer.

3. Vida de Inseto (1998)


A história da formiguinha que resolve se aventurar para além do formigueiro onde vive foi mais uma das que eu assisti repetidas vezes durante a infância e que me fez decorar todas as falas e músicas. Uma das últimas fitas que adquiri, quase na passagem dos filmes para os dvds, me traz recordações muito boas e também importantes, pois marcou os últimos anos que passei com minha avó, muitas vezes assistindo a esse filme durante a tarde. Minha relação com esse filme, portanto, é muito mais emocional do que por ter gostado da história (embora sim, eu gostasse bastante). Assista ao trailer.

4. A Viagem de Chihiro (2001)


Quando tinha por volta dos meus 10 anos sempre passava as férias na casa da minha tia, junto com meus primos. Nessa época, no comecinho da onda dos dvds, minha tia sempre alugava algum filme para assistirmos enquanto estávamos lá, e A Viagem de Chihiro foi um desses. Logo de cara me apaixonei pela história da garota que, durante a mudança para uma nova cidade, acaba se perdendo e indo parar num universo paralelo completamente diferente e maluco, com criaturas místicas e em busca dos seus pais. Foi meu primeiro contato com o universo do Estúdio Ghibli que, mais tarde, se tornaria a responsável por vários dos meus filmes favoritos. Assista ao trailer.



Espero que vocês tenham gostado! Não se esqueçam de comentar aqui em baixo qual filme marcou a sua infância e de continuar acompanhando o blog aqui e nas redes sociais ;) Na quarta-feira tem vídeo novo no canal contando sobre os livros que marcaram a minha infância.

1 de outubro de 2015

[Resenha] Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara - Meg Medina

Olho a capa para ter certeza de que não me enganei. Parece que estou lendo sobre um lugar completamente diferente. A escola mostrada no livro não tem nada a ver com o lugar onde passo meus dias, em que três de cada dez alunos vão se formar. Não mostra o ar vazio ao meu redor quando estou sozinha no pátio, os banheiros nos quais me recuso a entrar ou o olhar morto que tenho que manter no rosto quando vou de uma aula para a outra.


Piedad Sanchez tem quase 16 anos, é descendente de latinos e acabou de mudar de casa e de escola. Como se não bastassem as aflições de se sentir sozinha e deslocada em um novo colégio, Piddy descobre que Yaqui Delgado não gosta nada dela e que quer quebrar a sua cara. O problema é que Piddy não faz nem ideia de quem é Yaqui.

Apesar disso, a garota continua sua vida, cuidando da casa todos os dias e trabalhando num salão de beleza aos finais de semana. Porém as coisas começam a complicar quando as ameaças de Yaqui se tornam mais práticas e a garota passa a ser perseguida na escola e também fora dela. Piddy vai se fechando cada vez mais dentro de si mesma e sua mãe nem a reconhece mais, além de ter seu rendimento escolar totalmente afetado pelas ameaças.

Paralelo a isso, outras aflições vão crescendo, como o fato de não conhecer seu pai biológico e, de repente, ouvir uma série de boatos sobre ele. Em quem acreditar, afinal? No que as pessoas dizem no salão de beleza em que trabalha - uma versão da história que mostra uma visão de sua mãe nada parecia com a realidade - ou naquela que a criou por todos esses anos sozinha?

Meg Medina nos insere na mente de uma adolescente que sofre as mazelas do bullying de uma forma que só quem já viveu saberia como descrever (e, tomando como base a biografia da autora que também é filha de imigrantes latinos, podemos até deduzir que muitos pontos do livro são autobiográficos) e realmente machuca ver a vida de Piddy sendo mudada e marcada aos poucos por atitudes tão terríveis.

Além disso, a autora não se esquece que apesar de ser uma história sobre bullying existe muito mais vida além dele. Aflições comuns em adolescentes, como a descoberta do amor e da sexualidade e conflitos com os amigos e com sua própria personalidade também são bem pontuadas, tirando o livro da mesmice de ser uma história 100% sobre bullying, como a maioria dos livros sobre o assunto.

Outro ponto importante a ser ressaltado é como o lado do agressor, daquele que comete o bullying, é retratado. Yaqui Delgado não é uma pessoa má, mas sim uma pessoa afetada pelo ambiente em que vive, pelas experiências que teve e pela criação que recebeu de seus pais. Ou seja, há uma humanização da "vilã", mostrando que muitas vezes o fato de praticar bullying com outra pessoa diz muito mais sobre quem ela é e como são suas vivências do que sobre a vítima.

Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara foi uma surpresa interessante que tive esse ano. Já conversamos sobre ele anteriormente no projeto booktubers contra o bullying e acredito que deva ser mais disseminado e divulgado para levarmos uma boa mensagem de superação e combate ao bullying a quem possa estar passando por um momento como esse.

Infos:
Título original: Yaqui Delgado wants to kick your ass
Autora: MEDINA, Meg
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577150
270 páginas
Livro cedido para resenha pela editora.
Para comprar: Submarino | Americanas