24 de maio de 2016

[Review] Grey's Anatomy - 12ª temporada

ATENÇÃO: pode conter spoilers das temporadas anteriores

Oi! Há bastante tempo venho querendo expandir um pouco os assuntos tratados no blog, e esse foi o momento perfeito para incluir posts sobre séries no calendário editorial: várias séries retornando do hiatus, outras entrando, e isso inclui uma das minhas favoritas - Grey's Anatomy!

Grey's é uma série médica criada por Shonda Rhimes, a rainha do drama, e que em 2015/2016 chegou a sua 12ª temporada com a audiência nos picos mesmo depois de mais de uma década de programa. A história que ganhou os fãs é cheia de drama, reviravoltas e coisas inacreditáveis e tem como protagonista a médica Meredith Grey. 

A Meredith entrou no hospital como interna, passou pela residência e atualmente é chefe de cirurgia geral e, nessa temporada, também assume algumas aulas de anatomia no hospital universitário. Desde o primeiro episódio acompanhamos não só sua saga médica, mas também amorosa desde o dia em que conheceu Derek, seu falecido marido.

A temporada já começa com tiro, porrada e bomba, já que nos últimos episódios da temporada passada, Meredith perdeu o marido num acidente de carro. O que poderia se tornar mais um dos dramas sem fim na vida da médica acabou sendo bastante ofuscado por outros pontos. O primeiro deles é a entrada de uma nova personagem na série, a residente Penny Blake.

Penny-perfeita-matou-meu-marido e Meredith, no episódio 12x05 "Guess who's comingo to dinner"

Penny poderia ser só mais uma estudante transferida para o Grey-Sloan? Poderia. Mas aí não seria uma série da Shonda. A Penny foi responsável pelo atendimento de Derek Shepard quando ele sofreu o acidente de carro e, consequentemente, morreu. Shonda deixou claro que muito poderia ter sido feito para evitar essa morte, e Meredith sabia disso.

No episódio 12x05, Callie Torres resolve que é uma ótima ideia levar sua nova namorada para um jantar na casa de Meredith. Seria uma pena se a namorada em questão fosse a Penny e Meredith a reconhecesse na hora. Esse foi um dos melhores episódios da série, na minha opinião. Foi o tipo de trama que eu realmente esperava da criadora da série.

Porém, uma história que poderia ser muito bem explorada acabou esfriando no restante da temporada. Eu realmente esperava que o rancor da Meredith se prolongasse ao longo dos episódios, mas se tornou monótona ao passo que a relação das duas se torna amigável de uma hora para a outra. Com a suporta saída de Penny da série ficou a dúvida de qual seria o propósito dela na trama. Foi um conflito muito mal explorado.

 Riggs, o suposto novo McDreamy

Outro personagem a dar as caras pela primeira vez na série foi Nathan Riggs. O médico trabalhou em zona de guerra com a April, e é o novo contratado da cardiologia no Grey-Sloan. Porém, sua chegada no hospital é conturbada: grandes amigos no passado, hoje Riggs e Owen se detestam, e logo em sua primeira aparição já rola uma pequena confusão entre os dois. 

Desde quando foi anunciada a entrada de Riggs na série ele é cotado como o "novo mcDreamy". A princípio achei meio viagem, afinal Meredith é uma das que compram a briga de Owen e detesta o cara. Mas é óbvio que Grey's Anatomy sem plot twist não é Grey's Anatomy, e o finalzinho da temporada me fez repensar se talvez ele realmente não seja o novo dono do coração da protagonista.


Um remember do casamento de Japril no episódio 12x11

Mas quem roubou a cena nessa temporada foi o casal Jackson e April. Com a volta de April para a cidade, o casamento dos dois fica bastante conturbado, as brigas mais frequentes e a ameaça do divórcio paira sobre eles. Esse mistério de qual será o destino dos dois permanece até mais ou menos a metade da temporada, quando somos presenteados com o lindíssimo episódio "Umbreak my heart".

Nele, Shonda crava uma faca no nosso pobre coração de fã trazendo um remember dos momentos dos dois e algumas cenas exclusivas, como partes cortadas da cerimônia de casamento, da lua de mel e os momentos que os levaram até a decisão ou não do divórcio. Esse foi definitivamente meu episódio favorito da temporada. Nunca prestei muita atenção no casal, mas depois de toda a recente trama, acabei criando uma simpatia enorme por eles. É impossível tomar partido nas brigas de ambos. Consigo entender claramente tanto as aflições do Jackson como as da April. A má notícia é que apesar da decisão de ambos com relação ao divórcio, os problemas amorosos entre Japril estão longe de terminar.

Como é perceptível, essa temporada foi bem pouco focada na Meredith, o que achei ótimo. Com a morte de Derek no final da 11ª temporada imaginei que os episódios seguintes seriam cheio do tradicional drama da protagonista, que só se ferra na vida. Mas, pra minha surpresa, os dramas e problemas dos outros personagens foram muito mais explorados e focados, tirando a previsibilidade que já era costumeira nas temporadas anteriores.

Falando nisso, os fãs que sentiam falta dos altos e baixos da série com certeza vão adorar essa temporada. Salvo pela season finale - que convenhamos, foi bem fraca se comparada aos padrões Shonda Rhimes -, todos os episódios tem uma carga dramática muito forte e tramas nenhum pouco previsíveis. Isso é algo que eu já sentia falta há pelo menos 2 temporadas. As coisas só aconteciam em momentos específicos, enquanto a maioria dos episódios eram monótonos e nada acrescentavam na trama. Mas nessa temporada não! Senti novamente aquela ansiedade dos primórdios pelo lançamento dos próximos episódios porque sabia que algo inédito e chocante aconteceria. 

Foi uma temporada que me fez relembrar o porquê eu acompanhei as 11 temporadas anteriores e me apaixonei pela série. Se você, assim como eu, sentiu o amor por Grey's Anatomy esfriando nos últimos anos, com certeza não irá se arrepender de acompanhar essa. (Por favor, não inclua a season finale nisso. Foi péssima. Odiei. Obrigada).



12 de maio de 2016

[Resenha] a cor do leite - Nell Leyshon

às vezes é bom ter lembranças porque elas são a história da nossa vida e sem elas não ia ter nada. mas tem vezes que a memória guarda coisas que a gente não quer nunca mais ouvir falar e não importa quanto a gente tente tirar elas da cabeça. elas voltam.

Você pode estranhar um livro em que nem o título nem o próprio texto seguem os padrões da norma culta de escrita - utilização de letra maiúsculas ao iniciar uma frase, vírgulas e até mesmo a forma de escrita de algumas palavras - mas te garanto que quando entender o porquê disso, o livro vai fazer todo o sentido.

Mary tem 15 anos e é a caçula de 3 irmãs. O maior sonho de seu pai era ter tido filhos homens para dar continuidade ao seu trabalho na fazenda, mas como isso não foi possível, ele acaba jogando todo o trabalho pesado nas costas das filhas, que trabalham de sol a sol sob os gritos e ameaças do pai abusivo.

Mary sempre se sentiu muito diferente de suas irmãs não só fisicamente, já que convivia com uma pequena deficiência em uma das pernas, mas também no que diz respeito à sua personalidade, o que sempre acabava gerando muitos conflitos entre as garotas. Seu melhor amigo é o avô, que se tornou inválido após uma doença e passa os dias sozinho num quartinho se estocagem de maçãs.

Um dia, Mary tem uma surpresa que vem para atender um de seus maiores pedidos: ela irá sair da fazenda. Porém nem tudo são flores, e sua saída tem como principal motivo atender ao pedido do pastor da cidade, que busca uma moça para fazer companhia à sua adoecia esposa. O que a princípio foi um suspiro de alívio por finalmente fugir das garras do pai acabou se tornando um fardo na vida de Mary, que por inúmeras vezes tentou fugir de volta para a fazenda.

Apesar de detestar a convivência na casa, a garota ainda consegue suportar pela companhia da esposa do pastor, uma senhora que tem um forte carinho por ela, mas se encontra muito debilitada por uma doença misteriosa que lhe tirou a vontade de viver. As coisas começam a ficar realmente insustentáveis no momento em que a senhora morre repentinamente.

Desde a primeira página do livro o leitor já é informado sobre o contexto em que o livro é escrito: o ano é 1831 e tudo o que está sendo descrito ali, pelas mãos de Mary, realmente aconteceu e ela precisa contar para o mundo. Com uma narrativa em primeira pessoa, utilizando palavras simples e muitas vezes transcritas da forma como se fala coloquialmente, a princípio a história pode parecer um tanto quanto confusa, mas sempre deixa pequenos detalhes como ganchos para os próximos acontecimentos, divididos entre as estações do ano, assim como acontece com o tempo em uma fazenda.


Eu realmente não estava preparada para a história que esse livro me entregaria. Em diversos momentos cheguei a imaginar que se tratava apenas de uma menina registrando a passagem de tempo em uma casa que ela detestava, como forma de distração. Porém, é muito mais do que isso, e te garanto que nada vai te preparar para tudo que esse livro trará até sua última linha.

Mary, apesar de ter somente 15 anos e uma mentalidade um tanto quanto limitada por ter passado toda sua vida em uma fazenda, sob o controle de uma figura paterna extremamente abusiva, é uma personagem muito forte e inteligente, que por diversas vezes teve atitudes que me surpreenderam positivamente. Com certeza uma das melhores personagens da literatura atualmente.

Esse livro me tocou tanto que não tive reação diante dos acontecimentos que a protagonista buscava contar. Diferente de Mentirosos - que me entregou um desfecho completamente inimaginável até o momento de sua revelação -, a cor do leite nos entrega cada detalhe aos poucos, em doses homeopáticas, o que torna tudo ainda mais doloroso. Você sabe o que está acontecendo ou prestes a acontecer, mas assim como a protagonista, se agarra até o fim às suas últimas esperanças. É um livro maravilhoso, uma leitura recomendadíssima, apesar de dolorosa.

Infos:
Título original: the colour of milk
Autora: LEYSHON, Nell
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528615814
205 páginas

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6 de maio de 2016

[Resenha] Um Vida no Escuro - Anna Lyndsey

O meu corpo aprendeu a ficar sentado no quarto, em silêncio. Aprendeu a não gritar, não chorar, não se encolher. Mas meu espírito rodopia como o vento, avoluma-se como a chuva. A selvageria externa fala à selvageria interna.

Anna Lyndsey é o pseudônimo de uma mulher inglesa que descobriu uma rara sensibilidade à luz que a impedia até mesmo de realizar as tarefas mais simples, como uma caminhada ou a leitura de um livro. Uma Vida no Escuro é uma história real, um relato agoniante de uma vida sem qualquer vestígio de luz.

Tudo começou com um pequeno desconforto causado pela luz da tela do computador onde trabalhava: uma leve ardência no rosto, que com o passar dos dias se transformou em uma dor insuportável, uma queimação que como a própria autora define, mais se parecia com um maçarico em contado com a pele.

Anna* se afastou do trabalho na esperança de que a luz da tela do computador fosse o problema, mas com o passar dos dias o seu caso foi se agravando. Toda e qualquer luz que entrava em contato com o seu rosto (inclusive a luz natural do sol) era um gatilho para fortes dores que a fizeram utilizar diariamente grandes chapéus e máscaras protetoras que causavam espanto em locais públicos.

A busca por médicos que explicassem sua condição começou: dermatologistas, alergistas, médicos especializados em casos raros de fotossensibilidade. Nem mesmo eles conseguiam entender porque o corpo dela, de repente, começou a reagir de forma tão radical à luz. Em uma dessas consultas, um médico acabou descobrindo seu quadro raro de sensibilidade e encontrou uma pomada capaz de reduzir os sintomas.

Aos poucos o medicamento realmente fez efeito: seu rosto quase não queimava e ela já conseguia dar pequenos passeios ao pôr do sol. Até mesmo planos para seu casamento foram feitos. Porém, o destino tinha outros planos reservados para Anna*: ao passo que sua face era curada, o restante do seu corpo reagia. Braços, pernas, tronco, pescoço... Nenhum desses locais havia sido afetado pela sensibilidade até então, mas agora se tornavam cada dia mais sensíveis ao contato com a luz, inchando, avermelhando, até o ponto crucial em que queimavam de forma semelhante ao rosto.

É nesse momento que o mundo da protagonista cai. A mínima exposição à luz se torna insuportável, e mesmo com roupas sua pele ardia e se irritava. Muitas foram as medidas tomadas: a utilização de roupas protetoras, de camadas e mais camadas de tecido, mas nada disso parecia funcionar. Foi então que a decisão mais drástica e amedrontadora de sua vida foi tomada. Anna decidiu se isolar na escuridão.

Passou a viver isolada em um dos quartos da casa de seu noivo, Pete, com total vedação nas janelas e porta, para que nem o mínimo feixe de luz conseguisse penetrar por sua fortaleza. Se expunha muito rapidamente somente para necessidades físicas, como cozinhar. Ouvia audio-livros para passar o tempo, criava desafios e brincadeiras que poderiam ser feitos no escuro, tudo devidamente registrado no livro.



Fui muito surpreendida por essa história, porque a todo momento eu me esquecia que se tratava de uma história real, e não uma ficção. A aflição da autora consegue ser muito bem passada ao leitor, e por diversas vezes me imaginei trancada em um quarto sem acesso à luz, vivendo de uma forma que eu não conseguiria enxergar nem a mim mesma.

Além da aflição de viver na escuridão total, Anna enfrenta outros dilemas, como o afastamento dos seus amigos e família e o medo de perder Pete, seu noivo. Quando Anna se dá conta de que terá que viver completamente isolada na escuridão ela toma a decisão de pedir a Pete para que possa viver em sua casa. E a todo momento podemos viver com ela o sofrimento de se imaginar sendo um fardo na vida daqueles que ama.

Até a hipótese de suicídio é levantada por ela, e esse foi um dos momentos que mais me marcou no livro. Eu passei várias páginas me colocando no lugar dela e imaginando que já teria tirado minha própria vida nessa situação, e a pergunta que eu mais me fazia era: como a autora não pensou nisso? Mas sim, ela pensou, esse só não é o foco principal do livro.

Podemos imaginar que ao final Anna se recupera da sua doença, vive feliz e nos deixa uma mensagem de superação. Se tratando de uma biografia e não de uma ficção, essa hipótese é bastante pequena. Mas o livro me fez refletir muito como uma história não precisa terminar com uma mensagem escrita palavra-por-palavra pra me fazer senti-la. O livro por si só pode ser essa mensagem, e é isso que Uma Vida no Escuro provou pra mim.

Infos:
Título original: Girl in the dark
Autora: LYNDSEY, Anna
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580578829
247 páginas
Livro cedido para resenha pela editora.
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2 de maio de 2016

Wishlist de lançamentos #1

Os meses de abril e maio estão cheeeeios de lançamentos incríveis de livros. Por conta disso, resolvi fazer uma listinha dos mais legais que encontrei lá na listagem de lançamentos do skoob e compartilhar com vocês por aqui!

1. Em algum lugar nas estrelas, de Clare Vanderpool (Darkside)

Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.
Não vou negar: o que mais me encantou nesse lançamento de maio da editora Darkside foi a capa! Quando a vi entre as outras ela imediatamente se destacou. Porém, a sinopse também me ganhou e me deixou muito curiosa e ao saber que se tratava de um livro da Darkside já imagino a edição maravilhosa que complementará a obra. O livro tem previsão de lançamento só pro mês de junho, mas já é uma das minhas apostas.

2. A Garota Perfeita, de Mary Kubica (Planeta do Brasil)

Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?
Mais um livro com uma capa maravilhosa! Eu amo livros com essa pegada de mistério, amnésia... Bem no estilo de Mentirosos, da E. Lockhart. Não sei se é o caso desse lançamento, mas vale a pena conhecer, né? O livro já está em pré-venda na Amazon e tem lançamento previsto para o dia 9 de maio. 


3. Tudo e todas as coisas, de Nicola Yoon (Novo Conceito)
"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."
Sim, essa é a sinopse do livro! Ela pode não entregar tanto sobre o enredo, mas já é uma lindeza por si só. Porém, se sua intenção é conhecer a história mais a fundo antes de se aventurar na compra desse lançamento da Novo Conceito, te indico assistir ao vídeo das meninas do Ponto e Pula Linha. A forma apaixonada com que elas falam sobre a história foi o que realmente me fez ficar doida por esse livro, que já está disponível para compra no Submarino.


4. Alucinadamente Feliz, de Jenny Lawson (Intrínseca)

Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
Vocês já devem ter percebido que sou uma entusiasta dos livros sobre transtornos mentais. É realmente meu tipo de livro favorito. Esse já seria um baita motivo para querer desesperadamente ler mais um lançamento da Intrínseca, mas não é o único: a capa e o subtítulo (um livro engraçado sobre coisas horríveis) e o vídeo liiindo que a editora disponibilizou para divulgar o livro foram o que realmente colocaram esse livro no topo da minha wishlist! Ele também já está disponível para compra no Submarino (E, não é por nada não, mas vocês deveriam me presentear com ele. Só acho).

Não esquece de me contar quais os lançamentos de abril e maio que você mais está ansioso para conhecer!