7 de junho de 2014

[Livro x Filme] A Culpa é das Estrelas - John Green


Atenção: esse post contém spoilers sobre o filme/livro (e lágrimas. muitas lágrimas)


Não sei como começar esse post. Mesmo. Tô sem estruturas.
A começar que, na noite anterior à estréia eu não conseguia dormir e, quando consegui, sonhei 3x com o filme.
Depois, comecei a chorar nos primeiros dois minutos de filme. Saí do cinema querendo abraçar o John Green, e o Gus e a Hazel e chorar por uma semana seguida.

Pra quem não conhece a história: Hazel Grace é paciente terminal de câncer na tireoide, estágio IV, com metástase nos pulmões - o que fez com que a garota tivesse que carregar por aí um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas. Hazel passa a frequentar, contra sua vontade, um grupo de apoio à pacientes com câncer e é lá que conhece Augustus Waters, que se curou há mais de um ano de um osteosarcoma que levou consigo uma parte da sua perna. A partir daí, é todo mimimi possível e imaginável e muito amor entre os dois.

Vamos lá: a Hazel da Shailene, no começo do filme, é aquela coisa bem John Green. Toda piadinhas e sarcasmo como no livro. Aliás, o começo é bem fiel ao livro. Todos os diálogos são exatamente como na história, e era inevitável não completar as frases antes dos atores.
O Gus. Meu Deus! Ele é exatamente como eu imaginava lendo o livro. Os sorrisos. O primeiro encontro com a Hazel. O humor. A entonação com que ele diz Hazel Grace!!!!!! (também: exatamente como imaginei)
Fiquei apaixonada sim. Ansel Elgort me leva pra Amsterdã com você, por gentileza.
Detalhe especial para o casal Isaac e Mônica. Ele - exatamente como imaginei, também. Ela: ew. Imaginava ela muito mais rebelde-cabelo-vermelho-escuro do que uma patricinha loira, mas acho que da forma como foi representada no filme foi melhor para explicar os futuros acontecimentos entre o casal.

Tudo muito bem, tudo muito bom, o filme vai caminhando bastante fiel. Salvo por poucos detalhes que não mudam nada na trama, era como se eu estivesse lendo o livro.
A coisa "desanda" mesmo a partir da viagem à Amsterdã. No livro, Hazel vai até a casa de Gus e escuta sem querer uma discussão dele com seus pais. No filme, ele chega na casa de Hazel no teto solar de uma limousine (??????). Achei essa a parte mais wtf do mundo, total desnecessária.
Já na Holanda, eles saem para o jantar no Oranjee - no livro a coisa é muito mais sensível. Não que eu não tenha derramado algumas lágrimas com o passeio à la Veneza num barquinho pelos canais de Amsterdã, mas gostava da imagem dos dois pegando o bonde, e da imagem das pétalas de flores caindo por todo o caminho. O restaurante em si estava muito mais chique do que o arzinho romântico do livro, mas anyway, a cena dos dois "experimentando estrelas" permaneceu.
O encontro com Peter Van Houten também foi meio "nhé". Não foi tão forte e agressivo - tanto da parte dele, como da parte da Hazel. Além de quê, eu o imaginava velhinho gordo dos cabelos brancos (meio George Martin).

Quero um adendo especial para a cena de amor no quarto do hotel, meus caros.
Eu queria sair correndo do cinema, me jogar no chão, chorar, não sei!!!!! Foi uma das cenas mais lindas do filme. A fotografia, as luzes, as falas, a atuação. Achei que meu coração fosse parar. Um filme de dois adolescentes com câncer e quem morre sou eu.

Depois de tudo isso, quando o Gus assume que "acendeu feito árvore de Natal na última tomografia" (cena que, por sinal, era extremamente mais triste no livro), senti que foi tudo feito às pressas.
Parecia que o roteirista demorou muito tempo no restante da história e quando chegou aí pensou: "meu deus, vai ficar longo demais, vamos diminuir a partir de agora!!!!".
A cena do elogio fúnebre? Tem sim!!! E é tristíssima. A cena do Gus desesperado no posto de gasolina??? Me acabei de chorar. A atuação do Ansel foi divina nessa cena. Aliás, ele está todo divino, ouso dizer que ele nasceu pra interpretar o Gus.

A minha decepção começou mesmo quando ele morre.
Nada foi tão triste e desesperador e agoniante como no livro. Acho que o final realmente me decepcionou.
Pra compensar, a cena final da carta (apesar de ter sido diminuída e o "I do" ter sido trocado por "Okay, Augustus") foi a coisa mais triste que já assisti no cinema. Eu juro.
Não conseguia levantar da cadeira e prosseguir a vida, e não é exagero. Talvez eu tenha sido a última pessoa a sair da sala de cinema.

Considerações finais:
O filme é lindo de morrer, e não digo isso só no sentido da história ser toda linda, mas a fotografia do filme é delicada e suave. Gostei da forma como as mensagens de texto entre os dois foram reproduzidas, e fora a "correria" no final, os diálogos são bastante fieis. Eu apostaria mais em trilhas sonoras tocantes e tristes, mas isso sou eu e minha hiper-dramatização de tudo. Apesar de ter passado vinte minutos chorando descontroladamente, eu imaginei o filme bem mais triste do que foi. 
Também acho importante acrescentar que o trecho de Shakespeare que explica o nome "A Culpa é das Estrelas" não foi citado, e eu considero bastante relevante na história. Muitas pessoas no cinema não tinham lido o livro, a acaba ficando um nome genérico demais.
O Augustus não foi tão real quanto no livro. A história da ex-namorada não foi nem citada, e eu acredito que isso + a briga na casa dos pais antes da viagem humanizavam o personagem, coisa que deixou a desejar no filme. Foi como se ele fosse um príncipe encantado sem nenhum defeito e um sorriso maravilhoso (sim!!!).
Saí do cinema mais apaixonada ainda pelo trabalho do John Green e mal posso esperar pela adaptação de Cidades de Papel!

Obs: queria me desculpar pela postagem completamente pessoal e descontrolada, mas foi meio impossível comentar esse filme sem surtos e gritinhos.


(trailer legendado)


5 comentários :

  1. Pra mim: O filme foi uma adaptação perfeita no que deve ser. Toda adaptação vai ter seu defeito mas né.
    E GENTE, O FINAL, EU SIMPLESMENTE QUERIA ME ENTERRAR E FICAR ALI AHAUAHUAHUHAU

    Alias, seguindo o blog

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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  2. Oi Ana!
    Finalmente encontrei alguém que teve o mesmo sentimento com relação ao "Hazel Grace" do Ansel (igualzinho como imaginei). A minha cena predileta (e o início de um choro que seguiu até muito depois dos créditos) foi o elogio fúnebre embora tenha gostado bastante da cena do hotel e da visita a casa de Anne Frank. Também senti falta da explicação do título.

    Beijos
    Espero sua visita =)
    http://numrelicario.blogspot.com.br/

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  3. Fiquei mais fã do que já era depois de ter assistido! Eu achei esse filme muito bem adaptado. E, sim, apesar de ter chorado horrores com o livro, no cinema não derrubei nenhuma lágrima, mas achei muito emocionante mesmo assim (talvez eu tenha me contido mais em público). Porém, discordo com você na parte da trilha sonora, as músicas mais alegres estavam nos momentos alegres dos personagens e teve uma da Birdy de partir o coração de tristeza no fim, haha!

    Bjs, Raquel.

    morethanaworld.blogspot.com.br

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  4. Ana! É a primeira vez que entro no seu blog e achei lindo. Estou lendo, mas ainda não assisti ACEDE e estou muito ansioso.

    Bjs,
    leempora.blogspot.com

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  5. Tivemos o mesmo nível de pensamento. O filme o bastante fiel ao livro em alguns aspectos. E chorei que nem criança quando lhe arrancam o pirulito rs.

    Amei seu blooog, se quiser da uma passadinha no meu.

    O mundo da literatura é realmente algo lindo lindo <3

    Beijoooocas

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