30 de junho de 2014

[Lançamentos Intrínseca] Junho

Oi gente!
Pra começar o mês das férias muito bem, hoje venho trazer os lançamentos do mês de Junho da editora Intrínseca.



Não se Apega Não - Isabela Freitas
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal per-fei-to! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.


O Inverno de Frankie Machine - Don Winslow
Frank Machianno é um assassino de aluguel. Um assassino de aluguel aposentado, na verdade. Quando estava na ativa, era conhecido como Frankie Machine, mas os dias de crime ficaram no passado e ele leva uma vida tranquila no litoral de San Diego, onde é conhecido por ser um empresário comprometido e um pai e ex-marido exemplar.
Quando, porém, o filho do atual chefe da máfia lhe pede um favor, Frank se vê obrigado a atender, e as ameaças de sua antiga profissão voltam a atormentá- -lo. Alguém do passado o quer morto e Frank precisa descobrir quem e por quê. O problema é que o rol de candidatos é tão extenso quanto a lista telefônica da Califórnia e o tempo de Frankie está acabando.


Passarinho - Crystal Chan
O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas.
Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.

O livro que mais me interessou dentre os três foi Passarinho. Fiquei super curiosa pra descobrir o desenrolar da história! E vocês, qual querem ver resenhado aqui no blog? :)



26 de junho de 2014

Gesto Verde - blog neutro em CO2!

Oi gente!
Hoje a postagem vai ser um pouquinho diferente do normal, mas é por uma boa causa.

Como algumas pessoas sabem, me formei técnica em meio ambiente em 2012. Nunca trabalhei na área, mas aprendi bastante coisa com o curso e me interesso bastante pela área. Antes mesmo de iniciar os estudos já buscava ter atitudes mais "verdes" - como evitar as sacolas plásticas, tentar separar o lixo orgânico do reciclável, etc - e depois de me formar a busca por essas atitudes só aumentou.

Navegando em um grupo de blogueiros no Facebook, descobri um projeto bastante legal: cada blog participante é igual a uma árvore plantada.
Pode não parecer nada, mas blog produz, em média, 3,6 kg de dióxido de carbono por ano. Óbvio que isso não acontece de forma direta, mas tomemos como exemplo o Poesia Destilada: para a produção dos posts, é necessário um computador. Esse computador foi produzido e montado em uma fábrica e até chegar às lojas e depois, até a minha casa por meio dos mais diversos transportes, uma quantidade x de Dióxido de Carbono foi lançada na atmosfera.
Depois, quando as editoras parceiras me enviam livros para a prova, mais CO2 é gerado, tanto na fabricação do livro, quanto no transporte até a minha casa.
Além disso, o blog estará em breve lançando uma linha de camisetas com estampas exclusivas e, adivinha só? Mais poluição. Isso sem contar a produção da energia necessária pra que você se conecte à internet ou ligue o seu computador.
Esses exemplos podem parecer muito distantes, mas imaginem todos os blogs que vocês conhecem gerando quase 4kg de poluição por ano? 

O Guiato é um site de compras online, e em parceria com diversas instituições de preservação ambiental, criou a iniciativa Gesto Verde. Dentre os programas de incentivo à preservação, está o Blog neutro em CO2.
Funciona da seguinte forma: a cada blog que adotar o selinho (que vocês já podem conferir ali no canto direito), uma árvore será plantada, neutralizando assim as emissões anuais de carbono do blog.
Não se sabe exatamente quando de carbono uma árvore consegue absorver, pois isso varia de espécie para espécie, local de plantio, dentre outros fatores. O que se sabe é que uma árvore adulta consegue filtrar até 30kg por ano. Estima-se que uma árvore jovem recém plantada pode absorver no mínimo 5kg anuais.


Eu já me cadastrei para neutralizar minhas emissões! E vocês?
Para saber mais, acesse o link 

25 de junho de 2014

[Resenha] A Escolha - Kiera Cass

“Você está quebrando muitas regras, senhorita Singer.”
“Você é o príncipe. Pode simplesmente me perdoar.”


A Escolha é o volume 3 da trilogia "Seleção", escrita por Kiera Cass. Você pode conferir as resenhas dos livros anteriores aqui e aqui. Contém spoilers dos livros anteriores.

Faz algum tempo que li o livro - comprei no dia do lançamento - mas eu simplesmente não conseguia escrever sobre. Vou tentar dar o mínimo de spoiler possível, mas vamos lá.

Em A Escolha, terceiro e último livro da trilogia A Seleção, vemos o desenrolar da história de America Singer a partir do momento em que ela retorna para o palácio. No livro anterior, A Elite, após um conflito com o Rei, ela é expulsa da Seleção, mas retorna depois de supostamente salvar a vida do príncipe Maxon.

O livro se inicia com uma visita bastante incomum: dois rebeldes nortistas chegam ao palácio desejando falar com o príncipe e com America. Eles querem a ajuda dos dois para combater os rebeldes sulistas, que pensam apenas em tomar o poder e não beneficiar a população, como por exemplo, eliminar as castas. A princípio receosos, com o desenrolar da conversa ambos aceitam ajuda-los, mas tudo teria que ser em segredo.

A história realmente esquenta quando America e Maxon marcam uma reunião com os dois rebeldes (agora amigos) fora dos muros do castelo. A situação em Illéa é pior do que imaginavam, e além de saírem escondidos, é necessário que usem disfarces. E quem é que entra em cena e os ajuda? Aspen. 
O guarda arma um jeito dos dois saírem sem serem notados - durante a madrugada, em um caminhão que busca os alimentos -, consegue disfarces e promete manter em sigilo a "saidinha". Porém, o que ninguém poderia prever, é que um grupo de rebeldes sulistas reconhece o príncipe e America, que leva um tiro no ombro. 

Bom, essa talvez tenha sido a parte mais emocionante (além do final, mas dele eu falo logo). Depois de toda a aventura fora do castelo, depois de quase serem sequestrados e sei-lá mais o que, a história vai ficando cada vez mais monótona. A autora simplesmente esquece as outras competidoras da Seleção, salvo pelo momento em que todas viram super amigas (sim, até a Celeste), pouco se ouve falar delas.
Parece também que America decidiu entre Aspen e Maxon e apesar de querer muito contar isso, provavelmente estragaria a expectativa de muita gente. Portanto, o que posso dizer é que a Kiera criou uma história bem bacana pro "outro" que ela não escolheu.

Vamos aos poréns: 
Logo que terminei o livro, ainda em êxtase e com lágrimas nos olhos, não consegui assimilar muito bem tudo o que aconteceu. Achei rápido demais, corrido, sufocante, mas poderia ser só uma noia minha, então fui debater com outras pessoas que também tinham lido. Para minha surpresa, esse foi um sentimento em comum entre a maioria das pessoas que conversei! Ao meu ver, Kiera começou o livro muito bem, e tinha tudo para ser tão bom quanto os outros dois, mas em certos momentos a história simplesmente parou. Nada acontecia. Fiquei pelo menos umas 10 páginas tentando entender pra quê tanta enrolação, e logo depois a história simplesmente correu. Pra mim, foi como se a autora tivesse perdido o fio da meada e quisesse terminar logo o livro, deixando várias coisas a serem resolvidas ou resolvendo-as de formas um tanto quanto... trágicas demais.

Percebi também que os sentimentos das personagens não são tão valorizados nesse livro - talvez, por estar acostumada com leituras como John Green que consegue perfeitamente descrever os sentimentos, tenha sentido falta disso em A Escolha. Todos lidam muito bem com as mortes (sim, alguns personagens morrem e parece que ninguém liga). Acredito que os sentimentos poderiam ser mais bem explorados e descritos, mas como falei: tudo aconteceu rápido demais no final, e talvez isso tenha interferido nesse ponto na história. 
As perguntas que mais ficavam na minha cabeça eram a respeito do destino de Illéa (eu sempre achei super previsível com quem ela ficaria no final), e por fim, só uma das minhas perguntas foi respondida. O foco final foi realmente o romance da história, e isso me desanimou um pouco.
A cena final é realmente de tirar o ar, confesso, e é nela que várias coisas são resolvidas. 

No mais, apesar de querer muito que a história fosse mais detalhada, o livro me fez chorar um pouquinho e me senti órfã da primeira série de livros que li :(

Infos:     Título Original: The One
Autor: CASS, Kiera
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765374
352 páginas.
Para comprar: Submarino | Americanas
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

17 de junho de 2014

Leituras das Férias

Oi amigos!

Finalmente o semestre está acabando na faculdade e eu vou poder colocar minhas leituras e postagens em dia! Com isso, resolvi fazer a minha meta de leitura para as férias. Comecei com 10 livros, mas caso eu leia todos antes do final das férias, acrescentarei mais alguns à lista.
Vou falar um pouquinho sobre eles e o motivo pelo qual entrou na lisa

  • Garota Replay - Tammy Luciano
Ganhei esse livro no meu aniversário em 2012 e nunca tinha me interessado em ler. Sempre achei infantil demais, mas depois de ler resenhas em alguns blogs resolvi arriscar.
Garota Replay trata da história de uma garota que após viver uma sucessão de eventos trágicos na sua vida, encontra um clone de si mesma e sua vida tem uma reviravolta.
Já comecei a ler o livro e até agora está "ok".

  • A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Jöel Dicker
Já falei um pouquinho sobre ele lá no post com os lançamentos de Maio da editora Intrínseca. Me interessei tanto pela história que será o livro escolhido como cortesia da editora esse mês! 
Trata-se da história de um jovem escritor que exila-se na casa se seu mentor, Harry Quebert, à procura de inspiração. Para sua surpresa, a polícia encontra o corpo de uma jovem desaparecida no quintal de Harry.

  • Desventuras em Série Vol. 2: A Sala dos Répteis - Lemony Snicket
Li e resenhei aqui o primeiro livro da série, que foi sorteado da minha Jar of Books. Depois de taaaanto tempo, me dei conta de que ainda não tinha lido o segundo! Oras, e por que não ler agora? Entrou pra minha lista com toda certeza.
Você pode ler aqui a resenha do volume 1 - Mau Começo.

  • Desculpa Se Te Chamo de Amor - Frederico Moccia
Faz muito, muito tempo mesmo que quero ler esse livro (coisa de uns 3 anos, assim). Como muitas vezes esqueço, já que são muitos livros que pretendo ler, e depois de tanto tempo eu realmente não lembraria, acabei adicionando ele na Jar of Books. Decidi que pelo menos dois livros da lista seriam sorteados de lá, e esse foi um deles!
Desculpa se te Chamo de Amor trata da história de amor entre uma garota de 17 e um rapaz de 36 anos (!!!). A princípio parece bem estranho, mas muitas pessoas falaram bem dele, então vou arriscar.

  • As Duas Guerras de Vlado Herzog - Audálio Dantas
Esse livro foi a leitura obrigatória do semestre na faculdade. Tive uma prova + trabalho relacionados a ele. Acontece que... eu não consegui terminar de ler a tempo. Eram mais de 400 páginas e com todas as provas de fim de semestre, acabei ficando pela metade. Me senti na obrigação de terminá-lo!
O livro é um daqueles essenciais na formação de todo jornalista, pois conta a luta desses profissionais na época da ditadura militar no Brasil.

  • Stolen - Lucy Christopher
Esse é mais um dos livros que entrou pra minha lista de leitura quando ainda trabalhava na Livraria Cultura. Na verdade me apaixonei primeiro pela capa, e depois percebi que o enredo era bastante interessante: uma garota é sequestrada em um aeroporto e se apaixona pelo sequestrador. Pode parecer surreal, mas é a chama Síndrome de Estocolmo e nunca tinha visto um livro que tratasse do assunto.

  • Métrica - Colleen Hoover
O tanto de gente falando bem desse livro não tá escrito! A cada resenha que leio a vontade só aumenta, e mesmo antes de ler já sei que vou gostar absurdos do livro - ele é todo poético, todo lindo, todo amor. Espero não me decepcionar! A sinopse não anima, é "só mais um" livro de romance onde uma menina de 18 anos, após perder o pai, recebe o apoio de um cara charmoso e se apaixona. A beleza mesmo fica por conta da narrativa da autora.

  • Anjos e Demônios - Dan Brown
Já li O Código Da Vinci quando tinha 12 anos e apesar da pouca idade me apaixonei pelo Dan Brown. Há pouco tempo, ganhei uma caixa com vários livros que eram da minha tia, e Anjos e Demônios estava entre eles. Assisti ao filme e, quando fui sortear o segundo livro da Jar of Books para as férias, ele insistia em sair. A princípio confesso que me sabotei - apesar de ter sorteado ele, refiz o sorteio. Não queria um livro imenso pra ler nas férias. Sorteei mais três vezes e não teve jeito... Entrou pra lista!
O livro gira em torno da história de um papa que acaba de morrer + supostas ataques dos Illuminatis à Igreja Católica. É uma história muito boa, mas achei o filme confuso. Quem sabe o livro não seja mais direto e objetivo?!

  • Nosso Segredo - Bruna Harmel
A Bruna é nossa autora parceira, e recentemente me enviou a versão atualizada do primeiro livro dela, Nosso Segredo. Não podia deixar de colocar na minha lista de leitura! Ainda mais que nas férias terei mais tempo pra absorver a história sobre espiões e sociedades secretas.

  • Contos da Seleção: O Príncipe & O Guarda - Kiera Cass
Que a Trilogia Seleção é o maior sucesso todo mundo já sabe! Só que, antes do último livro - A Escolha -, Kiera Cass lançou dois contos avulsos: O Príncipe, que é a visão de Maxon sobre a história e O Guarda que, obviamente, é a visão de Aspen. Depois de lançado na internet gratuitamente no formato e-book, os dois contos foram compilados no livro Contos da Seleção, que foi meu último escolhido para as leituras das férias!


E vocês, o que vão ler nas férias?!
Não deixem de comentar qual livro da lista vocês gostariam de ver resenhado aqui no blog!
(os links das resenhas citadas estão no post)

14 de junho de 2014

[Resenha] Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington

Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também. Eu sei bem.

Muito amor, muito fofinho!
Recebi esse livro da editora Intrínseca já faz quase um mês, mas a faculdade não me deixava ler! Quando finalmente consegui, era impossível desgrudar dele. Devorei em dois dias, e hoje venho contar pra vocês!

Em Claros Sinais de Loucura conhecemos Sarah Nelson, uma menina muito inteligente, apaixonada pelos livros e por palavras, mas com um pequeno problema: quando tinha 2 anos, sua mãe Jane Nelson tentou matá-la afogada. Jane foi presa e, ao declarar insanidade, foi internada em uma clínica psiquiátrica, e desde então a menina só tem contato com ela duas vezes por ano, quando recebe cartões de natal ou aniversário.
Sarah já passou por dezenas de mudanças e cidades, tudo porque seu pai (um professor universitário alcoólatra) foge sempre que alguém descobre quem eles são. Sim, o caso da mulher que tentou matar sua filha e conseguiu matar o irmão gêmeo dela, Simon, é mais famoso do que podemos imaginar.

Logo de cara percebemos o quanto a protagonista é forte e corajosa. Ela lida com os acontecimentos de seu passado da melhor forma possível: naturalmente. Poucas coisas a preocupam, como por exemplo o verão péssimo que ela terá na casa dos avós, em Houston, e um trabalho do sétimo ano que envolve árvores genealógicas que podem revelar a todos quem é a sua estranha família. Além disso, Sarah se preocupa muito se ficará "louca" como a mãe (louca, loucura e seus derivados são palavras-problema em sua casa, e nunca devem ser repetidas) e por isso ela passa a buscar em si mesma os chamados claros sinais de loucura, que dirão se em breve ela também irá enlouquecer ou viver uma vida quase-normal como as outras pessoas.

O livro é todo cheio de quotes lindos e sensíveis. Sarah, apesar da pouca idade, é inteligentíssima e sempre tem uma palavra preferida para cada momento da história. Seu livro preferido é O Sol é Para Todos, uma leitura um tanto quanto incomum para uma menina de 12 anos. No livro, ela recebe como tarefa de férias do seu professor de inglês, escrever cartas. As cartas podem ser direcionadas a quem quiser, e ela escolhe o personagem Atticus, de seu livro favorito. Além disso, a menina tem o costume de conversar com uma planta que, tcharam, tem o nome de Planta!

Acompanhamos o sofrimento dela para entender a cabeça do pai, que quando sóbrio é super-protetor e quando bêbado acaba ignorando totalmente a garota, que passa a assumir o papel que ele deveria ter com ela. Sentimos também a aflição de ter um futuro incerto, já que muitos dizem que doenças psiquiátricas são algo genético e Sarah morre de medo de também ser considerada louca. Muitas vezes tive a sensação de voltar ao tempo quando eu tinha 12 anos, já que sei como é não ser como todas as outras crianças que gostavam de harry potter, isso sem contar todas as mudanças que ela vem passando - a ansiedade pelo primeiro beijo, o primeiro coração partido, a primeira menstruação...

Confesso que demorei um pouco para pegar no embalo do livro, apesar de a leitura ter sido bastante fluida, no começo eu não conseguia entender muito bem a proposta da autora, se ela queria nos mostrar o dia-a-dia e as mudanças na vida dela (como acontece em As Vantagens de Ser Invisivel, que por sinal, consegui relacionar bastante com esse livro), ou se algo extraordinário iria acontecer em algum momento.
Por fim, as minhas duas suposições estavam corretas!

O final valeu a pena, apesar do gostinho de quero mais. Meu livro está todinho marcado, a forma poética como a autora descreveu alguns pensamentos da Sarah, que narra o livro escrevendo em seu diário, deu um toque final na personalidade que imaginei para ela. Uma ótima recomendação pra quem quer ler algo leve, mas que mesmo assim toca alguma coisa dentro da gente!

Infos:     Título Original: Sure Signs of Crazy
Autora: HARRINGTON, Karen
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575071
254 páginas.

Livro cedido para resenha pela editora. 
Para comprar: Submarino | Americanas
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

13 de junho de 2014

Assisti: Her

Há muito tempo queria assistir esse filme, principalmente porque foi um dos destaques tanto no Oscar quanto em diversas premiações de cinema no mundo todo. E valeu a pena a espera!


Em Her, Theodore vive num futuro não muito distante - poderia ser hoje, poderia ser mês que vem -, onde as pessoas estão cada vez mais conectadas com a tecnologia. Ele trabalha em uma empresa responsável por escrever cartas por encomenda, e seu principal foco são as cartas de amor. Porém, em sua vida, o amor não é tão presente assim: é um homem solitário, que se separou de sua ex-esposa recentemente, e passa os dias remoendo o fim do relacionamento e tentando entender como tudo chegou a um fim. Em um dia normal, a caminho do trabalho, Theodore vê uma propaganda de um produto que promete ser revolucionário. Trata-se de um sistema operacional com inteligencia artificial, que lê seus e-mails, agenda seus compromissos, e além de tudo conversa com você! Foi assim que ele conheceu Samantha - o seu sistema operacional, e se apaixona por ela.
 Eu fiquei realmente apaixonada por esse filme!
Theodore é o tipo de pessoa que encontraremos facilmente daqui há alguns anos: vive sozinho num apartamento onde não conhece seus vizinhos, tem um emprego que envolve a tecnologia trabalhando a favor dos seres humanos, além de ser amargurado e solitário.

A forma como a história é narrada ganhou meu coração. Quem me conhece minimamente bem sabe que eu simplesmente não consigo assistir ficção científica. Pra mim, é tudo muito surreal e eu começo a ficar super aflita querendo que aquele monte de bobeira acabe logo e eu volte pro meu mundinho real. Em Her, rola uma mistura homogênea de ficção científica com romance e drama, não pendendo pra nenhum dos gêneros, o que poderia deixar a história bastante chata. 

Apesar de não existir realmente uma Samantha, com o decorrer do filme você passa a criar uma imagem dela na cabeça (isso, é claro, se você não for assistir o filme pensando que a voz, na verdade, é da Scarlett Johansson). Imaginei uma Samantha ruiva, com sardas, culta e inteligente, combinando perfeitamente com o protagonista da história. Tudo isso porque a carga emocional das cenas dos dois é bastante forte. Você simplesmente acredita que ela existe e que eles devem ficar juntos, oras! E torce, o filme todo, pra que de alguma forma ela ganhe vida no final.



A fotografia é excepcional. Linda, linda, linda. Não consigo nem descrever o quanto gostei! As cenas são de uma delicadeza e sensibilidade incríveis, são suaves, a maioria em tom pastel e alguns destaques de cores quentes, como o vermelho. Um show à parte!

A trilha sonora também merece destaque: com exceção de The Moon Song (linda, maravilhosa, chorosa) que foi produzida e interpretada por Karen O. do grupo Yeah Yeah Yeahs, as músicas do filme foram todas composições do Arcade Fire, cheias de pianos e melodias lindas.
Bastou essa trilha sonora pro filme realmente ganhar meu coração! Não consigo parar de ouvir.

Esse é um dos filmes que vale a pena ser visto e, mais do que isso, sentido!
Serve para diversas reflexões sobre como a tecnologia está 100% presentes nas nossas vidas nos dias de hoje, principalmente em algumas cenas onde toda a população parece ter o seu próprio sistema operacional, com o qual passam os dias interagindo, deixando de lado as verdadeiras relações humanas e sociais.

(trailer oficial - legendado)

10 de junho de 2014

[Resenha] Deixe a Neve Cair - Maureen Johnson, John Green e Lauren Myracle

“É, deixe a neve cair. Deixe nevar e nevar e me enterre. Muito engraçado, Vida.”



Oi gente!
Pra quem acompanha o blog há algum tempo sabe que estou me aventurando na TBR Jar of Books. Com livros da faculdade pra ler, lançamentos e livros das editoras parceiras, o projeto está um pouco atrasado, mas acredito que até o final do ano todos os livros da jarra estarão lidos.
No mês passado, Deixe a Neve Cair foi o livro sorteado.

Deixe a Neve Cair é um livro de contos natalinos, mas nenhum clichê com renas e papais-noéis. São 3 contos que se passam na noite de natal, e acontecem simultaneamente ou seguidamente.

  • O Expresso Jubileu - Maureen Johnson
Jubileu é uma menina de 16 anos que simplesmente detesta seu nome. Na noite de Natal, seus pais vão presos por um motivo sensacional - se envolveram em um tumulto numa loja que vende pequenas partes de uma cidade natalina em miniatura, que por sinal, os pais colecionam e são apaixonados. Julie, então, é obrigada a enfrentar a pior nevasca dos últimos 50 anos e viajar de trem até a casa dos seus avós. No meio do caminho, o trem empaca numa cidadezinha chamada Gracetown, onde tudo que se vê é muita neve e uma Waffle House do outro lado da rua. O que poderia ser a pior noite de sua vida, rodeada por líderes de torcida irritantes e um homem vestido em papel alumínio, se transforma quando conhece Stuart, que oferece abrigo para a menina em sua casa.

O conto vem pra começar o livro muito bem, embora eu tenha achado um pouco surreal o fato de uma menina de 16 anos se enfiar na casa de um estranho no meio da neve, numa cidade desconhecida. Mas é natal, e a magia está por todo canto!!!!! (não).
Gostei da escrita da Maureen, mas eu tenho um sério problema com contos: eu simplesmente não aceito não saber o final da história. E foi essa a sensação que O Expresso Jubileu me deu. Eu queria saber mais da história, queria saber quem era o garoto misterioso de rabo de cavalo do trem e o porquê de várias coisas, como as líderes de torcida e o próprio garoto já citado. Essas perguntas foram respondidas no final, mas o gosto de quero mais ficou. Tem romance sim, mas é de uma forma bem sutil (e, como já citada, surreal).

  • O Milagre da Torcida de Natal - John Green
Tobin, JP e Duke são melhores amigos e tudo o que esperam de sua noite de Natal é assistir à todos os filmes do 007, até que recebem a ligação de um amigo, funcionário de um Waffle House (!!!): há líderes de torcida em busca de diversão, e só o primeiro grupo de amigos que chegar até lá com um Twister terá o privilégio de diverti-las. Duke, a única garota do grupo e que é vista como menino pelos demais, detesta a ideia. Mas pensar nas batatas rosti da Waffle House lhe dá motivação, e junto com JP e Tobin, ela parte mesmo que em meio a nevasca, em busca do seu objetivo.

Sou suspeita pra falar desse conto, obviamente. Como Nerdfighter, só de ler o nome do John Green meu coração palpitou. Mas tentei esquecer um pouco disso e focar na história, que foi minha preferida. Realmente, o conto é bem diferente dos outros livros do autor (ou pelo menos, dos mais famosos, já que eu senti um pouco de O Teorema Katherine ali), mas o que me cativou foi justamente essa fuga. Tem muito mais ação do que romance, mas o pouquinho de amor que vi ali já me cativou. Fiquei com o coração quentinho, sim, e mais uma vez tive a certeza do quanto gosto de John.

É a partir desse conto que começamos a ver o encadeamento do livro: apesar de personagens e histórias diferentes, tudo está interligado. A Waffle House em questão é a mesma em que Jubileu entrou quando saiu do seu trem. As líderes de torcida são as mesmas e até o homem do papel alumínio e o garoto do rabo de cavalo estavam lá. Talvez esse fator tenha contribuído para que eu gostasse mais desse conto, já que nele eu passei a entender toda a logística do livro.

  • O Santo Padroeiro dos Porcos - Lauren Myracle
Após um possível término de seu namoro, Addie enlouquece. Corta seus lindos cabelos loiros e os pinta de rosa, tudo em um momento de aflição por seu (talvez) ex-namorado Jeb não ter respondido seu e-mail ou atendido às suas ligações. Para piorar, haviam combinado de se encontrar na noite de Natal, mas o garoto não apareceu. Com tudo isso, Addie pede socorro para suas melhores amigas, mas o que acontece não é bem o esperado: a garota começa a perceber que, na verdade, tanto suas amigas quanto seu namorado a acham uma tremenda egoísta. Sempre pensando em si mesma, se colocando como o centro das atenções e elevando seus problemas a um patamar acima dos das outras pessoas. Para provar que eles estão errados, Addie se compromete, pela primeira vez, a fazer algo que não tenha nada a ver consigo mesma: uma de suas amigas é simplesmente apaixonada por... porcos. E reservou um mini-porquinho no pet shop em frente ao Starbucks onde Addie trabalha. A garota, então, promete à sua melhor amiga que irá trazê-lo em segurança para a casa, mas quando chega ao pet shop, o porquinho foi vendido a outra pessoa, e sua missão é resgatá-lo.

Esse foi o conto que menos gostei. 
Achei a Addie super chata e toda sua história era bastante superficial. O ponto forte foi quando todos os personagens que apareceram até então, se encontram na cafeteria, e descobrimos que na verdade, Jeb é o misterioso rapaz de rabo de cavalo do trem.


Resumindo todo o esquema: eu gostei bastante da proposta do livro e de como foi escrito. Se fosse só uma coletânea de 3 contos aleatórios sobre o Natal, talvez eu não tivesse gostado - como já expliquei, detesto não saber o final das histórias, e os contos sempre são bastante abertos quanto a isso, nós nunca conhecemos o "antes e depois" dos personagens. Ter inserido tudo no mesmo contexto, plano, história, cenário, whatever, fez o livro ganhar um ar mais instigante. 


Infos:
Título Original: Let it Snow
Autores: JOHNSON, Maureen / GREEN, John / MYRACLE, Lauren
Editora: Rocco
ISBN: 9788579801754
336 páginas.

7 de junho de 2014

[Livro x Filme] A Culpa é das Estrelas - John Green


Atenção: esse post contém spoilers sobre o filme/livro (e lágrimas. muitas lágrimas)


Não sei como começar esse post. Mesmo. Tô sem estruturas.
A começar que, na noite anterior à estréia eu não conseguia dormir e, quando consegui, sonhei 3x com o filme.
Depois, comecei a chorar nos primeiros dois minutos de filme. Saí do cinema querendo abraçar o John Green, e o Gus e a Hazel e chorar por uma semana seguida.

Pra quem não conhece a história: Hazel Grace é paciente terminal de câncer na tireoide, estágio IV, com metástase nos pulmões - o que fez com que a garota tivesse que carregar por aí um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas. Hazel passa a frequentar, contra sua vontade, um grupo de apoio à pacientes com câncer e é lá que conhece Augustus Waters, que se curou há mais de um ano de um osteosarcoma que levou consigo uma parte da sua perna. A partir daí, é todo mimimi possível e imaginável e muito amor entre os dois.

Vamos lá: a Hazel da Shailene, no começo do filme, é aquela coisa bem John Green. Toda piadinhas e sarcasmo como no livro. Aliás, o começo é bem fiel ao livro. Todos os diálogos são exatamente como na história, e era inevitável não completar as frases antes dos atores.
O Gus. Meu Deus! Ele é exatamente como eu imaginava lendo o livro. Os sorrisos. O primeiro encontro com a Hazel. O humor. A entonação com que ele diz Hazel Grace!!!!!! (também: exatamente como imaginei)
Fiquei apaixonada sim. Ansel Elgort me leva pra Amsterdã com você, por gentileza.
Detalhe especial para o casal Isaac e Mônica. Ele - exatamente como imaginei, também. Ela: ew. Imaginava ela muito mais rebelde-cabelo-vermelho-escuro do que uma patricinha loira, mas acho que da forma como foi representada no filme foi melhor para explicar os futuros acontecimentos entre o casal.

Tudo muito bem, tudo muito bom, o filme vai caminhando bastante fiel. Salvo por poucos detalhes que não mudam nada na trama, era como se eu estivesse lendo o livro.
A coisa "desanda" mesmo a partir da viagem à Amsterdã. No livro, Hazel vai até a casa de Gus e escuta sem querer uma discussão dele com seus pais. No filme, ele chega na casa de Hazel no teto solar de uma limousine (??????). Achei essa a parte mais wtf do mundo, total desnecessária.
Já na Holanda, eles saem para o jantar no Oranjee - no livro a coisa é muito mais sensível. Não que eu não tenha derramado algumas lágrimas com o passeio à la Veneza num barquinho pelos canais de Amsterdã, mas gostava da imagem dos dois pegando o bonde, e da imagem das pétalas de flores caindo por todo o caminho. O restaurante em si estava muito mais chique do que o arzinho romântico do livro, mas anyway, a cena dos dois "experimentando estrelas" permaneceu.
O encontro com Peter Van Houten também foi meio "nhé". Não foi tão forte e agressivo - tanto da parte dele, como da parte da Hazel. Além de quê, eu o imaginava velhinho gordo dos cabelos brancos (meio George Martin).

Quero um adendo especial para a cena de amor no quarto do hotel, meus caros.
Eu queria sair correndo do cinema, me jogar no chão, chorar, não sei!!!!! Foi uma das cenas mais lindas do filme. A fotografia, as luzes, as falas, a atuação. Achei que meu coração fosse parar. Um filme de dois adolescentes com câncer e quem morre sou eu.

Depois de tudo isso, quando o Gus assume que "acendeu feito árvore de Natal na última tomografia" (cena que, por sinal, era extremamente mais triste no livro), senti que foi tudo feito às pressas.
Parecia que o roteirista demorou muito tempo no restante da história e quando chegou aí pensou: "meu deus, vai ficar longo demais, vamos diminuir a partir de agora!!!!".
A cena do elogio fúnebre? Tem sim!!! E é tristíssima. A cena do Gus desesperado no posto de gasolina??? Me acabei de chorar. A atuação do Ansel foi divina nessa cena. Aliás, ele está todo divino, ouso dizer que ele nasceu pra interpretar o Gus.

A minha decepção começou mesmo quando ele morre.
Nada foi tão triste e desesperador e agoniante como no livro. Acho que o final realmente me decepcionou.
Pra compensar, a cena final da carta (apesar de ter sido diminuída e o "I do" ter sido trocado por "Okay, Augustus") foi a coisa mais triste que já assisti no cinema. Eu juro.
Não conseguia levantar da cadeira e prosseguir a vida, e não é exagero. Talvez eu tenha sido a última pessoa a sair da sala de cinema.

Considerações finais:
O filme é lindo de morrer, e não digo isso só no sentido da história ser toda linda, mas a fotografia do filme é delicada e suave. Gostei da forma como as mensagens de texto entre os dois foram reproduzidas, e fora a "correria" no final, os diálogos são bastante fieis. Eu apostaria mais em trilhas sonoras tocantes e tristes, mas isso sou eu e minha hiper-dramatização de tudo. Apesar de ter passado vinte minutos chorando descontroladamente, eu imaginei o filme bem mais triste do que foi. 
Também acho importante acrescentar que o trecho de Shakespeare que explica o nome "A Culpa é das Estrelas" não foi citado, e eu considero bastante relevante na história. Muitas pessoas no cinema não tinham lido o livro, a acaba ficando um nome genérico demais.
O Augustus não foi tão real quanto no livro. A história da ex-namorada não foi nem citada, e eu acredito que isso + a briga na casa dos pais antes da viagem humanizavam o personagem, coisa que deixou a desejar no filme. Foi como se ele fosse um príncipe encantado sem nenhum defeito e um sorriso maravilhoso (sim!!!).
Saí do cinema mais apaixonada ainda pelo trabalho do John Green e mal posso esperar pela adaptação de Cidades de Papel!

Obs: queria me desculpar pela postagem completamente pessoal e descontrolada, mas foi meio impossível comentar esse filme sem surtos e gritinhos.


(trailer legendado)


6 de junho de 2014

ação #OITNB - Orange is the New Black + SORTEIO!

Oi gente!
Pra quem acompanha nossa página no twitter, já deve ter visto que hoje a maioria dos tweets continha #OITNB. Algumas pessoas entenderam, outras não, então vou explicar!

Hoje é o lançamento da segunda temporada da série Orange is the New Black no Netflix!



Pra quem não conhece: a série já faz o maior sucesso entre os assinantes do Netflix, e conta o dia a dia de Piper na prisão. O que poucos sabem: a série foi baseada num livro, escrito pela própria protagonista, e que foi lançado em Maio pela editora Intrínseca!



Quando era jovem, tudo o que Piper Kerman queria era viver novas experiências, conhecer pessoas diferentes e descobrir o que fazer com o diploma recém-adquirido da prestigiosa Smith College. Anos depois, com um bom emprego e prestes a se casar, ela recebe uma visita inesperada: a polícia. Piper estava sendo intimada para responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
A acusação era verdadeira: recém-formada, Piper teve um caso com uma traficante glamorosa que a convenceu a levar uma maleta de dinheiro para a Europa. Sua aventura pelo submundo do crime voltou à tona no dia em que a polícia bateu à porta dela. Depois de uma dolorosa odisseia pelo sistema judiciário americano, Piper é condenada a quinze meses de detenção numa penitenciária feminina no meio do nada — longe dos amigos, da família e de tudo o que ela conhecia.
Em Orange Is the New Black, Piper apresenta casos curiosos, perturbadores, comoventes e divertidos do dia a dia no presídio. Cercada de criminosas, logo percebe que aquelas mulheres são muito mais complexas do que ela imaginava. Ao mesmo tempo que aprende a conviver com regras arbitrárias e um rigoroso código de conduta, Piper revela as alegrias e angústias das presidiárias e analisa a crueldade com que o sistema carcerário as desumaniza e faz com que sejam invisíveis ao mundo exterior.

 Comecei a assistir a série assim que fiquei sabendo do lançamento da segunda temporada e, acreditem: é viciante!
Assista ao trailer:



E agora vem a parte legal: tem sorteio rolando!


 Pra participar é fácil!

Você pode participar até o dia 13/06.  Boa sorte!


3 de junho de 2014

[Resenha] O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty

Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora.



Recebi esse livro num kit lindo (e cheiroso!) de boas vindas da editora Intrínseca. Estava doida pra ler e fiquei super feliz.

O livro intercala 3 histórias e vou resumi-las um pouquinho.
Cecília Fitzpatrick tem uma vida feliz e aparentemente perfeita: mãe de três filhas, com o marido dos sonhos, muito bem sucedida como revendedora da Tupperware. Um dia, procurando um pedaço do muro de Berlin guardado em seu sótão, Cecília encontra uma carta de seu marido John. No envelope, escrito com a letra dele, Cecília lê as palavras que mudarão para sempre sua vida - "Para minha esposa, Cecília Fitzpatrick, para ser aberto na ocasião de minha morte".

Rachel Crowley é uma idosa amargurada. Sua filha, Janie, fora assassinada aos 16 anos e desde então uma sucessão de perdas vêm acontecendo em sua vida: a morte de seu marido, o casamento do seu filho mais novo que, agora, iria levar para longe sua única alegria - Jacob, seu neto de 3 anos.
Rachel passa seus dias alimentando seu ódio por Connor Whitby, última pessoa a encontrar sua filha com vida e o seu suspeito número um.

Tess chega a Melbourne pelos piores motivos possíveis. Seu marido e sua prima (e também sócia. e também melhor amiga desde sempre) assumiram estarem apaixonados um pelo outro. Atordoada, Tess resolve se mudar para a cidade da mãe, levando seu filho e deixando para trás os traidores. 
Em Melbourne, cidade onde cresceu, o passado bate a porta: Connor, seu ex-namorado da adolescência que não encontrava há anos, está disposto a relembrar os bons tempos e recuperar os anos perdidos.

O cenário é uma espécie de vila em Melbourne, na Austrália. Todos os vizinhos se conhecem e estão presentes nos mais diversos eventos sociais. Cecília é como um exemplo que todas as mães querem seguir, até o dia em que a maldita carta aparece em suas mãos.
Sua vida realmente desanda. Toda a classe e perfeição vistas de fora pelas pessoas ao seu redor desmorona, e ela passa a viver o seu pior conflito interno.
A carta de seu marido revela um segredo. Um segredo guardado há décadas. O seu impasse gira em torno de revelar o segredo - o que não amenizaria em nada a sua dor - e arcar com as consequências de destruir não apenas a sua família, como sua imagem pública ou viver o resto dos seus dias com as palavras lidas naquele pedaço de papel entaladas em sua garganta.

O livro intercala as três histórias pelo ponto de vista das personagens principais de cada uma, e em vários momentos percebemos as vidas das três se entrelaçando.
O mistério de qual é o segredo do marido de Cecília é revelado logo nos primeiros capítulos. Confesso que fiquei bastante tempo pensando que era algo muito óbvio (e a essa altura, vocês já devem imaginar o que seja, mas não vou dar spoiler) então a todo momento eu pensava: "ok, é agora que surge algo totalmente WTF na história e ela fica interessante?".
O livro não é ruim - longe disso. Só acho que a questão do mistério poderia ter sido mais bem explorada do que foi, talvez se as histórias se seguissem sem que o segredo fosse relevado logo de cara, dando mais suspense.
Como isso não aconteceu, o que me restou foi imaginar qual seria o desfecho da história, e esse sim foi inimaginável. Apesar disso, eu não gostei do final. Achei super vago.
Outro ponto que gostaria de destacar é: achei a personagem Tess desnecessária para a trama. A história é realmente desenvolvida entre Cecília e Rachel, e a todo o drama da perda do marido + dormir com o ex namorado do passado + o ex marido voltando arrependido não acrescentou em nada na história "principal". Achei, até, bem legal tudo que acontece com ela, mas desnecessário.

Citei muitos pontos negativos, mas por favor, repito: não é um livro ruim. A história, apesar de tudo que já foi citado, me prendeu bastante, e a narrativa da Liane é muito gostosa. Não é pesada e nem confusa, como acontece com alguns livros do mesmo estilo que li. A diagramação é agradável, só uma observação para a fonte, que é um pouco pequena e pode atrapalhar quem tem problemas de visão.
Eu realmente gostei bastante do livro e despertou meu interesse para esse estilo literário, mas como todos os livros, não é perfeito.

Infos:     Título Original: My Husband's Secret
Autor: MORIARTY, Liane
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574791
368 páginas.