27 de junho de 2016

Wishlist de lançamentos #2

Voltando com mais uma listinha dos meus lançamentos mais desejados! Dessa vez tem desde young adult até ficção científica. Vem conferir!

O Último Adeus, de Cynthia Hand (Darkside)


O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante.
Esse livro já havia me chamado atenção desde quando a publicidade sobre ele começou. Primeiro que não é do gênero comumente publicado pela Darkside. Segundo, que a capa me chamou muito atenção. Foi só ler a sinopse pra ter certeza que eu precisava conhecer essa história! E já sabemos, né: a edição com certeza será impecável. O livro já está em pré-venda pela Amazon e o lançamento está previsto para o dia 10 desse mês.

Talvez Um Dia, de Collen Hoover (Galera Record)


Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.
Que a Collen Hoover é minha queridinha vocês já devem desconfiar. Acontece que minha última leitura da autora - O Lado Feio do Amor - me decepcionou bastante. Não vou negar: a sinopse dessa história não me atraiu muito, mas eu adoro a escrita da autora e não consigo desistir fácil assim, não! Espero não me arrepender. Talvez Um Dia foi um dos lançamentos de maio da Galera Record e já está a venda no Submarino e na Amazon.

O caderninho de desafios de Dash & Lily, de David Levithan e Rachel Cohn (Galera Record)



O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.
Já havia achado a capa do livro muito fofinha quando a vi no Skoob, mas fui me apaixonar mesmo pela história durante o Mochilão da Record em Campinas, quando fomos apresentados a mais detalhes sobre Lily e Dash. Já quero! Também está na Amazon e no Submarino.

Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor (Intrínseca)



O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas dessa pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, virem de cabeça para baixo.
Esse livro me atraiu primeiramente pela capa (qual a novidade, menina Ana?), mas essa sinopse toda misteriosa me fez ficar maluca por ele! É o lançamento do mês da editora Intrínseca, e promete ser a aposta da vez da ficção científica: uma boa oportunidade pra me aventurar no gênero!


2 de junho de 2016

[Resenha] Desventuras em série, vol. 8: O Hospital Hostil - Lemony Snicket

Esta é uma história sobre Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, e como eles descobriram na Biblioteca de Registros do Hospital Heimlich uma coisa que mudou as suas vidas para sempre, e ainda me deixa agoniado sempre que fico sozinho a noite.

O Hospital Hostil é o oitavo volume de Desventuras em Série. Para ler as resenhas dos livros anteriores, clique aqui.

Depois de serem presos pelo suposto assassinato de Conde Olaf e conseguirem escapar da prisão, o novo desafio dos Baudelaire é encontrar um bom lugar para se esconderem. Toda a cidade está empenhada em encontrá-los, e os jornais locais já estampam suas capas com seus nomes e fotografias. Em sua fuga, os irmãos chegam até o Armazém Última Chance - uma lojinha bastante isolada que ainda não recebeu os jornais diários e, por isso, ainda não sabe que os irmãos são supostos assassinos.

Porém, a sorte nunca está ao lado dos Baudelaire, e nos poucos minutos que ficaram por lá com a intenção de enviar um telegrama ao sr. Poe, acabaram sendo reconhecidos pelo entregador de jornais e precisando novamente fugir. Mas pra onde? O Armazém ficava, literalmente, no meio do nada. É nesse momento que entram em cena os Combatentes pela Saúde do Cidadão (C.S.C).

Os C.S.C são um grupo de voluntários que viajam pelo país trabalhando em hospitais, mais especificamente pregando que só a alegria tem a capacidade de curar doenças. Com a van parada em frente ao Armazém, os irmãos não enxergam outra saída se não juntarem-se aos Combatentes, que por sorte, não acreditam nas notícias publicadas pelo principal jornal da cidade - O Punodor Diário - e por isso não os reconhecem.

O próximo destino dos Combatentes é o Hospital Heimlich, uma construção um tanto quanto esquisita, metade terminada e metade abandonada. Chegando lá as crianças encontram o trabalho perfeito para alguém que precisa muito se esconder: a Biblioteca de Registros. O trabalho dos irmãos por lá é auxiliar o trabalho de Hal, o guardião da biblioteca. O local possui muitos segredos e mistérios, e Hal os proíbe de ter acesso a qualquer uma das pastas do arquivo. 

Acontece que durante mais uma inspeção nos fragmentos das anotações dos Quagmire - que ainda não foram decifradas -, Violet, Klaus e Sunny descobrem que uma das pastas da Biblioteca pode conter informações importantes sobre o que aconteceu com seus pais. Após revirarem todos os arquivos que poderiam conter alguma pista, descobrem na pasta dedicada a Lemony Snicket todo um arquivo sobre a morte dos pais. Porém, a última e mais importante página do arquivo está sumida.

Não bastasse toda a aflição por não saber o que a temida página 13 revelaria, o principal medo dos irmãos se torna realidade: Conde Olaf descobre novamente o esconderijo dos irmãos. Apesar de Klaus e Sunny conseguirem escapar, a irmã mais velha é sequestrada pelo vilão. Daí pra frente a missão dos dois é encontrar Violet com vida e convencer a todo mundo de que são inocentes do crime divulgado pelos jornais.



Esse é o primeiro livro da série em que os Baudelaire passam a viver por si mesmos, sem nenhum tutor do mal. Isso dá uma nova atmosfera ao livro, mas ao mesmo tempo nos leva a refletir sobre como seria possível 3 crianças se virarem sem a ajuda de um adulto. Como conseguiriam comida, abrigo, e segurança? 

Também é o livro em que alguns mistérios começam a tomar forma e instigar ainda mais o leitor. Nos arquivos descobertos na Biblioteca de Registros conhecemos mais sobre o passado não só dos pais dos irmãos, mas também sobre outros personagens, como o homem morto ao ser confundido com o Conde Olaf no livro anterior, o próprio Conde e a ligação entre todos esses personagens e o narrador do livro. Como já sabemos desde o princípio, Lemony Snicket teve alguma relação com o passado dos pais Baudelaire e do Conde Olaf, mas é só nesse livro que ele se torna realmente um personagem da história.

Como nos outros livros da série, O Hospital Hostil traz muitas referências culturais e pessoais do próprio autor. A começar pelos nomes dos pacientes citados durante o livro: Emma Bovary, Jonah Mapple, Cynthia Vane, todos personagens de livros clássicos da literatura mundial. Clarissa Dalloway, por exemplo, além de referenciar o livro Mrs. Dalloway, ainda presta homenagem à autora Virgínia Woolf, sendo colocada como uma mulher que sofre de uma misteriosa doença que a deixa extremamente triste. Também são utilizados nomes de pessoas ligadas à produção do livro, como o ilustrador, através de anagramas.

O Hospital Hostil acabou se tornando meu novo livro favorito da série, principalmente por acrescentar coisas novas à história. Diferente dos primeiros livros, onde tudo só girava em torno de desgraças acontecendo na vida dos órfãos, agora muitos mistérios começam a ser resolvidos, outros são acrescentados, e começamos a enxergar um encaminhar mais conciso da história. Achei incrível saber mais sobre o passado dos pais e esses pequenos detalhes reavivaram em mim a vontade de continuar a leitura dos livros da série.

Infos:
Título original: A Series of Unfortunate Events - The Hostile Hospital
Autor: SNICKET, Lemony
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535919721
226 páginas


Para comprar: Submarino | Americanas | Amazon
(comprando através dos links do blog, a blogueira que vos fala ganha um dinheirinho pra investir em mais resenhas pra cá)

31 de maio de 2016

Ei, youtube: eu voltei!

Depois de um mês e meio sumida tanto do blog quanto do canal, hoje trago uma notícia felizinha pra quem ainda não desistiu de mim: eu voltei!


Durante o último mês várias coisas acabaram me desanimando bastante em continuar produzindo posts e vídeos. Como vocês já devem saber, eu praticamente não ganho nada com o blog ou com o youtube (salvo pelas compras que vocês, seus lindos, fazem através dos meus links patrocinados). Ou seja: eu faço mesmo porque eu gosto. Mas o que me fortalece é a receptividade e o retorno de vocês, e quando isso não acontece eu acabo achando que eu fiz algo errado. Por isso fico tão feliz e acho tão importante quando alguém deixa um comentário ou um feedback positivo em qualquer rede social. É isso que me sustenta aqui ainda.

Com o VEDA, esse retorno acabou diminuindo muito, indo na contramão do que eu esperava com o projeto, que maior interatividade e divulgação. Isso me desanimou demais, e quando se uniu à quantidade de coisas da faculdade que já estavam me consumindo há algum tempo, a coisa fugiu do meu controle. Acabei desistindo do VEDA e também dando uma pausa nos outros conteúdos.

MASSS agora estou de volta! Com vídeos nas segundas e sextas e posts por aqui no restante da semana. Fiz até um vídeo explicando tudo que aconteceu e juro juradinho que vou tentar não sumir mais. Mas pra isso preciso da ajuda de vocês! Se você tem alguma sugestão de vídeo ou post, por que não coloca isso pra fora? Pode ser aqui nos comentários, lá no youtube, no meu twitter, facebook, fanpage... Onde você se sentir mais confortável. Vou me dedicar ao máximo pra que todas as sugestões sejam atendidas!




24 de maio de 2016

[Review] Grey's Anatomy - 12ª temporada

ATENÇÃO: pode conter spoilers das temporadas anteriores

Oi! Há bastante tempo venho querendo expandir um pouco os assuntos tratados no blog, e esse foi o momento perfeito para incluir posts sobre séries no calendário editorial: várias séries retornando do hiatus, outras entrando, e isso inclui uma das minhas favoritas - Grey's Anatomy!

Grey's é uma série médica criada por Shonda Rhimes, a rainha do drama, e que em 2015/2016 chegou a sua 12ª temporada com a audiência nos picos mesmo depois de mais de uma década de programa. A história que ganhou os fãs é cheia de drama, reviravoltas e coisas inacreditáveis e tem como protagonista a médica Meredith Grey. 

A Meredith entrou no hospital como interna, passou pela residência e atualmente é chefe de cirurgia geral e, nessa temporada, também assume algumas aulas de anatomia no hospital universitário. Desde o primeiro episódio acompanhamos não só sua saga médica, mas também amorosa desde o dia em que conheceu Derek, seu falecido marido.

A temporada já começa com tiro, porrada e bomba, já que nos últimos episódios da temporada passada, Meredith perdeu o marido num acidente de carro. O que poderia se tornar mais um dos dramas sem fim na vida da médica acabou sendo bastante ofuscado por outros pontos. O primeiro deles é a entrada de uma nova personagem na série, a residente Penny Blake.

Penny-perfeita-matou-meu-marido e Meredith, no episódio 12x05 "Guess who's comingo to dinner"

Penny poderia ser só mais uma estudante transferida para o Grey-Sloan? Poderia. Mas aí não seria uma série da Shonda. A Penny foi responsável pelo atendimento de Derek Shepard quando ele sofreu o acidente de carro e, consequentemente, morreu. Shonda deixou claro que muito poderia ter sido feito para evitar essa morte, e Meredith sabia disso.

No episódio 12x05, Callie Torres resolve que é uma ótima ideia levar sua nova namorada para um jantar na casa de Meredith. Seria uma pena se a namorada em questão fosse a Penny e Meredith a reconhecesse na hora. Esse foi um dos melhores episódios da série, na minha opinião. Foi o tipo de trama que eu realmente esperava da criadora da série.

Porém, uma história que poderia ser muito bem explorada acabou esfriando no restante da temporada. Eu realmente esperava que o rancor da Meredith se prolongasse ao longo dos episódios, mas se tornou monótona ao passo que a relação das duas se torna amigável de uma hora para a outra. Com a suporta saída de Penny da série ficou a dúvida de qual seria o propósito dela na trama. Foi um conflito muito mal explorado.

 Riggs, o suposto novo McDreamy

Outro personagem a dar as caras pela primeira vez na série foi Nathan Riggs. O médico trabalhou em zona de guerra com a April, e é o novo contratado da cardiologia no Grey-Sloan. Porém, sua chegada no hospital é conturbada: grandes amigos no passado, hoje Riggs e Owen se detestam, e logo em sua primeira aparição já rola uma pequena confusão entre os dois. 

Desde quando foi anunciada a entrada de Riggs na série ele é cotado como o "novo mcDreamy". A princípio achei meio viagem, afinal Meredith é uma das que compram a briga de Owen e detesta o cara. Mas é óbvio que Grey's Anatomy sem plot twist não é Grey's Anatomy, e o finalzinho da temporada me fez repensar se talvez ele realmente não seja o novo dono do coração da protagonista.


Um remember do casamento de Japril no episódio 12x11

Mas quem roubou a cena nessa temporada foi o casal Jackson e April. Com a volta de April para a cidade, o casamento dos dois fica bastante conturbado, as brigas mais frequentes e a ameaça do divórcio paira sobre eles. Esse mistério de qual será o destino dos dois permanece até mais ou menos a metade da temporada, quando somos presenteados com o lindíssimo episódio "Umbreak my heart".

Nele, Shonda crava uma faca no nosso pobre coração de fã trazendo um remember dos momentos dos dois e algumas cenas exclusivas, como partes cortadas da cerimônia de casamento, da lua de mel e os momentos que os levaram até a decisão ou não do divórcio. Esse foi definitivamente meu episódio favorito da temporada. Nunca prestei muita atenção no casal, mas depois de toda a recente trama, acabei criando uma simpatia enorme por eles. É impossível tomar partido nas brigas de ambos. Consigo entender claramente tanto as aflições do Jackson como as da April. A má notícia é que apesar da decisão de ambos com relação ao divórcio, os problemas amorosos entre Japril estão longe de terminar.

Como é perceptível, essa temporada foi bem pouco focada na Meredith, o que achei ótimo. Com a morte de Derek no final da 11ª temporada imaginei que os episódios seguintes seriam cheio do tradicional drama da protagonista, que só se ferra na vida. Mas, pra minha surpresa, os dramas e problemas dos outros personagens foram muito mais explorados e focados, tirando a previsibilidade que já era costumeira nas temporadas anteriores.

Falando nisso, os fãs que sentiam falta dos altos e baixos da série com certeza vão adorar essa temporada. Salvo pela season finale - que convenhamos, foi bem fraca se comparada aos padrões Shonda Rhimes -, todos os episódios tem uma carga dramática muito forte e tramas nenhum pouco previsíveis. Isso é algo que eu já sentia falta há pelo menos 2 temporadas. As coisas só aconteciam em momentos específicos, enquanto a maioria dos episódios eram monótonos e nada acrescentavam na trama. Mas nessa temporada não! Senti novamente aquela ansiedade dos primórdios pelo lançamento dos próximos episódios porque sabia que algo inédito e chocante aconteceria. 

Foi uma temporada que me fez relembrar o porquê eu acompanhei as 11 temporadas anteriores e me apaixonei pela série. Se você, assim como eu, sentiu o amor por Grey's Anatomy esfriando nos últimos anos, com certeza não irá se arrepender de acompanhar essa. (Por favor, não inclua a season finale nisso. Foi péssima. Odiei. Obrigada).