21 de março de 2014

[Resenha] Desventuras em Série vol. 1: Mau Começo - Lemony Snicket

Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida.

Não, eu nunca tinha lido Desventuras em Série, acreditem! Tenho essa vontade desde que assisti ao filme em uma das inúmeras vezes que passou na Sessão da Tarde. Baixei há algum tempo, num site que em breve farei um post pra vocês, e quando comecei comecei minha Jarra dos Livros foi o primeiro sorteado. Que mau começo que nada - foi uma ótima forma de começar o projeto!

O primeiro livro da série, escrito por Lemony Snicket e ilustrada por Brett Helquist, conta o início das desgraças na vida dos irmãos Baudelaire: Violet, Klaus e Sunny (a mais nova, um bebê). Após a morte de seus pais em um misterioso incêndio, os irmãos são obrigados a morar com seu parente mais próximo - o terrível Conde Olaf, que, apesar de tudo, as crianças sequer conheciam.

O Conde e sua trupe de teatro acabam por se tornar os inimigos número 1 dos órfãos, como são chamados por eles. Olaf atribui-lhes todas as tarefas de sua imunda casa, além de mau tratá-los e tentar a todo custo roubar-lhes a herança de seus pais.

Sabendo que as crianças só terão acesso ao dinheiro após Violet chegar a maioridade e não necessitar mais de um tutor, o Conde planeja se casar com ela e colocar o mais rápido possível, suas mãos na herança. As crianças contam com a ajuda do Sr. Poe, que oficialmente toma conta do dinheiro, e da Juíza Strauss, vizinha do Conde, pra escapar da armação.

O livro é curtinho - em PDF acabou tendo 90 páginas -, e li em menos de uma semana. Apesar de não gostar muito de literatura fantástica, o primeiro livro foi bastante ameno nesse aspecto, o que me fez gostar ainda mais. É uma leitura infanto-juvenil, porém gera muita reflexão. Assuntos importantes e sérios - como a farsa do casamento que o Conde planejou - são tratados de uma forma mais leve, que pode ser interessante para diferentes faixas etárias.
É um bom livro. Recomendo!

Infos:
Título Original: A Series of Unfortunate Events - The Bad Beginning
Autor: SNICKET, Lemony
Editora: Seguinte
ISBN: 8535900942
152 páginas.
Para comprar: Submarino | Americanas
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

19 de março de 2014

Inspiração: Jar of Books

Esses dias, fuçando o Pinterest, encontrei uma imagem em um painel sobre livros, de um pote cheio de papeizinhos coloridos. Fui ler sobre o que se tratava e descobri essa ideia genial: a Jarra dos Livros, em livre tradução para o português.


A Jarra dos Livros surgiu para ajudar aquelas pessoas - como eu e, talvez, como você - que compram mais livros do que conseguem ler, e sempre que encontra um lançamento na livraria, leva pra casa e acaba encalhando todos os outros na estante.
Ela funciona da seguinte forma: em pequenos papeis, escreva os nomes dos livros que você comprou/emprestou/baixou e nunca leu. Dobre-os mais ou menos do mesmo tamanho e coloque dentro do recipiente escolhido. Apesar do nome, você - e deve - utilizar aquele que achar melhor. Pode ser um vidro de conserva, um copo, uma garrafa... Solte a sua imaginação!
Depois, é só sortear os livros. A periodicidade fica ao seu critério também, mas o legal mesmo é sortear assim que terminar o livro anterior.
Além disso, pra funcionar, o ideal é estabelecer algumas regrinhas. Por exemplo: não comprar nenhum outro título enquanto a jarra não estiver vazia, escolher um número x de livros e não ler nenhum outro sem ser os da jarra, etc.

Eu fiz a minha com papéis coloridos e em uma mini-garrafa fechada com rolha. Outra parte legal é deixa-la com a sua cara, assim pode até virar um enfeite diferente pro seu quarto!
Acabei colocando só os livros que baixei, assim aprimorar o hábito da leitura no computador.


Curtiram a dica?
Ficaria muito feliz se, quem tentasse, me enviasse uma foto se como ficou a sua jarra! 



15 de março de 2014

14 de Março - Dia do Livreiro

Ontem, dia 14 de Março, foi o dia daquele que se desdobra em mil pra encontrar o livro que você quer, que arruma a estante depois daquela bagunça na sede - que todos temos - de encontrar o livro perfeito: o livreiro (ou, vendedor de livros).
Eu jamais poderia deixar essa data passar em branco. Um dia, fuçando pelos blogs da vida, cheguei a esse texto. Nele, lê-se "(...)aprendi que ser livreira está na minha essência. Não é algo que eu preciso estar para ser. Eu sou livreira. Eu sempre serei. Enquanto eu amar os livros, enquanto eu souber indicar obras que provoquem diversão e reflexão nas pessoas, eu serei livreira."  
No mesmo momento, meus olhos encheram de lágrimas e eu me identifiquei tanto, que não pude deixar de escrever para a autora do texto.

Minha história como livreira começou na semana do saco cheio de 2012. Eu não tinha um emprego. Eu havia completado 18 anos há pouquissimo tempo - mas eu precisava de um emprego!
Fui chamada para a primeira etapa do processo seletivo para auxiliar de reserva da Livraria Cultura. Eu não cabia em mim de alegria, apesar de saber que se tratava de um emprego de 8h diárias num shopping (!!!), se tratava também de uma livraria. E eu nunca perderia a oportunidade de estar entre os livros.
A primeira parte era eliminatória - vários concorrentes em uma sala, perguntas sobre o que gostávamos de fazer e uma dinâmica. Eu fui péssima na dinâmica, péssima! Saí de lá achando que nunca serviria pra trabalhar com o público.
Alguns dias depois, qual não foi minha surpresa ao receber um e-mail me convocando para a segunda etapa do processo?
Se tratava de uma entrevista convencional, com o gerente da loja e o analista de pessoas (na verdade, eu não tenho certeza quanto ao segundo cargo, acabei pegando a mania de chamar só de "analista"). Mais uma vez, fiquei tensa e me sentindo horrível.
No dia seguinte, recebo a ligação do RH da loja: eu havia sido contratada. E melhor, eu havia sido contratada para vendas - um contato maior com o público e com os livros, maiores responsabilidades.

Me lembro perfeitamente do meu primeiro dia. Das roupas que eu vestia, da alegria, e também do cansaço e dor nos pés que senti ao final do expediente. Mas uma coisa eu já havia aprendido, logo no primeiro dia: aquele lugar era mágico.

Trabalhei 8 meses como livreira e tenho certeza que foi a coisa que mais amei fazer na vida. Apesar de estar longe dos livros que eu costumava ler (trabalhava na seção de ciências humanas e artes), era como se todos os dias fossem realmente mágicos. Pude conhecer livros e autores novos, e também recomendar. Pude conhecer clientes maravilhosos que se tornaram amigos depois que saí, e também me assustar com uma carta de 5 páginas vinda de um cliente que atendi uma vez. Sei que todos os dias desses 8 meses que vivi lá, foram de muito aprendizado. Cada dia uma luta nova e também um presente novo.
Devo aos meus dias como livreira o amor que aprendi a ter por alguns diretores de cinema em especial, as amizades que cultivei lá, as lágrimas, os sorrisos.

Não é porque fui do ramo não, mas eu dou o maior valor possível pra essa galera dos livros.
Sei que falei mais da minha experiência do que homenageei-os, mas hoje, além de tudo, é um dia de muita nostalgia e saudade das prateleiras.

(essa sou eu, com cara de boba, no emprego mais legal do mundo)


11 de março de 2014

TFIOB nas redes sociais

O blog agora está presente no facebook, pela página https://www.facebook.com/TFIOB, e no twitter pelo endereço https://twitter.com/thefaultinb

Agora ficou muito mais fácil saber quando rola coisa nova por aqui! Vem gente!

10 de março de 2014

As minhas mulheres favoritas

Hoje o post é todo delas! Para marcar o dia da mulher por aqui - atrasado, porém sem perder a importância - resolvi fazer meu top 5 personagens femininas preferidas. A princípio, gostaria que todas fossem somente dos livros, mas foi impossível! Acabei escolhendo também de filmes, séries e quadrinhos. Vamos lá?


  1. Alasca Young - Quem é Você, Alasca?
A protagonista que da nome ao livro é com certeza uma das personagens mais intrigantes que conheci. Desde o início do livro ela se torna um enigma para a vida de Miles, que termina a história tentando desvendá-la. Além disso, Alasca é durona, feminista e amante dos livros - como não amar?

"Vocês fumam para saborear, eu fumo para morrer.''
   
     2. Cristina Yang - Grey's Anatomy
Se pudesse, mudaria o nome da série para "Yang's Anatomy" (o que obviamente não faria sentido). A médica, interpretada por Sandra Oh, pode a princípio parecer mesquinha e egoísta. Está sempre a frente de seu tempo e de seus amigos, buscando ser sempre a melhor no que faz. Pra mim, Yang é a cirurgiã mais forte do Seattle Grace, apaixonada pelo que faz, e apesar da cara de poucos amigos, extremamente leal.

 3. Jordana Bevan - Submarine
Jordana é o tipo de garota "não-apaixonável", mas roubou o coração de Oliver Tate com seus óculos de coração e seu jeito desapegado, de quem não quer se envolver e de que não precisa de ninguém para ser feliz. No fundo, Jordana guardava um coração gigante no peito.
Na adaptação cinematográfica do filme de Joe Dunthorne, quem vive a personagem é a atriz Yasmin Paige.

"Quando ela anda na brisa, as lágrimas lhe saem pelo canto externo dos olhos e descem em direção ao lóbulo das orelhas."
     
       4. Juno MacGuff - Juno

Juno é uma adolescente de 16 anos que engravida de seu colega de sala, Paul Bleeker. A protagonista, interpretada pela linda Ellen Page, encara a situação de frente: não quer se casar, não quer construir uma família, mas sabe que não está pronta para criar um filho e, então, motivada a isso, sai em busca da família perfeita para criar seu filho.
Amo o filme, a trilha sonora e amo muito a personagem - por isso sou suspeita para falar o porquê ela merece estar aqui. Mas vejo uma coragem imensa nela, de aos 16 anos, encarar um assunto tão delicado, excluindo a opção do aborto e pesando sempre no melhor para todos os envolvidos.


      5. Ramona Flowers - Scott Pilgrim Contra o Mundo
Ramona é a menina do cabelo assim que fez um cara lutar com seus 7 ex-namorados do mal, tudo para poder namorar com ela. Como se não bastasse, ela ainda tinha poderes especiais e uma bolsa que levava ao submundo! Tudo isso, sem perder o estilo e deixar de cuidar das suas madeixas coloridas.
Se eu pudesse, seria a Ramona Flowers.


É isso! Essas são minhas inspirações literárias (ou cinematográficas, ou da televisão). Busquei encontrar as melhores personagens que fossem emponderadas e fortes, mas isso não significa que as outras são menos especiais ou queridas. Já falei um pouco sobre o dia da mulher no meu facebook, então não quero prologar muito o assunto, o que acho sempre válido dizer a todas as mulheres: tenham sempre em mente o quão especiais e incriveis vocês são. Não é preciso ter poderes especiais ou ser uma super cirurgiã pra ser forte. Nosso maior poder é saber lutar contra toda forma de opressão e machismo, e isso sei que TODAS têm guardadinho em algum lugar lá no fundo!