7 de julho de 2015

[Livro x filme] Cidades de Papel - John Green

Contém spoilers

Cidades de Papel foi um dos primeiros livros que resenhei no blog, e você pode ler a resenha aqui.


Na última semana, tive a oportunidade mais do que incrível de assistir ao filme Cidades de Papel em primeira mão, junto com outros blogueiros parceiros da Intrínseca. Até hoje eu não podia fazer nenhum post sobre o assunto, e olha: foi bem difícil não comentar!

A história do filme já é conhecida: Margo e Quentin foram amigos durante a infância, mas com o tempo foram se afastando. Em uma noite qualquer, Margo aparece na janela de Q convidando-o a participar de um plano de vingança com ela. No dia seguinte, Margo some, e Quentin passa a seguir diversas pistas para encontrá-la. Tudo isso com uma paixão platônica no peito e a ajuda dos amigos Ben e Radar.

A primeira coisa que você deve saber ao assistir esse filme: coisas serão mudadas. Não só nesse, como em toda adaptação cinematográfica. Existem coisas que funcionam nos livros mas não funcionam no cinema, e assim a vida funciona e segue. E sim, muitas coisas são mudadas.

No começo confesso que fiquei brava, mas conforme o filme foi se desenrolando e a história foi seguindo, percebi que as coisas que foram mudadas não só mantiveram a essência do livro, como também tornaram alguns pontos da proposta do livro mais claros na história.

A começar pelos atores: Nat Wolff tem basicamente a aparência de todos os personagens do John Green que eu criei na minha cabeça (ok, menos do Augustus). A diferença é que, for reasons unknown, em Cidades de Papel eu imaginava o Quentin usando óculos. Quando descobri que ele tinha sido escolhido para o papel eu tive certeza de que tinha sido a melhor escolha possível - e foi! Meio impossível não se apaixonar e querer um Quentin pra chamar de seu depois de assistir ao filme.

Muita gente me perguntou sobre a atuação da Cara como Margo, e vou repetir a resposta sincera que dei pra todos: foi ok. Não dá pra dizer que a atuação dela foi espetacular ou mesmo que foi péssima, pelo simples motivo de que a Margo é só uma coadjuvante nesse filme. Ela aparece nos, sei lá, primeiros 20 minutos e depois novamente só no final, durante uns 5. E em ambas as aparições, não há nada de muito espetacular a ser feito (e aqui já entra um pequeno spoiler sobre o reencontro de Q e Margo que, sim, foi alterado, mas é tudo que direi).

Quem realmente rouba a cena é o Ben, interpretado por Austin Abrams. No livro, achava as piadas dele meio sem noção e por vezes até um pouco machistas. Mas, meu Deus!!!! Era impossível não rir nas cenas em que ele aparecia. Ela só o Ben abrir a boca e o cinema ir abaixo em risadas. Foi realmente um destaque no filme, apesar da timidez do ator.

Num geral, gostei do filme, e achei que todas as mudanças foram muito bem adaptadas. Quando se compara filme e livro, obviamente, essas mudanças são bem perceptíveis. Por exemplo - o curto tempo que eles têm para encontrar Margo, no filme, tem relação com o horário em que a formatura será realizada. Ou seja, nenhum deles tem a pretensão de perder o baile, diferente do livro onde é durante a formatura que Q e os amigos saem em busca de Margo. Também achei esquisito o fato de, no trailer, existir uma cena em que o Quentin ganha a minivan dos pais, mas no filme essa cena simplesmente não existe. Não sei se isso é comum - inserir no trailer cenas que foram cortadas do filme -, mas aconteceu.

Também não consegui encontrar a pequena participação do John. Diz ele que nem a Sarah, sua esposa, conseguiu! Assisti duas vezes e em nenhuma encontrei. Dizem que está lá pro final.

Já analisando o filme isoladamente, tudo é muito bem conduzido, raramente deixando fios soltos. Podemos dizer que o filme não é uma adaptação do livro, e sim uma obra baseada em Cidades de Papel, mantendo e reforçando a essência principal da história, confirmada por John Green na coletiva de imprensa brasileira: a força da amizade e a desconstrução da ideia de imaginar pessoas como milagres e não, simplesmente, como pessoas.

Aliás, antes de concluir, gostaria de dizer: tem surpresa no filme! E uma surpresa que, em ambas as exibições que assisti, tirou suspiros da platéia. Deixo uma dica - do you like dragons? ;)

(trailer legendado)

3 comentários :

  1. Heey!
    Eu quero muito assistir esse filme!! Eu não gosto muito quando fazem mudanças no enredo do livro, mas, pelo que você escreveu, a essência foi mantida ^^
    Abraços!!
    http://desbravando-o-infinito.blogspot.com.br/

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  2. Hey Ana (:
    Mal vejo a hora de finalmente assistir o filme. Estou muito curiosa pra ver como vai ficar o final na tela. A Iris já tinha me dito que tudo ficou bem engraçado, e agora você também... Já tô vendo que vou morrer de rir! HAHAHA
    Parabéns pelo post!
    Beijo

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  3. Essa surpresa fez todo mundo gritar no cinema, inclusive eu! hahaha' Eu ainda acho que seja uma adaptação e não um filme baseado, pois quando é baseado em uma obra, é mudado bastante coisas, o que não achei nessa produção. Se bem que li faz muito tempo o livro e o essencial que lembro dele esteve presente no filme, acho que por isso sai tão satisfeita do cinema ontem. Nem sabia da participação do John no filme! Realmente não prestei atenção nisso.
    Mas o Austin roubou a cena mesmo e gostei muito do ator que fez o Radar <3 Nat também ficou perfeito como Q e a Cara, é como você disse, a atuação foi ok porque justamente não tinha muito o que atuar na participação pequena dela.
    *inveja sua de ter conhecido pessoalmente o John Green* rs

    Beijos
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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