26 de janeiro de 2015

[Livro x Filme] A Esperança (parte 1) - Suzanne Collins

Pode conter spoilers.


Já faz um certo tempo que assisti à primeira parte da adaptação de A Esperança, último livro da trilogia Jogos Vorazes. Pra falar a verdade, acabei assistindo duas vezes - uma na estreia, e outra algumas semanas depois -, mas só agora consegui organizar as ideias pra comentar um pouco com vocês sobre o que achei.

Terminei de ler o livro praticamente dois dias antes de assistir ao filme, ou seja, a história estava bastante fresca na minha memória (costumo fazer isso com quase todas as adaptações que são lançadas); e o que posso dizer sobre essa primeira parte da adaptação se resume a uma palavra: desnecessária.

Como filme - vejam bem, como filme, uma obra completamente independente e sem ligação ou obrigação alguma com um determinado livro -, A Esperança cumpriu seu papel com maestria. Achei que os efeitos visuais melhoraram imensamente se comparado ao primeiro filme da franquia, os cenários foram muito bem construídos e a atuação... Gente, as atuações! Sem palavras para Katniss e Peeta. Exatamente como os imaginei ao ler o livro, se não, até melhores.

Mas tratando o filme como adaptação, e principalmente no que diz respeito à divisão do último livro em duas partes, é perceptível a jogada de marketing. Como?! Transformando o que seria apenas uma big bilheteria em duas big bilheterias. 

Nesse primeiro filme a história começa com Katniss acordando em um lugar totalmente novo, que mais tarde descobrimos ser o Distrito 13. Tudo muito bem, tudo muito bom (inclusive, as tomadas do Distrito 13 de baixo para cima são incríveis. Dá uma impressão muito melhor da magnitude das instalações, uma impressão que já era boa no livro, mas se tornou magnífica nas imagens). 

Durante quase metade do filme tudo o que vemos é o dia-a-dia de Katniss no Distrito 13. As cenas de ação, apesar de serem de tirar o fôlego, são escassas, o que poderia muito bem tornar o filme tedioso e dar aquele soninho na audiência. Foi o que me aconteceu na segunda vez que assisti ao filme no cinema.

A cena final valeu pelo filme todo. As atuações, nesse momento, estão impecáveis, dignas de um Oscar. Porém, todo o restante do filme foi dispensável, principalmente porque ele retrata apenas 1/3 da obra completa. 1/3 de história, pra mais de duas horas de filme. Só confirma a minha tese: pura jogada de marketing.

Resumindo: tudo o que foi contado nesse primeiro filme em mais de duras horas, poderia ser contado em trinta minutos se o último livro fosse transformado em um único filme. Mas obviamente o mercado cinematográfico prefere dividir em duas partes, dobrando assim o seu lucro. Nada de novo sob o sol.

Apesar de todas essas reclamações, o filme é realmente muito bem feito, tomadas e fotografia de fazer brilhar os olhos e uma trilha sonora que conta com Jennifer Lawrence cantando! Sim, a música ficará na sua cabeça por semanas. Mas é impossível não se arrepiar todas as vezes que as primeiras notas começam a tocar no filme.

Sigo no aguardo da parte 2, curiosa pra saber se minhas teorias se confirmam.



(trailer legendado)

3 comentários :

  1. Achei desnecessário dividir esse filme em duas partes. Passei duas horas no cinema vendo nada, por causa de nada e a Katniss chorando e nada acontecendo, e coisas explodindo até que finalmente acontece algo e o filme acaba. Explica mundo?!

    http://laoliphant.com.br/

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    Respostas
    1. EXATAMENTE a sensação que tive hahahah só pra ganhar mais grana, como de costume :\

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  2. Embora não tenha lido todos os livros da trilogia e visto esse último filme acho que essa questão de dividir os filmes é uma moda que veio para ficar em relação a livros populares. É óbvio que só estão pensando na bilheteria porque não fazem isso com outros livros, somente os que os fãs, mais jovens, gostam mais. Uma coisa a se pensar!

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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