27 de abril de 2015

[Resenha] Selva de Gafanhotos - Andrew Smith

Nenhum historiador jamais consegue enfiar tudo o que acontece em um livro. O livro seria do tamanho do universo, e levaria um número incontável de vidas para ser lido.

Recebi o livro da editora ainda em período de revisão, em uma prova antecipada, com o intuito de participar de uma ação de divulgação com outros blogueiros, que já contei aqui no blog, e realmente não fazia a menor ideia do que se tratava. Mas posso garantir: nenhuma resenha ou sinopse vai te preparar para o que você encontra nesse livro.

Austin é um adolescente descendente de poloneses que vive na cidadezinha de Ealing, no Iowa. Ele tem uma mania bastante peculiar de sempre buscar registrar as histórias que vive, mas como ele mesmo diz, nenhuma história consegue ser 100% relatada em seus mínimo detalhes, mas ele se esforça ao máximo enquanto narra o livro. Ele também vive com tesão. Robby Brees é o melhor amigo-gay de Austin. Ninguém sabe da sua orientação sexual na cidade. 

Um dia, Austin e Robby Brees se beijam no telhado do shopping da cidade enquanto Shann, namorada do protagonista, tira um cochilo no carro, e é então que a verdadeira história do livro começa. Não, não é pela confusão que se instala na mente de Austin a partir do beijo, e sim por um pequeno detalhe: os amigos libertam acidentalmente a Cepa de Praga IM 412E Contida, que começa a transformar toda pessoa que entra em contato com ela em insetos gigantes cheios de fome e de tesão. O fim do mundo começa por aí.

Resumir a história desse livro é muito difícil, e nunca parece o suficiente. Cada capítulo nos dá um pouquinho mais de informação sobre os personagens - não só os protagonistas, como também os outros habitantes da pequena cidade de Ealing. Todo o livro é narrado em primeira pessoa por Austin, como se realmente escrevesse um livro relatando tudo o que aconteceu nos dias que antecederam o chamado fim do mundo.

No fim do primeiro capítulo, que abriga outros 24 sub-capítulos, toda a história já nos é entregue de bandeja, mas assim como a experiência de resumir o livro, a leitura nunca parece o suficiente. Quanto mais você lê o livro, mais você quer saber sobre a história; e quando mais você descobre, mais coisas parecem faltar para completar o quebra-cabeça bizarro que é o livro Selva de Gafanhotos.

Vi muitos questionamentos do porquê o livro ter esse título quando, na verdade, se trata de louva-deus gigantes, e vou sanar essa dúvida: selva de gafanhotos é um lugar na cidade fictícia de Ealing, mais precisamente uma parte abandonada do shopping da cidade. Não tem nada a ver com os insetos gigantes que as pessoas passam a ser transformadas (embora a editora tenha citado gafanhotos gigantes em diversas peças de publicidade do livro, como no marcador de página #fail).

John Green tinha razão definindo o livro como "você nunca leu nada igual". Você realmente nunca leu. Eu nem te conheço, mas posso apostar que essa é uma história que você nunca imaginou cair nas suas mãos nem em seus sonhos mais bizarros. Classifico como uma mistura de young adult contemporâneo, ficção científica e mundo pós-apocalíptico. Ou seja: é uma experiência completamente diferente de qualquer outra!

Ps.: a edição final ficou linda, com a lateral das páginas amarelas <3

Infos:
Título Original: Grasshopper Jungle
Autor: SMITH, Andrew
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580576856
350 páginas

Livro cedido para resenha pela editora.
Para comprar: Submarino | Americanas
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

23 de abril de 2015

Livros escolhidos - Maratona literária 24h (x2) #TeamRobo


Oi gente! Essa semana fiz uma postagem contando para vocês sobre a primeira maratona literária que me propus a participar - a Maratona Literária 24h (x), promovida pelos canais Geek Freek e Vitor Martins.

Hoje vim mostrar meus livros escolhidos para esse desafio!


Vaclav e Lena parecem destinados um ao outro. Eles se encontram pela primeira vez aos 6 anos, numa aula de inglês para imigrantes em Brighton Beach, no Brooklyn. Vaclav é precoce e falante. Lena, com dificuldade no idioma, refugia-se na segurança de sua adoração por ele. Ele imagina a história dos dois se desenrolando como em um conto de fadas. No entanto, uma das muitas verdades a serem descobertas nessa extraordinária obra de estreia de Haley Tanner é que "felizes para sempre" nunca é um desfecho garantido.
Comprei esse livro num sebo há muito tempo, quase um ano. Tentei começar a ler mas não rolou - a história é a bacana, mas o momento não foi o melhor. Como é curtinho, resolvi incluir nessa lista. Ps.: confesso, comprei porque achei a capa maravilhosa!


Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça.

Já li a tradução desse livro aproximadamente 10 vezes (é o meu favorito), mas há alguns meses comecei a ler o original. A falta de tempo, os novos livros que foram chegando e a preguiça me fizeram abandonar, mas desse final de semana não passa! ;)


Sutter Kelly é O Cara, o rei das festas. Porém, diferente dos amigos adolescentes, não está preocupado com o futuro, está mais interessado em viver o agora. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa. Mas nem tudo anda bem para ele. Vive discutindo com a mãe, o pai há anos não dá notícias, e sua namorada Cassidy lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade.
Baixei a adaptação desse livro há muuuuuuito tempo, mas depois que descobri o livro, resolvi esperar um pouquinho pra assistir. Desde então o coitado tá parado aqui, só esperando a sua vez de ser lido - que finalmente chegou!


Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou
na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Desde Eleanor & Park, me apaixonei completamente pela autora Rainbow Rowell. Ganhei Fangirl no amigo secreto literário que participei junto com outros blogueiros no final do ano passado, mas a ansiedade era tanta que eu precisava me dedicar somente e completamente ao livro, o que eu não conseguiria naquele momento. Agora finalmente vou mergulhar nessa história!

22 de abril de 2015

Maratona Literária 24h (x2) - por Geek Freak e canal Vitor Martins #TeamRobô


Oi gente! 
O que vocês têm planejado pra esse final de semana? O meu vai ser, literalmente, todo dedicado à leitura, graças à Maratona Literária 24h (x2)! Não faz ideia do que eu tô falando? Fica tranquilo que vou te explicar.

Os canais Geek Freak e Vitor Martins se uniram para mais uma maratona literária de 24h! A diferença, dessa vez, é que você pode escolher qual dos dois dias quer participar: no sábado, dia 25 ou no domingo, dia 26. 

Cada um dos dois dias será coordenado por um dos dois canais, e agora vem a parte mais legal - os dois dias serão representados por equipes. Se você escolher participar no sábado, fará parte do #TeamUnicórnio, coordenado por Vitor Martins. Se você é inteligentíssimo e legal (como nós) fará parte do #TeamRobô no domingo junto com Victor Almeida do Geek Freak! ;)


Ainda não te convenci? Então vou listar 3 motivos para fazer parte do #TeamRobô!

  1. Domingo é dia de: Esquenta, Faustão, Domingo Legal, Pânico na TV... Ou seja: um dia totalmente dispensável! Vamos tornar ele muito mais legal enchendo de literatura? <3
  2. Ok, robôs não são os seres mais fofos e mágicos do mundo como os unicórnios, mas com certeza são muito mais inteligentes e legais. Isaac Asimov já sabia disso.
  3. Você sabia que fazer parte da equipe vencedora pode te render alguns prêmios? Ou seja: você tem que fazer parte do #TeamRobô hehe.

Lá no evento oficial no facebook você pode conferir muito mais informações e encontra a ficha de inscrição pra maratona. Vem, gente!
Durante os próximos dias estarei publicando minha lista de livros para a maratona, e prometo gravar um vlog durante toda a maratona!

(clique aqui para conferir minha TBR da maratona!)
Ps.: vim do futuro especialmente para deixar uma imagem minha no domingo.


17 de abril de 2015

[Divulgação] Vídeo "Selva de Gafanhotos", por Andrew Smith

Em Fevereiro a editora Intrínseca me propôs um desafio: contar a história do próximo lançamento, Selva de Gafanhotos, em apenas 30 segundos. Óbvio que aceitei porque, né? Toda história é "contável" em 30 segundos.

Eu estava errada...


Ps.: sim, eu apareço. Mais precisamente em 0:10. E mais precisamente ainda: meu quarto e minhas mãozinhas aparecem.


Os vídeos completos de cada blogueiro serão publicados em breve no site oficial do livro.
Participaram do vídeo: Equalize da Leitura, Livros e Fuxicos, Despindo Estórias, Guardiã da Meia Noite, Sem Serifa, Pronome Interrogativo, Parafraseando Livros, De cara nas letras, Livrólogos, Procurei em Sonhos, A Culpa é do Visconde, Poesia Destilada, Entre Parágrafos, Livros & Citações, All POP Stuff, Além da Contracapa, Nem Um Pouco Épico, Portal Ju Lund e ConversaCult.

15 de abril de 2015

[Youtube] Livros & filmes de Março/2015 + sumiço

Oi gente!
Sei que tanto o blog como o canal estão bem abandonados. Não vou mentir: bateu o desânimo. Mas não vai rolar um desabafo por aqui e só uma explicaçãozinha mesmo. Não vou prometer mais um determinado número de postagens semanais e nem vídeos no canal. Blogar, pra mim, sempre foi algo natural e que eu fazia quando sentia vontade. Eventualmente eu me empolgo e consigo manter uma certa periodicidade nos posts, mas ultimamente não é o que está acontecendo. Não vou me torturar e me comprometer a continuar escrevendo posts 3 vezes por semana porque acredito que fazer algo sem amor não vale a pena, sem contar que a qualidade cai muito. Espero que entendam, e sempre que sentir uma vontade imensa de compartilhar um livro, o farei. :)

Enquanto isso, segue o vídeo contando um pouco sobre minhas leituras e os filmes que assisti no mês que passou. Todos os links para as resenhas já disponíveis estão na descrição do vídeo.


1 de abril de 2015

[Resenha] Misery - Stephen King

Suor escorria ela sua testa e picava seus olhos. Ele lambeu o sal e as lágrimas dos olhos. Os tremores não passavam. A dor era como o fim do mundo. Ele pensou: Chega um ponto em que a própria discussão sobre a dor se torna redundante. Ninguém sabe que existe dor desse tamanho no mundo. Ninguém. É como estar possuído por demônios.

Desde que li meu primeiro thriller e me apaixonei pelo gênero, minha vontade de conhecer Stephen King só aumentava. Acontece que apesar de tudo eu ainda tinha um certo medo - sim, as pessoas me assustavam -, mas Misery me atraiu tanto que eu não podia deixar a vontade ir embora. Pedi emprestado, e não me arrependi!

Paul Sheldon é um escritor que se tornou famoso principalmente por uma série de livros onde conta a história da protagonista Misery. Após conquistar fama, fortuna e fãs, Sheldon decidiu que já bastava: deu fim à série de livros e "matou" Misery.

Retomando sua carreira como escritor, no momento em que termina de escrever seu último livro, Paul Sheldon sofre um acidente de carro durante uma nevasca, e nos próximos dias passa pelo período descrito como "nuvem". Ele não tem noção exata do que está aconteceu, onde está ou o que está sentindo.

Quando finalmente retoma sua consciência, Paul descobre que está sobre a tutela de Annie Wilkes. Annie é sua fã número um, como ela mesma gosta de se rotular, e o salvou do acidente. Desde então vem cuidado de seus ferimentos nas pernas e tratando de suas dores através de um analgésico fortíssimo.

Paul, obviamente, é muito grato por Annie ter lhe salvo a vida. Porém, aos poucos sua heroína vai mostrando partes de si que antes eram inimagináveis e deixa à mostra sua verdadeira intenção: manter Paul em cativeiro e, acima de tudo: fazê-lo ressuscitar Misery.

Annie então compra uma máquina de escrever e o obriga a escrever uma continuação do último livro, à trazer a protagonista de volta a vida. Paralelo a isso, qualquer comportamento diferente de Sheldon era punido tirando seus analgésicos, momento em que ele cai em si e entende o vício que agora cultiva pelos remédios.

Que Annie é maluca conseguimos entender logo nos primeiros capítulos do livro. O que surpreende é até que ponto essa loucura chega. Além das punições que passa a aplicar a Paul por motivos banais, seus surtos de consciência em que parece ter apagado completamente por alguns minutos e sua paranoia elevada a níveis quase que inimagináveis, Paul vai descobrindo cada dia mais coisas sobre sua enfermeira, coisas que tornam toda a história ainda mais sinistra.

Sendo meu primeiro contato com a escrita de Stephen King, posso dizer que esperava mais. Todo o burburinho em volta do autor me fez imaginar coisas muito mais sinistras e aterrorizantes. Ao menos em Misery, a leitura é bastante arrastada em 80% do livro, sendo os outros 20% tão bizarros que é impossível não devorar. 

O ponto mais interessante é, com certeza, os devaneios que Paul Sheldon passa a ter acerca da sua vida, a carreira como escritor e, mais tarde, certos pensamentos confusos que mesclam passado, presente, futuro, ficção, e até mesmo a história de Misery que agora escreve.

Acredito que, se escrito em primeira pessoa, passaria muito melhor as aflições do personagem do que da forma que foi escrito, em terceira pessoa. Um livro que se passa quase que em sua totalidade dentro de um quarto, com dois únicos personagens, acaba se tornando maçante quando contado por um narrador de fora e não diretamente da cabeça dos personagens.

Salvo essa pequena observação, leitura mais do que recomendada. E obviamente que o final deixou um gostinho de quero-mais, e mal posso esperar pra conhecer outros livros do autor!

Infos:
Título Original: Misery
Autor: KING, Stephen
Editora: Objetiva
ISBN: 9788581052144
326 páginas.