13 de junho de 2014

Assisti: Her

Há muito tempo queria assistir esse filme, principalmente porque foi um dos destaques tanto no Oscar quanto em diversas premiações de cinema no mundo todo. E valeu a pena a espera!


Em Her, Theodore vive num futuro não muito distante - poderia ser hoje, poderia ser mês que vem -, onde as pessoas estão cada vez mais conectadas com a tecnologia. Ele trabalha em uma empresa responsável por escrever cartas por encomenda, e seu principal foco são as cartas de amor. Porém, em sua vida, o amor não é tão presente assim: é um homem solitário, que se separou de sua ex-esposa recentemente, e passa os dias remoendo o fim do relacionamento e tentando entender como tudo chegou a um fim. Em um dia normal, a caminho do trabalho, Theodore vê uma propaganda de um produto que promete ser revolucionário. Trata-se de um sistema operacional com inteligencia artificial, que lê seus e-mails, agenda seus compromissos, e além de tudo conversa com você! Foi assim que ele conheceu Samantha - o seu sistema operacional, e se apaixona por ela.
 Eu fiquei realmente apaixonada por esse filme!
Theodore é o tipo de pessoa que encontraremos facilmente daqui há alguns anos: vive sozinho num apartamento onde não conhece seus vizinhos, tem um emprego que envolve a tecnologia trabalhando a favor dos seres humanos, além de ser amargurado e solitário.

A forma como a história é narrada ganhou meu coração. Quem me conhece minimamente bem sabe que eu simplesmente não consigo assistir ficção científica. Pra mim, é tudo muito surreal e eu começo a ficar super aflita querendo que aquele monte de bobeira acabe logo e eu volte pro meu mundinho real. Em Her, rola uma mistura homogênea de ficção científica com romance e drama, não pendendo pra nenhum dos gêneros, o que poderia deixar a história bastante chata. 

Apesar de não existir realmente uma Samantha, com o decorrer do filme você passa a criar uma imagem dela na cabeça (isso, é claro, se você não for assistir o filme pensando que a voz, na verdade, é da Scarlett Johansson). Imaginei uma Samantha ruiva, com sardas, culta e inteligente, combinando perfeitamente com o protagonista da história. Tudo isso porque a carga emocional das cenas dos dois é bastante forte. Você simplesmente acredita que ela existe e que eles devem ficar juntos, oras! E torce, o filme todo, pra que de alguma forma ela ganhe vida no final.



A fotografia é excepcional. Linda, linda, linda. Não consigo nem descrever o quanto gostei! As cenas são de uma delicadeza e sensibilidade incríveis, são suaves, a maioria em tom pastel e alguns destaques de cores quentes, como o vermelho. Um show à parte!

A trilha sonora também merece destaque: com exceção de The Moon Song (linda, maravilhosa, chorosa) que foi produzida e interpretada por Karen O. do grupo Yeah Yeah Yeahs, as músicas do filme foram todas composições do Arcade Fire, cheias de pianos e melodias lindas.
Bastou essa trilha sonora pro filme realmente ganhar meu coração! Não consigo parar de ouvir.

Esse é um dos filmes que vale a pena ser visto e, mais do que isso, sentido!
Serve para diversas reflexões sobre como a tecnologia está 100% presentes nas nossas vidas nos dias de hoje, principalmente em algumas cenas onde toda a população parece ter o seu próprio sistema operacional, com o qual passam os dias interagindo, deixando de lado as verdadeiras relações humanas e sociais.

(trailer oficial - legendado)

3 comentários :

  1. Tá ai um filme que tenho muita vontade de assistir, mas acabei deixando passar. Só pelos trailers consigo ver que a fotografia é mesmo um dos pontos altos. Vou buscar a trilha sonora do filme, já que vc falou tão bem. =)

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  2. Estou mega curiosa por esse filme, parece ser muito bom, sem falar que a premissa do filme é maravilhosa e a história é sempre muito elogiada.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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  3. Esse se tornou um dos meus filmes favoritos de 2013. Nem da pra chamar de ficção-científica já que a maior parte das tecnologias do filme "existem" só não naquela potência. De qualquer forma, eu gostei de eles não terem dado foco a isso, e sim nos personagens que preenchem esse "mundo futurista". Se você não viu ainda, sugiro que procure os outros filmes dirigidos pelo Spike Jonze. Quero Ser John Malkovich é genial, tão bom quanto Ela, se não for melhor.

    delirandoeescrevendo.blogspot.com.br

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