25 de junho de 2015

Sobre John Green, ídolos e O Grande Talvez.

Eu sempre tive muitos ídolos, a vida toda. Desde Eliana, aos 7 anos, à banda Strike, aos 13. Todos eles acrescentaram diversas coisas na minha vida, e sou grata a todos, todos mesmo. Sem querer colocar ninguém em rankings, hoje posso dizer que tenho um em especial.

Muitos chutariam Alex Turner. Sim, me amarro nele, acho o cara lindão, amo as músicas, não negaria nunca um encontro com ele. Mas tem um outro, aquele outro, que ganhou meu coração desde a primeira palavra escrita por ele que li: John Green.

Hoje em dia milhares de garotas e garotos, adolescentes ou não, já ouviram falar dele - o autor de A Culpa é das Estrelas, o vlogger, o cara que vem pro Brasil na próxima semana. Mas poucas pessoas ouviram (da minha boca provavelmente) sobre o cara incrível que ele é. Sobre como as palavras dele salvaram a minha vida muitas vezes.

É fácil julga-lo como só um autor que escreve para adolescentes. O difícil é enxergar o John que também sofreu bullying na adolescência, o John que escreve justamente pra estar perto de nós no momento em que a vida parece mais confusa e errada. O John que é como o meu melhor amigo - e o melhor amigo de muitas outras pessoas. O John que nos ensina a nunca esquecer de sermos incríveis e de lutarmos contra as coisas ruins do mundo, mesmo que não possamos mudá-las.

Já comentei isso por cima em diversos posts e vídeos, bastante por cima, mas no último ano passei por um período horrível de depressão, das bravas mesmo. Lembro que foi nessa época que resolvi reler Quem é você, Alasca? e eu sabia. Ah, sabia. Eu ia encontrar tanta coisa que precisava naquele livro... Não é a toa que, logo depois, me senti na obrigação de marcar esse livro na pele.



I go to seek a great perhaps.
No português: "Saio em busca do Grande Talvez".
Durante todo o livro é difícil entender o que é o tal do Grande Talvez (sim, com letras maiúsculas), e até na segunda leitura a dúvida ficava. Mas hoje, depois de refletir sobre os últimos e os próximos acontecimentos, eu entendi o que é o Grande Talvez. Não adiantaria colocar ele nas minhas palavras - cada um tem o seu Grande Talvez, assim como cada um tem o seu milagre segundo Quentin Jacobsen.

O meu Grande Talvez ou o meu milagre é o próprio John. Pode parecer piegas, mas a forma como as palavras dele me tiraram do fundo do poço é indescritível. É algo que eu não poderia agradecer e nem retribuir em milhares de anos. Hoje sei que vou conseguir vê-lo. Não sei se de longe, não sei se de perto. Não sei se será possível olhar nos olhos e agradecer por tudo que ele fez indiretamente por mim, mas sim: eu vou ficar frente a frente com o meu Grande Talvez e eu não sei como me sentir ou o que pensar. 

Eu não conseguia escrever há meses - mais precisamente, há mais de um ano - mas as emoções são tão fortes e intensas e confusas que eu consegui. Aqui estou eu, escrevendo um textão sem sentindo, tentando traduzir em palavras a montanha russa de sentimentos que eu estou vivendo.

John, eu não sei como sair desse labirinto, mas sei que já atravessei grande parte dele com a sua ajuda. Muito obrigada!

3 comentários :

  1. Que texto lindo, Ana!
    Estou muito feliz por vc, e essa oportunidade.
    Eu também tenho depressão, estou tentando melhorar, mas estou totalmente sem esperança, porque nada funciona. Não precisa publicar esse comentário, se não quiser, pode apaga-lo. Só queria dizer que mesmo não te conhecendo, fico preocupada com vc, e com seus tweets sobre depressão, tentativas de suicídio, calmantes (cuidado que o rivotril piora a depressão, ele fodeu comigo). Fico preocupada porque sei exatamente o que é isso e só queria te abraçar. Infelizmente sei que a depressão é uma doença que fode completamente com a gente, e sei que não adianta eu te falar: "vai ficar tudo bem" porque nem sempre vai. Mas por favor, não se machuque, sua vida é muito valiosa <3 As pessoas sentiriam sua falta. Espero que um dia, eu e você, podemos superar essa doença maldita, e enquanto isso, fazer exatamente o que vc fez no seu texto. Beijos, e tudo de bom. Uma fã anônima sua :)

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  2. Sempre gostei de ler, mas Looking for Alaska foi o primeiro livro que li e fiquei tão envolvida que chorei que nem criança. John Green acabou despertando uma paixão por leitura que estava adormecida há algum tempo. Podem falar o que quiserem dele, mas ainda acho que há algo de muito mágico na forma como os livros dele se conectam tanto com algumas pessoas.

    xx flores de frida

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