31 de agosto de 2015

[Booktubers contra o bullying] minha história com bullying

Oi pessoal! Esse post faz parte do projeto booktubers contra o bullying, que aconteceu durante todo o mês de agosto. Hoje às 21h acontece um hangout onde todos os canais e blogs participantes irão dividir suas experiências. Como não vou poder participar por conta da faculdade, trouxe esse texto hoje pra vocês!




Infelizmente não posso dizer que escapei de sofrer bullying. Fui, sim, vítima dele por muitos anos e trago até hoje marcas dessa experiência traumática. O bullying, normalmente, não chega pra aquelas pessoas que de alguma forma se encaixam em padrões sociais, e sim pra quem, de alguma forma, tem algo diferente. No meu caso, eu simplesmente não via motivo pra ser como a maioria das garotas eram quando eu tinha 12 anos: usar quilos de maquiagem logo pela manhã, ser delicada e quieta. Eu sempre falei muito alto, sempre fui muito agitada e, naquela época, pouco me importava com minha aparência. Gostava mesmo era de usar roupas confortáveis e que eu achasse bacanas. E isso incluía boné, que naquela época era um ítem estritamente masculino.

Não foram poucas as vezes que vi minhas colegas terem paquerinhas na escola e serem correspondidas, enquanto eu tinha que ouvir que era "machinho" demais pra alguém gostar de mim. Já ouvi também que eu era ridícula e nunca seria correspondida por ninguém. Isso abriu certas feridas que até hoje doem e colocam em jogo toda a minha auto-estima. Claro que se tratava de uma "brincadeira" de crianças, e quem me disse isso nunca imaginaria o impacto que isso causaria na minha vida. Mas é só me interessar por alguém que o medo vem: será mesmo que eu sou aquilo que me disseram há mais de 10 anos atrás?

Isso me fez tomar decisões que revolucionaram parte da minha pré-adolescência. Eu não gostava de nada daquilo, mas como seria aceita? Passei a me vestir como aquelas garotas, a usar maquiagem, a ouvir músicas que não gostava e a ter um grupo de amigas que em nada eram parecidas comigo. Por um tempo aquilo foi suficiente, mas o peso de mudar de sala e ficar completamente sem amigos chegou, e não consegui sustentar aquela imagem por muito tempo. Voltei a ser quem eu era, e isso não agradou às pessoas.

Parece que o simples fato de mostrar pro mundo quem você é, já é capaz de gerar desconforto em algumas pessoas. Pintei meu cabelo das cores que quis, usei as roupas que achava bonitas - coloridas, chamativas -, e tive que lidar com pessoas "gentilmente avisando" que o carnaval já tinha passado pra eu me vestir daquela forma, ou fazendo rodinha em volta de mim no intervalo pra apontar pro meu cabelo e dizer que eu usava remédio de cachorro pra deixa-lo roxo.

Nessa época eu já me sentia mais forte. Muitas vezes chorei, me isolei, mas nunca mais deixei de ser quem eu sou. Nunca mais mudei a cor do meu cabelo porque alguém achou feio ou troquei minha roupa antes de sair de casa porque alguém poderia rir de mim. 

Mais tarde, as pessoas resolveram que me zuar pelas coisas que eu gostava não resolvia mais. Partiram pra aspectos físicos - meu nariz é muito grande, meu cabelo tem cor de água de salsicha, minha voz é alta e irritante. Coisas que não posso mudar, e não mudaria se pudesse, porque fazem parte de quem eu sou.

Muito do que relatei aconteceu quando eu frequentava o ensino fundamental, mas não posso dizer que isso mudou na faculdade. As pessoas não sabem lidar com o diferente - e nem precisa ser o diferente dos padrões, pode ser apenas algo que é diferente do que elas vivem. E pronto: a incapacidade daquela pessoa de lidar com alguma coisa, acaba afetando a vida toda da outra.

Durante todo o projeto conversamos sobre livros que mostravam esse tipo de impacto que o bullying tem na vida de quem sofre. Desde a insegurança a se relacionar com o outro, até casos de suicídio (como no livro A Playlist de Hayden, que resenhei no canal) e tiroteios em escolas como forma de se vingar.

Hoje em dia posso dizer que convivo bem com o bullying que sofri e com o que eventualmente sofro. Tenho amigos que não se importam com que cor é o meu cabelo, o tamanho do meu nariz ou as roupas que eu visto, e na verdade é isso que importa. Vivo coisas incríveis e não tenho mais tempo nem pra rebater às críticas. Acho que no fundo as pessoas jogam pro outro as suas próprias inseguranças.

Espero que o projeto tenha ajudado uma pessoa que seja a perceber que sofrer bullying não é o fim, e também tenha tocado em algum ponto aquela pessoa que o pratica e não consegue perceber o quanto aquilo pode mudar na vida de alguém. Espero que, de alguma forma, esse projeto tenha cumprido seu papel!

Não esqueçam de participar do hangout, hoje, às 21h e compartilhar sua história e ouvir a de outras pessoas que passaram por coisas parecidas. Obrigada a todos que fizeram esse projeto acontecer!


28 de agosto de 2015

Quotes e frases favoritos: John Green

Oi pessoal! No último dia 24, John Green completou 38 anos. Como a maioria já sabe, trata-se do meu autor favorito, e eu não poderia deixar de fazer algo bem especial pra comemorar, né? Por isso, resolvi listar meus quotes favoritos dos livros do John pra vocês! Não estão por ordem de preferência, e sim por ordem de leitura dos livros. 

Com a boca tão próxima de mim que eu sentia seu hálito mais quente do que o ar, ela disse: "Esse é o mistério, não é? O labirinto é a vida ou a morte? Do que ele está tentando escapar - do mundo ou do fim do mundo?  (Quem é você, Alasca? pg. 20)

(http://galleryhip.com/looking-for-alaska-alaska-young.html)

Simples assim. De centenas de quilômetros por hora ao repouso absoluto em um nanossegundo. Eu queria tanto deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão. (Quem é você, Alasca? pg. 91)

Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar - livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição. (A Culpa é das Estrelas, pg. 37)
(http://fishingboatproceeds.tumblr.com/post/79374204311/the-official-tfios-movie-tumblr-has-many-pretty)
Todos nessa história têm uma harmartia sólida como uma rocha: a dela, estar tão doente; a sua, estão tão bem. Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar. (A Culpa é das Estrelas, pg 106)

É possível amar muito alguém, ele pensou, mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela. (O Teorema Katherine, pg. 141)
(http://scilicetnimisvirgo.deviantart.com/art/An-Abundance-of-Katherines-1-265149302)
Eu não acho que seja possível preencher um espaço vazio com aquilo que você perdeu (...) Não acho que nossos pedaços perdidos caibam mais dentro da gente depois que eles se perdem. (O Teorema Katherine, pg. 268)

Ninguém nunca me disse como lidar com as coisas assim. Abrir mão não devia ser indolor se você nunca aprendeu a segurar? (Will & Will, pg. 279)
(https://www.tumblr.com/tagged/wil-grayson-will-grayson)
Mas com amigos, não tem nada assim. Estar em um relacionamento, isso é algo que você escolhe. Ser amigo, isso é simplesmente algo que você é. (Will & Will, pg. 293)

- Acho que sei o motivo - disse ela afinal.
- E qual é?
- Talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado - respondeu ela. (Cidades de Papel, pg.16) 
(http://harpymarx.deviantart.com/art/Paper-Towns-214923369)
Porque Margo conhece o segredo de ir embora, o segredo que só agora eu havia descoberto: ir embora é uma sensação boa e pura apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tinha um significado. Arrancando a vida pela raíz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes. (Cidades de Papel, pg.267)


Não se esqueçam de comentar aqui embaixo qual sua frase/quote favorito do John Green e também conferir o vídeo especial sobre os livros do autor que fiz la no canal no blog! 

26 de agosto de 2015

[Resenha] Mosquitolândia - David Arnold

Sou uma coleção de esquisitices, um circo de neurônios e elétrons: meu coração é o dono do circo; minha alma, o trapezista, e o mundo, minha plateia. Parece estranho porque é estranho, e é estranho porque sou estranha.

Mim Malone não está nada bem.
Mary Iris Malone teve uma infância não muito bacana: durante todos os anos, seu pai tentava se convencer (e ao resto da família) de que a garota tinha problemas psicológicos. Uma simples brincadeira de supermercado, quando era criança, fingindo conversar com um caixa invisível, já despertava no pai a suspeita de que Mim seria "igual a sua tia Isabel". 

Por isso, Mim passou por alguns médicos em sua vida até encontrar um que aceitasse o diagnóstico que seu pai havia lhe dado. Desde então, o frasco de Abilitol é um dos companheiros da garota, que tem algumas peculiaridades, como uma epiglote deslocada que a faz vomitar sem avisos e um olho que não enxerga.

Com a separação dos pais, Mim foi morar em outro estado com a nova família, deixando sua mãe e sua velha vida para trás. A garota nunca entendeu o porquê não poderia morar com a mãe, mas aceitou a decisão, embora a convivência com a madrasta não fosse das melhores. Com o tempo, as cartas que recebia foram ficando cada vez mais escassas, e as ligações telefônicas deixaram de ser respondidas.

Um dia, Mim acaba ouvindo sua madrasta dizer que sua mãe está doente. Com isso em mente e após receber as NOTÍCIAS BOMBÁSTICAS, ela não perde tempo. Junta a lata de café cheia de dinheiro da madrasta, seu diário-carta e sua maquiagem de guerra e resolve que é hora de desvendar alguns mistérios. E assim começa a viagem de Mary Iris Malone em busca de respostas.

Durante o caminho, muitas figuras peculiares se adentram em sua história e deixam, de alguma forma, sua marca. Mas nenhuma marca é tão profunda quanto a de Walt e Beck. O garoto ingênuo, com síndrome de down e sozinho no mundo e a coisa mais bonita que o olho bom de Mim já viu seguem viagem com ela, compartilhando suas histórias e participando da que a protagonista passa a viver.

É impossível não se apaixonar pelos personagens - principalmente por Walt - e se envolver cada vez mais na trama e nos pensamentos de Mim Malone. Muitas coisas são desvendadas aos poucos, e isso gerou uma expectativa pra continuar lendo o livro e querer saber cada detalhe da vida dela. Isso foi um ponto negativo pra algumas pessoas, que criaram uma expectativa muito grande e se decepcionaram com o desenrolar da história.

Ao contrário dessas pessoas, achei tudo que aconteceu bastante pertinente e no ponto ideal. Não se trata de uma trama de trhiller ou suspense, mas sim uma road-trip de uma garota de 16 anos. Coisas incríveis já acontecem durante toda a história, e esperar algo muito diferente da vida real é se auto-sabotar. 

Senti cada dor da personagem, cada aflição. Chorei junto com Mary Iris Malone e sorri com Walt. Quis fazer parte daquele trio de amigos, fazer minha maquiagem de guerra e enfrentar o mundo também. E isso, pra mim, vale mais do que qualquer final fantástico ou inacreditável. Prezo pelos pequenos detalhes, e o livro está cheio deles.

Não preciso dizer que se tornou um dos meus livros favoritos da vida, né?! Quando terminei (e após os 20 minutos que passei chorando tentando absorver a história) quis imediatamente recomeçar o livro. Deixo aqui mais que uma indicação, deixo um pedido: leia Mosquitolândia.

Infos:
Título Original: Mosquitoland
Autor: ARNOLD, David
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577792
352 páginas

Livro cedido para resenha pela editora.
Para comprar: Submarino | Americanas
 (comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

24 de agosto de 2015

[Resenha] Cidade Fantasma - Tainá Ruiz

Soquei o travesseiro. Como ela poderia ter se impregnado em minha mente dessa forma? Havíamos estado juntos por minutos e ela havia despertado em mim mais dúvidas do que eu já tivera em minha vida inteira.


Já ouvia falar da Tainá há algum tempo - afinal, ela é uma grande amiga de um amigo meu, que sempre me contava sobre ela e já havia mencionado, também, as histórias que escrevia. Há alguns meses atrás, Tainá entrou em contato comigo sugerindo essa parceria e eu obviamente aceitei! Apesar de não se tratar de um gênero literário que eu esteja acostumada a ler, resolvi me aventurar.

Ian Davis era, aparentemente, um garoto normal. Mas só aparentemente. Com uma certa frequência era acordado durante a madrugada com terríveis pesadelos que apesar de parecerem muito reais, não faziam o menor sentido.

Durante a viagem em que partia rumo a nova cidade onde passaria a morar, a família é surpreendida por uma garota no meio da estrada. Em um primeiro momento, todos pensam se tratar de um cadáver, mas ao se aproximarem encontram a garota muito ferida - porém viva.

Quando levada ao hospital, todas as enfermeiras e médicos já a conhecem. Trata-se de Liz, adotada por uma família da região que não parece tratá-la muito bem. Com frequência ela é encontrada perdida, muitas vezes ferida, e ninguém sabe exatamente o que acontece à ela.

A família segue viagem, mas o rosto da garota não sai dos pensamentos da Ian. Ao finalmente chegar na nova casa, ele se depara com um garoto. Mas não é um garoto qualquer: Will é um fantasma. Mais especificamente, o fantasma do irmão de Liz, que implora para que Ian a encontre e ajude-a.

A partir desse momento, Ian embarca em aventuras macabras que passam do mundo dos vivos ao mundo dos mortos, descobrindo segredos da família de Will e Liz, mas também ficando cada vez mais confuso com relação a tudo aquilo que está vivendo.

Achei a história bastante envolvente, daquelas que a cada página o leitor precisa ler mais, terminar um capítulo, saber qual a próxima aventura em que o personagem principal vai se meter. Porém, também achei um tanto confuso em alguns momentos. Ian tem diversos apagões durante a história - que são parcialmente explicados mais adiante -, e esses apagões me deixaram bem confusa, o que fazia parecer que eu tinha perdido algum ponto da história. Talvez tenha sido exatamente essa a intenção da autora: fazer com que o leitor se sentisse tão confuso quanto o próprio personagem ao acordar e não saber o que aconteceu.

Apesar disso, foi uma história que conseguiu me surpreender. Por se tratar do primeiro livro de uma trilogia, acredito que muitas perguntas que ficaram no ar serão respondidas nos próximos livros. Mas eu, ansiosa que sou, fiquei afobada querendo saber logo tudo de uma vez e me perguntando se eu que era lenta demais pra entender o livro.

Depois de conversar com outras pessoas que o leram, cheguei a conclusão de que tá tudo ok comigo. Agora, sigo aguardando ansiosamente a continuação. Como já citei no início, não sou muito adepta à leitura de livros com uma pegada mais terror e fantasia, mas achei a experiência bastante interessante. Sair da nossa zona de conforto faz um bem danado!

Pra adquirir o livro e conhecer mais sobre a Tainá, não deixe de acessar a fan page da trilogia no facebook.

Infos:
Título Original: Cidade Fantasma - livro 1
Autora: RUIZ, Tainá
Editora: publicação independente
ISBN: 9788591775705
287 páginas
Livro cedido para resenha pela autora.

19 de agosto de 2015

Sessão de fotos do blog - por Bianca Bellini

Olá gente!
Pra quem não sabe, no dia 19 de agosto é comemorado o dia internacional na fotografia. E, pra comemorar, trago hoje a sessão de fotos que fiz pro blog com a linda, querida, amiga e fotógrafa Bianca Bellini. Vocês possivelmente já a conhecem do último vídeo da canal, TAG dos filmes, e agora vão conhecer o lado artístico dessa linda!










Pra ver as fotos em uma qualidade melhor e no tamanho real, é só acessar o flickr da Bianca. Lá também tem outros ensaios liindos que ela fez de outras meninas! Também é possível entrar em contato com ela pela página do facebook, twitter e instagram! Ela está com a agenda de sessões aberta e com um precinho super especial! (além de ser uma das minas mais daoras que já conheci!)

17 de agosto de 2015

[Resenha] Eclipse da Vida - Cesar Rabello + sorteio

Neste momento, por alguma razão, senti que meu passado não me pertencia mais, algo havia mudado. Teriam minhas memórias? Não sabia, mas isso não tinha mais tanta importância. Aquela mulher com os cabelos louros, pele suave e olhar sereno sentada ao meu lado, me envolvia de tal forma que eu precisava estar junto a ela.

Eclipse da Vida foi um livro diferente da maioria dos livros que já li, como comentei lá no vídeo de leituras do mês.

A história começa com Eduardo acordando dentro de um trem. Ele não se lembra de nada do seu passado: como chegou até ali, para onde estava indo e, principalmente, quem era a bela moça ao seu lado. Aos poucos os mistérios foram sendo resolvidos, dentre eles o destino final do trem - Veneza -, e o nome da misteriosa moça - Sophie.

Ao chegar à cidade, ao invés de respostas, as mentes de Eduardo e Sophie foram tomadas por mais perguntas. Todo o ambiente era misterioso, e a cada passo uma nova dúvida pairava no ar. Quem eram aquelas pessoas que os encontravam pelo caminho, levando-os a lugares desconhecidos?

Todos que encontravam pelo caminho tratavam o casal de uma forma diferente, por vezes até formal. Só a presença dos dois já era capaz de mudar toda a energia de um ambiente e de despertar sentimentos incompreensíveis.

Assim, dá-se início a uma jornada de auto-descoberta, guiada pela intuição e pelas mais variadas formas de energias e vibrações, que serve de pano de fundo para uma paixão avassaladora que se inicia no coração de Eduardo e Sophie.

Como comentei no vídeo, essa não é uma leitura que eu estou muito acostumada. É algo bem mais maduro e encorpado. A temática pode não agradar a todos por ser bastante ligada à questão energética, intuitiva e espiritual, mas não deixa de ser uma leitura interessantíssima.

Ao longo do livro não criei diversas teorias para o que aconteceria no final e em nenhum momento imaginei o que aconteceria aos personagens. A narrativa do autor é bastante detalhista, madura e convincente. Gostei bastante de diversas passagens e descrições que me faziam sentir como se estivesse junto aos personagens naquele cenário.

Muitas das cenas se assemelharam à passagens de romances espíritas, mas de uma forma bem sutil e quase imperceptível. Se você nunca teve contato com esse tipo de literatura dificilmente associaria o livro a um romance espírita. 

Dessa forma, é possível levar a leitura de duas formas: a primeira é acreditando realmente em tudo que é retratado, trazendo pra realidade, lendo o romance como ele o é. A outra alternativa é levar a história pro mundo da fantasia, vendo em cada pedacinho uma forma diferente de criar um novo mundo. 

A quem não está acostumado a esse tipo de leitura - mais introspectiva a voltada às crenças pessoais de cada um - sugiro a leitura do livro como uma história de fantasia. A minha leitura foi bem realista, e isso talvez tenha arrastado a leitura em alguns pontos. Mas digo que valeu totalmente a pena, já que o final me surpreendeu muito positivamente!

Por fim, recomendo o livro para todos aqueles que buscam uma leitura diferente da que estão habituados, um desafio para suas próprias convicções e um pulinho pra fora da zona de conforto!

Infos:
Título Original: Eclipse da Vida
Autor: RABELLO, Cesar
Editora: publicação independente
ISBN: 9788591809608
206 páginas.
Livro cedido para resenha pelo autor. 


Quer ganhar um exemplar autografado do livro? Pois saiba que tá rolando um sorteio super bacana! Pra participar é só seguir os passos:
Prontinho! O resultado sai no dia 24 de agosto, aqui e na fanpage. Boa sorte! ;)

10 de agosto de 2015

SORTEIO: Livro Fale! - projeto Booktubers contra o bullying


Oi pessoal!
Vocês se lembram do projeto Booktubers contra o bullying que comentei num post aqui há algum tempo?

As atividades do projeto já estão a todo vapor, e essa semana estamos realizando o sorteio do livro Fale!, da editora Valentina e que foi resenhado lá no canal Ânsia na Fala.

Para participar é só dar um pulinho no post lá no evento e seguir as instruções:

  • Criar uma frase de impacto com o tema BULLYING e postar no tópico;
  • Compartilhar o post em questão;
O sorteio não é um concurso cultural. Ou seja, não vamos escolher a melhor frase, mas sim, sortear o livro entre as pessoas que responderem ao tópico. O resultado sai na quarta-feira, dia 12, às 19h na página do evento!

Boa sorte a todos e não se esqueçam de ficar sempre de olho no evento, tem mais sorteios e conteúdos vindo por aí ;)

5 de agosto de 2015

[Resenha] Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

Quando escrevo, não reprimo nada. Escrevo como se ele nunca fosse ler. Porque não vai mesmo. Cada pensamento secreto, cada observação cuidadosa, todos os sentimentos que guardei dentro de mim, coloco tudo na carta. Quando termino, fecho o envelope, escrevo o endereço e coloco dentro da caixa de chapéu azul-petróleo.

Estive doida por esse livro desde que soube que seria lançado no Brasil, então minhas expectativas eram muito altas quando ele chegou até minhas mãos. Não vou dizer que foram superadas: não foram. Mas o livro me atingiu exatamente da maneira que imaginei, e é isso que vale!

Lara Jean é a irmã do meio das irmãs Song. Quando sua irmã mais velha, Margot, se muda para a Europa para estudar, toda a responsabilidade da casa recai sobre ela, já que a mãe das garotas morreu há alguns anos e o pai é um médico muito ocupado.

Como se não bastasse toda a carga emocional de ficar longe da irmã e também a responsabilidade de ter que cuidar da que ficou por aqui e de seu pai, a garota ainda revive um sentimento um tanto quanto proibido e contraditório: a paixão por Josh, ex-namorado de Margot.

Porém, tudo isso é ofuscado quando, misteriosamente, Peter Kavisnki recebe uma carta que foi escrita por ela há muitos anos. A carta em questão foi escrita no momento em que Lara decidiu que não iria mais gostar de Peter. Era como um ritual: sempre que gostava de algum garoto e resolvia ''desgostar'', Lara Jean escrevia uma carta de despedida contando, por exemplo, tudo o que mais gostava nele, como aquele sentimento surgiu e, por fim, dando adeus. Depois disso as cartas eram colocadas em uma caixa de chapéu, presente da falecida mãe, e guardadas para sempre.

Ao todo, 5 cartas foram escritas, e Lara nunca teve a intenção de enviá-las. Porém, de alguma forma Peter K. recebeu a sua e isso não era o pior de tudo. A pior parte era que, seguindo a lógica, Josh também receberia a sua, e isso significava sua vida virando de cabeça para baixo.

Para todos os garotos que já amei me surpreendeu por ir além da sinopse e título. A princípio imaginei um livro que contasse todas as histórias das cartas e como a protagonista resolveria a confusão que essas cartas gerariam, mas o enredo seguiu um caminho que eu realmente não esperava e isso foi um ponto muito positivo.

Não vou dizer que a história fugiu do clichê, porque estaria mentindo. Mas só o fato de trazer muito mais do que a sinopse promete já é algo a ser considerado. Apesar disso, tenho que confessar que a protagonista me irritou um pouco em certos momentos. Ela agia de forma impulsiva diversas vezes, me fazendo ter agonia de continuar a leitura ao imaginar as possíveis consequências dessas ações.

Porém, refletindo um pouco mais, me coloquei no lugar da Lara. Com 16 anos quase ninguém age de forma coerente e sensata. É comum, quando se é adolescente, agir de forma impulsiva, ainda mais sob toda a pressão que a personagem estava, cuidando da família, longe da irmã na qual era muito apegada, mantendo uma paixão proibida pelo ex-namorado dessa mesma irmã... No fundo, tudo o que ela queria era evitar uma crise.

O final deixou um gancho bastante interessante e que me deixou muito curiosa pela continuação, PS.: Ainda Amo Você, que só pelo título já consigo imaginar do que pode se tratar. Recomendo a leitura, mas sempre lembrando: vista sua capinha de adolescente e lembre-se de como você, provavelmente, também agia ;)

Infos:
Título Original: To all the boys I've loved before
Autora: HAN, Jenny
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577266
316 páginas
Livro cedido para resenha pela editora.

3 de agosto de 2015

[livro x filme] O Maravilhoso Agora - Tim Tharp



Meu primeiro contato com O Maravilhoso Agora foi no Filmow (uma rede social para cinéfilos), quando vi o pôster da adaptação cinematográfica. Me chamou atenção principalmente pela sinopse e a fotografia do cartaz, que é bem característica de filmes mais voltados ao público jovem adulto.

Algum tempo depois, descobri que se tratava de uma adaptação de um livro, e desde então decidi que só assistiria ao filme depois que lesse o livro, que era um pouco difícil de encontrar. Um dia encontrei por acaso em uma livraria e acabei levando pra casa (isso foi no fim do ano passado!) mas só nessa última maratona consegui tomar coragem e começar o livro. 

O Maravilhoso Agora conta a história de Sutter Kelly, um cara que de longe dá pra perceber que não quer nada com a vida: sempre atrasa os compromissos com sua namorada Cassidy, bebe whisky compulsivamente e não tem a mínima preocupação com o seu futuro. Cassidy percebe isso, e logo resolve terminar o relacionamento com ele, buscando algo mais concreto com um cara sério.

É a partir desse término que Sutter conhece Aimee, no momento em que acorda no jardim de uma casa, com ressaca e sem se lembrar de como chegou ali. Aimee é uma garota doce, que ajuda sua mãe todos os dias entregando jornais, fã de ficção científica e que sonha em trabalhar na NASA, além de escrever um livro. Apesar de tão sonhadora, a garota ainda tem problemas com a família - que é um tanto quanto abusiva com ela -, e não é lá muito sociável no colégio.

Sutter então resolve que será o salvador de Aimee. Começa a levá-la para festas, a convida para o baile; tudo isso por pensar que uma garota tão legal não merece se sentir tão excluída. Mas aos poucos os dois começam a ficar muito próximos, e inevitavelmente Aimee acaba se apaixonando. Apesar de corresponder aos sentimentos de Aimee, o garoto acredita que isso é passageiro e que logo um garoto legal vai aparecer e ele poderá finalmente "entregar" Aimee a ele. Sutter continua sem plano algum para o futuro.

O começo do livro é bastante legal, mas conforme a história se desenrolava fui me irritando cada vez mais e mais com o protagonista, que é totalmente inconsequente, impulsivo e realmente vive o agora, mas que não é tão maravilhoso assim. Vivendo dessa forma, tudo o que conseguiu foi afastar as pessoas que se importavam com ele, ficando sozinho. 

Li o livro todo em busca de um final idealizado - talvez Sutter percebesse como sua atitude era prejudicial, ou então algum acontecimento traria uma ótima lição -, mas nada disso aconteceu. O final foi confuso, e logo que terminei a leitura fui correndo assistir ao filme em busca de respostas.

Diferente do personagem do livro, no filme Sutter é um pouquinho menos irritante. Mas esse detalhe transformou o filme, muitas vezes, em só mais um romance adolescente. Durante o livro muitas vezes o personagem é extremamente grosso com Aimee, o que era de cortar o coração. Essas atitudes são cortadas do filme, o que me deixou bem sem entender qual era a proposta da coisa, então.

Por fim, tive a certeza de que pras telonas a história havia sido romantizada mais do que o necessário. O filme teve um final até que aceitável, por não ser tão confuso e cheio de perguntas não respondidas, mas incrivelmente: prefiro o final do livro.

Sempre fui uma defensora dos finais abertos que alguns autores como o John Green dão aos seus livros. Por que então o final aberto desse livro me incomodou tanto? Talvez porque não consegui tirar nenhuma lição somente com a leitura do livro. O filme deu uma ajudada nesse sentido, mas achei toda a construção da história muito vaga em ambos os casos.

Talvez minhas expectativas estavam muito elevadas. Então, se posso dar uma dica pra quem se interessa em ler esse livro ou assistir à adaptação, diria para não criar expectativas demais com relação à profundidade do livro e de seus 'ensinamentos'.


(trailer legendado)