12 de julho de 2015

John Green no Brasil ou "um dos dias mais felizes da vida"


Eu não poderia começar mais um textão sobre John Green com outra foto que não fosse essa. Hoje, uma semana depois, talvez eu consiga escrever sem chorar.

Já escrevi aqui um pouco sobre a importância do John na minha vida - embora eu talvez nunca consiga coloca em palavras tudo que os livros dele fizeram por mim. Mas hoje eu vou escrever sobre o momento em que eu tive certeza de que nenhuma daquelas palavras estavam equivocadas.

É esquisito demais quando a gente conhece alguém que admira demais e essa pessoa é completamente diferente do que a gente imaginou. Como o próprio autor escreveu em Cidades de Papel: "que coisa mais traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais do que uma pessoa". John repetiu isso diversas vezes durante a coletiva e as entrevistas que deu, o perigo que é imaginar uma pessoa como um milagre, ou como algo mais espetacular e incrível do que uma pessoa. Mas, me diz, como não idealizar uma pessoa quando ela é melhor do que você imaginou?

O primeiro momento em que vi o John nesses 4 dias em que estive no Rio foi durante a photocall, que por uma obra do destino eu consegui participar, já que só era aberta a fotógrafos e TV. Ele chegou junto com o Nat Wolff, e estava filmando. Todo fofo, ele disse pros fotógrafos: "sei que vocês estão aqui pra me fotografar, mas vou filmar vocês antes".

Nesse momento eu já estava aos prantos. Era meio difícil acreditar que tudo aquilo estava realmente acontecendo: que uma pessoa que eu admirava e via somente pelo youtube estava há alguns metros de mim. Não quero imaginar onde aquele vídeo que ele gravava vai parar, porque eu provavelmente estou nele e chorando muito haha.

Lá de cima da sacada do Copacabana Palace, era possível ouvir os gritos de quem estava lá embaixo. E o John não os ignorou. Alguns segundos depois, pediu licença aos fotógrafos e trocou algumas palavrinhas com quem o esperava, dizendo que faria de tudo para atendê-los. E não estava mentindo.

Agora vem mais uma parte fangirling desse relato: resolvi fazer o nerdfighter gang sign pra ele, só pra ele saber mesmo que, sim, existiam nerdfighters ali. E ele simplesmente fez de volta pra mim. Eu não sei de mais nada depois disso porque eu simplesmente não consegui me concentrar.

Durante a coletiva, tanto John quanto Nat foram incríveis e fofinhos, e diversos assuntos foram colocados em questão. Até mesmo a história de como John e sua mulher Sarah se apaixonaram acabou sendo contada. Ambos se despediram com ''obrigado'' e antes de ir embora John ainda tentou autografar alguns livros.

Depois disso, ainda ficamos alguns minutos pelo Copacabana Palace e decidimos ir à premiere a noite, já que o John atenderia aos fãs por lá. Mas antes disso, uma surpresa: eu, Paty e Brenda fomos convidadas a gravar um trechinho pro Kinoplex! O resultado vocês podem ver aqui.

Cheguei ao Cine Odeon por volta das 16h30, e alguns fãs já estavam lá, dentre eles os nerdfighters maravilhosos que conheci através do grupo no facebook. É muito surreal ver como os fãs de uma pessoa refletem exatamente os pensamentos e ensinamentos de seus ídolos - nenhum deles se esqueceu de ser incrível em momento algum, e foram de longe umas das pessoas mais legais que conheci no Rio. Por incrível que pareça, encontrei lá a Karol, que é do Rio mas tem uma amiga em comum comigo que é aqui da minha cidade e que, assim como eu, a inspirou a ler John Green <3

O tempo passava e a ansiedade só aumentava. Foram cerca de 4h na grade, esperando que o John aparecesse, e quando ele finalmente chegou e começou a atender os fãs, não parou enquanto todos os livros fossem autografados - sim, todos! John dividia seu tempo entre atender à imprensa e aos fãs, autografando livros e tirando fotos, conversando mesmo que rapidinho. Em um determinado momento alguns poucos pingos de chuva começaram a cair, e mesmo assim ele continuou lá, 
assinando livros e aquecendo muitos corações como o meu.

Nesse dia, uma coisa incrível aconteceu. A intenção ao ir pra premiere era unicamente conseguir meu autógrafo e voltar pro hostel, já que os ingressos pra premiere só eram conseguidos através de promoções (ou contatos rs). Porém, acho que uma maré de sorte esteve ao meu lado naqueles dias incríveis, e uma pessoa igualmente incrível me cedeu um ingresso. Não quero citar nomes, mas gostaria de deixar aqui o agradecimento. Assisti ao filme novamente e ainda tive a oportunidade de ver o John mais uma vez (dessa vez, dizendo que amava o Brasil).

No dia seguinte eu já estava exausta, havia dormido muito pouco todos os dias e ainda aguentaria 8h de viagem de volta pra minha cidade. Mas eu ainda não havia conseguido o que mais importava pra mim - a chance de conseguir agradecer pessoalmente por tudo que suas palavras tinham feito na minha vida. E mais uma vez, sem nenhuma certeza de que conseguiria, fui pra porta do Copacabana Palace às 8h da manhã, acompanhada de meninas incríveis que compartilhavam do mesmo amor que eu.

Por volta das 15h aconteceu. De volta ao hotel depois das gravações na Globo, o John simplesmente desceu do carro com uma caneta na mão e atendeu a todos que estavam na porta do hotel. 

Essa lembrança ainda é meio conturbada na minha cabeça porque é dificil identificar tudo que senti naquele momento. Sei que qualquer pessoa que não entenda o que é ter um ídolo pode achar tudo que escrevi até aqui o maior exagero do planeta, mas quem entende sabe. Quem entende conhece a sensação de não acreditar que aquela pessoa é real, o frio na barriga, a tremedeira nas pernas. 

O John foi uma pessoa maravilhosa com todo mundo. Consegui agradecer, consegui mostrar pra ele minha tatuagem de Looking for Alaska, e chorei, e fui acalmada por ele, e a todo momento eu só conseguia dizer e pensar ''não acredito". E até agora, a minha ficha não caiu, não só por ter conhecido a pessoa que escreveu as palavras que me salvaram, mas por todos os momentos maravilhosos que vivi no Rio de Janeiro, todas as pessoas incríveis que conheci, toda a oportunidade que eu tive. Não tenho como colocar em palavras toda a gratidão que senti por poder viver esses momentos. 

Acho que incrível foi a palavra que mais usei nesse texto, e talvez a única que possa resumir todos os momentos que vivi nesses dias, até os que pensei em desistir, até os que pensei que nada valeria a pena. E valeu! Tudo valeu, e eu faria tudo de novo com toda certeza do mundo. Nada paga o sentimento que até hoje eu trago no peito de me sentir infinita (e olha só, outro livro da minha vida dando nome ao que senti!).

Obrigada à editora Intrínseca, por ter me proporcionado a oportunidade de comparecer à coletiva de imprensa, que foi basicamente o que abriu espaço pra todas as outras oportunidades e experiências. Obrigada a todos que conheci no Rio de Janeiro, obrigada a cada pessoa que, nesses dias, tem vindo me parabenizar e me dizer que ficou feliz por mim e a todos que tornaram isso possível. Posso dizer que vivi (e vivo) um dos momentos mais felizes da vida :)







(vlog desses dias lindos!)

2 comentários :

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